Região: Rodrigo Gonçalves Pimentel
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

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Consulte formatos e valores disponíveisEntre os principais desafios do planejamento sucessório, o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel, especialista em estruturação patrimonial internacional, identifica um que não depende de documentos nem de estruturas societárias: a comunicação entre o fundador e os filhos. Antes de qualquer deliberação formal, como a constituição de uma holding, um acordo de sócios ou um testamento, é essencial que a família dialogue abertamente sobre o futuro da empresa e o papel de cada um.
Esse assunto geralmente é postergado por um longo período. O fundador teme parecer que está se despedindo, os filhos evitam o assunto para não demonstrar interesse na herança, e todos preferem não abordá-lo. Enquanto isso, expectativas não expressas se acumulam, e cada herdeiro constrói sua própria versão do que acontecerá quando o fundador não estiver mais à frente do negócio.
Quando a sucessão finalmente ocorre, essas versões muitas vezes entram em confronto durante períodos de luto e sob pressão de decisões urgentes sobre a empresa. O que poderia ter sido resolvido em algumas reuniões em vida se transforma em um conflito entre irmãos.
A conversa antecipada permite que o fundador conheça os planos reais dos filhos. Muitos herdeiros optaram por seguir carreiras distintas e não demonstram interesse em assumir a gestão, embora não tenham expressado essa intenção de forma explícita. Há também aqueles que expressam interesse em participar, mas não estão a par do processo. Segundo Rodrigo Pimentel, os herdeiros que optam por outros caminhos não representam falhas dos pais, e reconhecer tal fato abertamente é o primeiro passo para a criação de uma estrutura adequada.
O diálogo também possibilita o ajuste de expectativas acerca do patrimônio. Filhos que não estão familiarizados com a situação da empresa podem apresentar uma percepção distorcida do seu valor, imaginando uma renda que não existe ou negligenciando riscos relevantes. A disseminação de informações contribui para a redução do espaço para suspeitas futuras.
Além disso, é preciso levar em consideração o momento atual. Em sua abordagem, Rodrigo Pimentel, advogado especialista em estruturação patrimonial internacional, destaca que conversas realizadas enquanto o fundador dispõe de saúde, autoridade e tempo permitem testar ideias, corrigir rumos e construir consensos de maneira gradativa. Quando o diálogo ocorre apenas diante de uma doença ou de uma crise, a urgência reduz a disposição para ouvir e aumenta a chance de decisões precipitadas, tomadas sob forte carga emocional.
Conforme exposto pelo advogado Rodrigo Pimentel, o registro é o passo que transforma a conversa em planejamento. Acordos verbais tendem a ser interpretados de maneira distinta, enquanto regras escritas oferecem uma referência comum quando surgem divergências.
Em consonância com a visão de Sideni Soncini Pimentel, advogado e desembargador aposentado com mais de quatro décadas de magistratura, o valor desse cuidado é devidamente reconhecido. Muitas disputas sucessórias têm origem em acordos não formalizados, nos quais cada herdeiro apresenta uma interpretação distinta da vontade do fundador.
A análise do quadro em questão permite concluir que a conversa sobre sucessão é, ela mesma, um instrumento de planejamento. Posteriormente à magistratura, Sideni Soncini Pimentel passou a atuar na advocacia consultiva e estratégica, reforçando a importância de decisões discutidas com os herdeiros, que tendem a ter mais legitimidade do que aquelas impostas por documentos desconhecidos pelos envolvidos.
Ademais, Rodrigo Gonçalves Pimentel destaca a importância do diálogo contínuo, que deve acompanhar as mudanças na família e no negócio. O fundador que conversa com os filhos enquanto ainda pode explicar suas escolhas deixa como herança não apenas bens, mas a compreensão de por que eles foram organizados daquela forma.
Esse procedimento também permite identificar expectativas divergentes, esclarecer questões e ajustar responsabilidades antes que desacordos se transformem em conflitos. Quando os herdeiros compreendem os critérios adotados e participam das discussões, a sucessão deixa de ser uma decisão isolada e passa a representar um compromisso compartilhado com a continuidade do patrimônio.
Rodrigo Gonçalves Pimentel é advogado, empresário e sócio do Pimentel & Mochi Advogados Associados. Sua atuação envolve questões empresariais, patrimoniais, societárias e sucessórias relacionadas a empresários e famílias empresárias.
Sideni Soncini Pimentel é advogado, desembargador aposentado e integrante do Pimentel & Mochi Advogados Associados. Após uma trajetória de mais de quatro décadas na magistratura, iniciou uma nova fase profissional na advocacia, com atuação consultiva e estratégica.
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