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Consulte formatos e valores disponíveisImagem: Arte/UOL (com inteligência artificial) Depois de cinco anos de liderança do Nordeste, o Sudeste retomou o primeiro lugar em inscrições confirmadas no Enem 2026, com um crescimento puxado por São Paulo. Entre os candidatos, as mulheres ampliaram a maioria e agora representam quase 64% dos inscritos.
Ao todo, 5.051.345 pessoas tiveram a inscrição confirmada para as provas de 8 e 15 de novembro , dentre as 5.655.423 inscrições totais. São 240.007 a mais que em 2025, um avanço de 4,99%. Esse crescimento, porém, está longe de ser uniforme. No Nordeste, o total praticamente se manteve; no Sudeste, subiu 8,70%.
Os números integram o Painel Enem 2026, divulgado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) no último dia 20, a partir de dados consolidados em 23 de setembro.
As comparações históricas foram feitas com as sinopses estatísticas e os painéis de edições anteriores, também publicados pelo instituto.
O Nordeste liderou as inscrições do Enem entre 2021 e 2025. A vantagem sobre o Sudeste era de cerca de 41 mil candidatos no início desse período, chegou a 137 mil em 2024 e ficou em 106 mil no ano passado.
Em 2026, a ordem se inverteu. O Sudeste chegou a 1.773.453 inscrições confirmadas, enquanto o Nordeste registrou 1.745.724. A diferença agora é de 27.729 participantes.
A mudança não significa que o Nordeste perdeu inscritos. A região acrescentou 7.935 candidatos em relação a 2025 (crescimento de 0,46%). O Sudeste ganhou 141.890, avanço de 8,70%. Sozinha, a região sudestina respondeu por 59,12% do aumento nacional.
Juntas, as duas regiões concentram 69,67% das inscrições confirmadas.
O Sul também cresceu acima dos 4,99% registrados no país: passou de 492.876 para 561.494 inscrições, alta de 13,92%. Mesmo assim, permaneceu atrás do Norte, que reúne 15.993 candidatos a mais.
São Paulo ajuda a explicar a mudança na liderança regional. O estado passou de 751.648 inscritos em 2025 para 851.825 neste ano, aumento de 13,33%. As 100.177 inscrições adicionais equivalem a 41,74% de todo o crescimento registrado no país. Sozinho, o estado reúne cerca de um em cada seis participantes do Enem.
Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 471.996 inscritos, seguida pela Bahia, com 437.243. Veja a distribuição por estados:
Fonte: Painel Enem 2026/ Inep. Participações calculadas sobre o total nacional, com arredondamento para duas casas decimais.
Um quase empate chama atenção na distribuição estadual. O Rio Grande do Norte tem 113.935 inscrições confirmadas, apenas nove a mais que o Amazonas, com 113.926.
A diferença ganha outra dimensão quando se observa a população. Pela estimativa do IBGE de julho de 2025, o Amazonas contabiliza 4.321.616 habitantes, contra 3.455.236 do Rio Grande do Norte, ou seja, uma população 25,1% maior.
São aproximadamente 33 inscrições por mil habitantes no estado nordestino e 26,4 no amazonense. A conta usa a população total, sem ajustar as diferenças de idade entre os moradores.
As mulheres já eram maioria em 2025 e ampliaram a participação neste ano. Passaram de 2.889.851 para 3.232.013 inscrições confirmadas, um crescimento de 11,84%.
Entre os homens, houve redução: de 1.921.487 para 1.819.332, queda de 5,32%. Com esses dois movimentos, a presença feminina subiu de 60,06% para 63,98% do total, o que significa quase duas em cada três inscrições.
A diferença entre os dois grupos ultrapassa 1,4 milhão de participantes.
Entre os inscritos de 2026, 2.078.015 se autodeclararam pardos, o equivalente a 41,14% do total. Outros 556.824 se declararam pretos, correspondentes a 11,02%. Juntos, os grupos representam 52,16% das inscrições confirmadas. Pessoas autodeclaradas brancas são 1.825.230, ou 36,13%. Veja a distribuição completa:
O Enem tem 691.633 inscritos com até 16 anos, equivalentes a 13,69% do total. Somados aos candidatos de 17 (1.292.082 inscritos) e 18 anos (1.269.907), resultam em 64,41% das inscrições confirmadas. Essas idades costumam coincidir com a conclusão do ensino médio
Entre os adultos, houve queda em relação a 2025 . Na faixa de 21 a 30 anos, as inscrições diminuíram 10,60% (de 811.081 para 725.118). Entre 31 e 59 anos, recuaram 19,89% (de 448.903 para 359.607).
O exame também tem 13.821 inscritos na categoria que o painel identifica como "maior que 60".
Embora o contingente adulto tenha diminuído, ele continua expressivo. Só a faixa de 21 a 30 anos reúne mais participantes que toda a Região Sul.
Alunos do último ano do ensino médio passaram a ser o maior grupo do Enem, com 2.364.868 inscrições confirmadas (46,82% do total). É um crescimento de 30,55% em relação a 2025.
Outros 1.015.127 inscritos ainda cursam o ensino médio, mas não vão concluí-lo neste ano. Nesse grupo estão os chamados treineiros, que fazem o exame para testar seus conhecimentos. Há também 1.610.522 candidatos que manifestaram terem concluído o ensino médio e 60.828 pessoas que declararam não estar estudando e não ter completado essa etapa.
O painel não informa quantos estão fazendo o Enem pela primeira vez. Nesta edição, quem está finalizando o ensino médio na rede pública teve a inscrição feita automaticamente pelo Inep, mas precisou acessar o sistema para confirmar a participação e complementar os dados.
As inscrições gratuitas cresceram 12,54% em relação a 2025, chegando a 3.432.111. As inscrições com pagamento da taxa (R$ 85) caíram 8,08%, para 1.619.234. Neste ano, 67,94% das inscrições confirmadas são gratuitas.
São Paulo lidera nas duas modalidades, com 506.845 gratuitas e 344.980 pagas, o que representa mais de um quinto dos pagantes do país. A proporção paulista de gratuidade, porém, é de 59,50%, abaixo da média nacional. A Bahia aparece em segundo lugar nas inscrições gratuitas, à frente de Minas Gerais.
A gratuidade é maioria em todas as unidades da Federação, variando de 51,21% no Distrito Federal a 80,46% no Amazonas. Todos os estados do Norte e do Nordeste superam 70%. Nos demais estados e no Distrito Federal, a gratuidade fica abaixo desse percentual.
O benefício não indica, necessariamente, baixa renda , pois também contempla quem está finalizando o ensino médio na rede pública, conforme as regras do exame.
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