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Região: O silêncio de Trump após vitória de Lula e derrota de Fávio Bolsonaro

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 11:37
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Região: O silêncio de Trump após vitória de Lula e derrota de Fávio Bolsonaro
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Priorize VEJA no Google Ler Resumo A vitória de Lula nas eleições brasileiras gerou reações diversas no cenário internacional. Enquanto líderes mundiais e políticos democratas parabenizaram o presidente eleito, Donald Trump manteve um silêncio notável, postura que contrasta com sua conduta em outros pleitos latino-americanos. A matéria detalha as nuances dessa ausência de manifestação e o contexto das relações entre os EUA e o Brasil durante o período eleitoral. Este resumo foi útil?

Em meio às parabenizações de lideranças mundiais à esquerda e à direita pela vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de domingo 25, chamou a atenção o silêncio do mandatário americano, Donald Trump.

Antes da divulgação dos resultados, o presidente dos Estados Unidos manteve um tom de neutralidade, afirmando apenas que “estamos observando” a disputa ao ser questionado por repórteres sobre se apoiava Lula ou o senador Flávio Bolsonaro (PL).

No primeiro turno das eleições presidenciais, ele também evitou declarar seu endosso a um ou outro: “Estou acompanhando a corrida muito de perto”, disse à época. A postura contrasta com aquela adotada diante de outros pleitos na América Latina, em que Trump declarou apoio expresso aos candidatos de direita e extrema direita na Colômbia (Abelardo de la Espriella), Argentina (Javier Milei), Honduras (Nasry Asfura), El Salvador (Nayib Bukele) e Equador (Daniel Noboa).

Pouco antes do início oficial da campanha eleitoral, porém, o governo americano impôs uma nova rodada de tarifas sobre mercadorias brasileiras, com taxas de até 25%, declarando que as negociações comerciais com a gestão Lula haviam sido infrutíferas porque o mandarário brasileiro seria “egoísta”.

Além disso, Trump recebeu Flávio na Casa Branca para uma reunião muito aguardada pelo campo bolsonarista, depois da qual classificou o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras — uma pauta defendida pelo senador do PL e criticada pelo petista por potenciais riscos à soberania nacional.

Políticos democratas, por sua vez, se manifestaram cedo sobre o resultado das urnas no Brasil. O deputado Joaquín Castro, do Texas, foi um dos primeiros a reagir, parabenizando o povo brasileiro “por exercer o direito de participar da democracia”. O senador Bernie Sanders, que em setembro esteve com Lula em Nova York, classificou a reeleição do presidente brasileiro como “extraordinária”, enquanto o governador da Califórnia, Gavin Newsom, foi às redes para expressar seu orgulho de “estar ao lado do Brasil e daqueles que defendem a democracia, a proteção ao meio ambiente”.

Em paralelo, um dos advogados de Trump, Martin de Luca, questionou se o domingo havia sido o dia em que “Lula se transformou em Nicolas Maduro”, alertou para o suposto roubo nas eleições e indicou que “ninguém reconheceria” a eleição.

A publicação foi compartilhada pelo bilionário Elon Musk, dono do X, com um comentário bem ao seu estilo: “Uou”. Donald Trump Jr., filho mais velho do presidente americano, também compartilhou a postagem.

Na semana passada, a Casa Branca recusou-se a se comprometer com o reconhecimento do resultado eleitoral brasileiro, em resposta a três cartas de congressistas democratas que cobravam o Departamento de Estado e seu chefe, Marco Rubio, a prestar explicações sobre a suspeita de interferência americana no processo democrático brasileiro.

“Os Estados Unidos apoiam o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo. Continuaremos a dialogar com o povo brasileiro, o setor privado e o governo eleito para promover a segurança, o comércio recíproco, os investimentos e a prosperidade em ambos os países”, respondeu o Departamento de Estado na última quinta-feira, tergiversando.

#Brasil#Vitória
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