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Região: Proposta da assessora de Flávio ignora lógica atual do Bolsa Família

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Metrópoles 19 de outubro de 2026 às 19:55
Via Metrópoles
Região: Proposta da assessora de Flávio ignora lógica atual do Bolsa Família
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Gustavo Moreno/Metrópoles A polêmica fala sobre o Bolsa Família feita por Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), propõe uma mudança que poderia alterar a lógica atual do programa.

Na prática, Daniella, cotada justamente para um ministério da área social em um eventual governo Flávio, propõe atrelar o benefício não mais somente à renda, mas sim ao emprego ou à abertura de um CNPJ.

Bolsa Família terá período de 2 anos para transição, diz campanha de Flávio

Integrante da formulação econômica da campanha, a ex-presidente da Caixa foi cogitada para a chapa, mas teve o nome descartado pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto

Daniella Marques foi a escolhida para assumir a presidência da Caixa Econômica Federal

Em entrevista à CBN Bahia na segunda-cfeira (19/10), a ex-presidente da Caixa Econômica Federal falou em um “regra de transição” de dois anos para quem obtiver uma nova fonte de renda além do Bolsa Família.

Após esse prazo, de acordo com a assessora econômica de Flávio, o beneficiário deixaria o programa social, com retorno automático garantido. Entretanto, ela não deu explicações de como a ideia funcionaria na prática.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha “Quem está no Bolsa Família vai ter regra de transição, como teve na época do presidente Bolsonaro, de dois anos para que possa abrir o seu negócio ou aceitar emprego de carteira assinada. Com uma regra de transição e o retorno automático caso dê errado. As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é um início de uma jornada”, declarou Daniella na entrevista.

Hoje, não é assim que funciona. O Bolsa Família não está atrelado à carteira assinada ou à abertura de um MEI, mas, sim, à renda familiar. O benefício é, inclusive, um complemento importante para muita gente que trabalha no Brasil.

Para ter direito a receber o Bolsa Família atualmente, o cidadão precisa ter renda mensal que não ultrapasse R$ 218 por pessoa da família.

O beneficiário também precisa estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), além de cumprir condicionalidades, como manter as crianças na escola e com a vacinação em dia.

#Economia
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