Região: Sem prisões, caso de vigilante morto pela PCDF por engano completa 2 meses
morreu em 19 de agosto.

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Consulte formatos e valores disponíveisMaterial cedido ao Metrópoles A família de William Cesar Pinto Junior, vigilante da Residência Oficial do Senado Federal assassinado por engano enquanto saía de casa para trabalhar, no Gama (DF), durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ainda busca por justiça. Nessa segunda-feira (19/10), o caso completou dois meses sem identificação e indiciamento dos agentes envolvidos , apesar da ampla comoção gerada à época.
William era colaborador terceirizado e trabalhava como vigilante na residência oficial da presidência do Senado Federal
William tinha saído de casa para trabalhar quando foi seguido por um carro descaracterizado da PCDF, segundo uma parente
A corporação lamentou a morte. "O caso foi encaminhado à Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Distrito Federal"
Segundo a corporação, os policiais civis estavam na região para cumprir um mandado de prisão quando balearam William
William morreu em 19 de agosto, aos 48 anos, quando um policial civil do DF atirou contra ele por supostamente confundi-lo com um investigado. Em conversa com o Metrópoles , a sobrinha, que pede para não ser identificada por temer represálias, contou que os familiares permanecem em luto e sem sossego pelo o que aconteceu com o vigilante.
“A dor não diminuiu, e o sentimento de injustiça só aumenta”, lamenta a mulher. “Em vários casos como esse temos posicionamento da Secretaria de Segurança Pública, mas, até agora, ninguém se pronunciou”, conta.
William deixou dois filhos, sendo uma criança de 11 anos e um adolescente de 16. Segundo a sobrinha do rapaz, os herdeiros choram a falta do vigilante diariamente. Nas redes sociais, a caçula do vigilante prestou uma homenagem ao pai, nessa segunda-feira. Na publicação, a menina expressa a saudade que sente e reflete: “A gente sabe que nada é para sempre, mas nunca está preparado para ver quem ama partir”.
A sobrinha de William ainda lembra, com dor, que o aniversário de 49 anos do tio seria celebrado na próxima semana, em 28 de outubro. “Ele era um homem reservado, mas gostava de celebrar a vida com os filhos, sobrinhos, adorava tomar champanhe”, descreve a jovem.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF Sem respostas, ela diz que o sentimento atual é “agonizante”. Ela acredita que, se o assassino de William não fosse um agente da polícia, já teria sido preso . “É uma agonia muito grande. A pessoa que efetuou o disparo já estaria, no mínimo, presa”.
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