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Região: Nunes Marques recua e libera frota federal para levar indígenas

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 25 de outubro de 2026 às 01:16
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Região: Nunes Marques recua e libera frota federal para levar indígenas
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Presidente do TSE autoriza uso de veículos e embarcações de órgãos públicos, mas mantém exigência de aprovação prévia

--> copiar link --> Presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, reconsiderou parte da decisão sobre transporte de indígenas no 2º turno das eleições Sérgio Lima/Poder360 - 3.ago.2026 PODER360 24.out.2026 (sábado) - 22h16 Priorize o Poder no Google O presidente do Tribunal Superior Eleitoral , ministro Kassio Nunes Marques , reconsiderou, neste sábado (24.out.2026), parte de sua decisão e autorizou o uso de veículos e embarcações de órgãos federais para transportar indígenas, quilombolas e integrantes de comunidades tradicionais no 2º turno das eleições, marcado para domingo (25.out).

A mudança se deu depois de a Procuradoria Geral da República recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra as restrições impostas pelo ministro. Apesar da reconsideração, cada operação de transporte continuará dependendo de autorização prévia da Justiça Eleitoral.

Na nova decisão, Nunes Marques permitiu que veículos e embarcações da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), da Sesai (Secretaria de Saúde Indígena), dos DSEIs (Distritos Sanitários Especiais Indígenas) e do Ministério dos Povos Indígenas sejam considerados a serviço da Justiça Eleitoral.

A autorização também abrange outros órgãos federais incluídos no plano apresentado pela União. Os veículos deverão ser abastecidos e conduzidos pelos próprios órgãos, e as operações precisarão constar de um quadro aprovado pelo juiz eleitoral antes da partida.

Na 6ª feira (23.out), Nunes Marques havia determinado que cada operação de transporte fosse expressamente autorizada pela autoridade eleitoral competente. Segundo o ministro, a simples comunicação de itinerários, horários e pontos de embarque não seria suficiente.

A decisão provocou reação da PGR. Neste sábado (24.out), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao STF a suspensão da exigência de autorização prévia.

Gonet argumentou que o prazo reduzido para cumprir os procedimentos burocráticos poderia impedir o deslocamento de milhares de eleitores indígenas até os locais de votação.

Segundo a PGR, a abstenção entre eleitores indígenas chegou a 26% no 1º turno, realizado em 4 de outubro, ante a média nacional de 21%.

A controvérsia começou depois de a Justiça Federal do Pará determinar, na 5ª feira (22.out), que a União adotasse medidas para assegurar o transporte gratuito de indígenas e moradores de comunidades tradicionais.

A ordem judicial incluiu a disponibilização de veículos e embarcações, além de apoio financeiro e logístico para garantir o acesso às urnas.

Com a reconsideração, Nunes Marques flexibilizou o uso da estrutura federal, mas manteve o controle prévio das operações pela Justiça Eleitoral.

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