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Região: Porto da Folha vive crise e vai ter nova eleição em 2026

O cenário surgiu após a cassação dos mandatos do prefeito Everton Lima Góis (UB) e do vice‑prefeito Franksaine de Souza Freitas (PT), que haviam vencido […]

Por Redatores da Empire Cidades 20 de outubro de 2026 às 14:11
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Região: Porto da Folha vive crise e vai ter nova eleição em 2026
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Porto da Folha, SE — O município de Porto da Folha tornou‑se, em 2026, o centro de uma das maiores crises políticas locais de Sergipe, com a possibilidade de realizar novas eleições municipais fora do calendário normal.

O Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE‑SE) decidiu pela cassação da chapa por abuso de poder econômico , em processo que aponta uso indevido de meios de comunicação a favor da campanha. A decisão determinou o afastamento imediato dos gestores, além da realização de eleições suplementares no município.

Diante disso, o presidente da Câmara Municipal, Tâmara de Cuite (UB) , assumiu a chefia do Executivo de forma interina , até que uma nova eleição seja realizada.

A cassação foi levada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , que, em primeiro momento, suspendeu os efeitos da decisão, mas acabou mantendo o afastamento e a indicação de nova eleição. O ministro André Mendonça indicou inicialmente a realização do pleito em 21 de junho de 2026 , mas o calendário final ainda depende de confirmação pelo TRE‑SE , que pode optar por uma data em novembro , alinhando ao ritmo do Estado.

Porto da Folha corre o risco de se tornar o único município de Sergipe com eleição municipal em 2026, um cenário raro e carregado de implicações políticas. Para os eleitores, o recado é claro: o resultado de 2024 não é definitivo, e uma nova rodada de escolha pode redefinir o comando da cidade em um contexto de crise institucional, marcado por cassações, tensões políticas e fortalecimento de oposições que já vem se reorganizando desde o fim das eleições.

A novidade de uma eleição fora de sequência tende a aquecer o cenário político, reabrindo o espaço para alianças, negociações de coligações e candidaturas emergentes que buscam aproveitar o vácuo. Para o governo estadual, o caso de Porto da Folha representa um sinal de alerta sobre a fragilidade de gestões locais que, em meio a disputas eleitorais intensas, podem ser desmontadas por decisões judiciais, abrindo espaço para reconfigurações partidárias e enfrentamento de narrativas de corrupção e irregularidade.

Com tantas incertezas ainda em aberto, o que é certo é que, em 2026, Porto da Folha deixará de ser apenas um município do sertão sergipano e passará a ser um símbolo político de um tempo de crise, redefinições e novas escolhas para seu povo.

#Aracaju#Política
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