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Região: Quem é o delegado da PF cotado para comandar a Segurança Pública no governo Moro

(Foto: Marcelo Camarg o/Arquivo/Agência Brasil) Com mais de 20 anos de carreira, policial federal foi diretor do Depen no governo Bolsonaro e tem histórico de a

Por Redatores da Empire Cidades 31 de outubro de 2026 às 17:13
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Região: Quem é o delegado da PF cotado para comandar a Segurança Pública no governo Moro
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O delegado da Polícia Federal Fabiano Bordignon é apontado como um dos nomes mais cotados para assumir a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná ( Sesp ) na gestão do governador eleito Sergio Moro (PL), que começa em janeiro de 2027.

Com mais de duas décadas de carreira na PF, Bordignon acumula experiência no combate ao crime organizado, em operações contra a corrupção e na administração do sistema penitenciário federal.

Natural de Palmas, no Sul do Paraná, Fabiano Bordignon tem 52 anos e está há 24 anos na Polícia Federal. Formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), começou sua trajetória no serviço público no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), onde trabalhou entre 2000 e 2002. Nesse último, ingressou na PF como delegado.

Ao longo da carreira, passou por diferentes áreas de investigação e ocupou funções de chefia em unidades da corporação. Entre os trabalhos desenvolvidos estão operações de combate ao tráfico de drogas, investigações relacionadas a fraudes previdenciárias, repressão a roubos a bancos em Curitiba e ações contra a corrupção em organizações da sociedade civil.

Um dos momentos importantes da trajetória de Bordignon foi a passagem pela chefia da Delegacia da Polícia Federal em Paranaguá, entre 2006 e 2007. Posteriormente, assumiu o comando da unidade de Foz do Iguaçu, onde permaneceu de junho de 2015 a dezembro de 2018.

Na região da Tríplice Fronteira, que reúne Brasil, Argentina e Paraguai, o delegado também atuou como coordenador brasileiro do Comando Tripartite, estrutura de cooperação policial internacional entre os três países. O organismo tem como objetivo facilitar o intercâmbio de informações e a articulação de ações contra organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

Durante o período em Foz, Bordignon esteve ligado a investigações de combate à corrupção, entre elas as relacionadas à Operação Pecúlio, que apurou irregularidades e desvios de recursos públicos no município.

A experiência na região de fronteira também se refletiu na trajetória acadêmica do delegado. Em 2019, ele concluiu mestrado em Sociedade, Cultura e Fronteiras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), com uma dissertação sobre a cooperação policial internacional na Tríplice Fronteira. O trabalho analisou o funcionamento do Comando Tripartite e a articulação entre as forças de segurança de Brasil, Argentina e Paraguai.

Bordignon também possui especializações em Criminologia, Direito Penal e Planejamento Estratégico. Além da carreira policial, atua como professor universitário e participa de atividades de formação na área de segurança pública e enfrentamento ao crime organizado.

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A aproximação profissional entre Fabiano Bordignon e Sergio Moro começou no sistema penitenciário federal. O delegado foi diretor da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Oeste do Paraná, em dois períodos: de 2009 a 2010 e de 2012 a 2013.

Na época, Moro atuava como juiz federal corregedor da unidade, responsável pela fiscalização do estabelecimento prisional.

A parceria ganhou dimensão nacional em novembro de 2018, quando Moro foi anunciado como ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro (PL). Na formação da equipe ministerial, o então juiz escolheu Bordignon para comandar o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão responsável pela gestão do sistema penitenciário federal e pela formulação de políticas para o setor.

Bordignon assumiu a direção-geral do Depen em janeiro de 2019 e permaneceu no cargo até maio de 2020, quando Moro deixou o Ministério da Justiça.

À frente do departamento, o delegado gerenciou unidades federais que abrigam presos considerados de alta periculosidade, incluindo lideranças de organizações criminosas. A experiência na gestão de presídios federais é um dos pontos de seu currículo que podem pesar na avaliação para a futura Secretaria de Segurança Pública do Paraná.

A possível escolha de Bordignon sinaliza a intenção de Moro de contar com um profissional com experiência na Polícia Federal e conhecimento sobre a atuação de organizações criminosas, especialmente em regiões de fronteira.

O histórico do delegado reúne três áreas consideradas estratégicas para a segurança pública paranaense: investigação policial, cooperação internacional no combate ao crime organizado e administração penitenciária.

Caso seja confirmado no cargo, Bordignon terá o desafio de coordenar a política estadual de segurança e a integração das forças policiais do Paraná, em uma estrutura que envolve Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e Polícia Penal.

A indicação ainda depende de confirmação oficial do governador eleito.

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