Região: Molécula natural identificada por IA reduz apetite sem efeitos colaterais do Ozempic
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Consulte formatos e valores disponíveisMolécula natural identificada por IA reduz apetite sem efeitos colaterais do Ozempic Estudo aponta peptídeo BRP como alternativa mais seletiva para tratar obesidade, com menos náuse ou perda de massa muscular
Em contraste ao Ozempic, a substância parece atuar especificamente na região que controla apetite e metabolismo. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil Apoie Siga-nos no let intervalNews = setInterval(() => { if (!document.querySelector('.s-content__share--news')) return; clearInterval(intervalNews); document.querySelector('.s-content__share--news').addEventListener('click', function() { gtag('event', 'Google Discover', { 'event_category': 'googleNews', 'event_action': 'click', 'event_label': "molecula-natural-identificada-por-ia-reduz-apetite-sem-efeitos-colaterais-do-ozempic" }); }) }, 500); let intervalApoio = setInterval(() => { if (!document.querySelector('.support-btn')) return; clearInterval(intervalApoio); document.querySelector('.support-btn').addEventListener('click', function() { gtag('event', 'Apoio', { 'event_category': 'Apoio', 'event_action': 'click', 'event_label': "molecula-natural-identificada-por-ia-reduz-apetite-sem-efeitos-colaterais-do-ozempic" }); }) }, 100);!function(){let e=document.createElement("script");e.src="https://readme.ai/static/widget/cartacapital.js",document.body.appendChild(e)}(); Pesquisadores da Stanford Medicine identificaram uma molécula de ocorrência natural que, em experimentos com animais, suprimiu o apetite e promoveu perda de gordura de forma semelhante à semaglutida, princípio ativo do Ozempic. O achado foi publicado na revista Nature.
Batizada de BRP, a substância age de maneira mais seletiva no cérebro e, nos testes preliminares, não apresentou alguns dos efeitos adversos comuns aos medicamentos da classe GLP-1.
A semaglutida funciona imitando o hormônio GLP-1, que regula açúcar no sangue e sinais de fome e saciedade. Esses receptores, porém, estão distribuídos pelo cérebro, intestino, pâncreas e outros tecidos, o que explica o alcance amplo do remédio.
Segundo Katrin Svensson, professora assistente de patologia e autora sênior do estudo, é por isso que o Ozempic provoca efeitos como lentidão no trânsito digestivo e queda da glicemia. A BRP, em contraste, parece atuar especificamente no hipotálamo, região que controla apetite e metabolismo.
Localizar a BRP exigiu contornar uma dificuldade antiga na busca por novos hormônios. O corpo humano produz grande quantidade de fragmentos de proteína, mas apenas uma fração tem função biológica relevante. Muitos hormônios começam como proteínas maiores e inativas, os pró-hormônios, que enzimas cortam em peptídeos menores. Uma única proteína pode originar diversos peptídeos com efeitos distintos, e separar os úteis dos resíduos é tarefa complexa.
A equipe de Stanford concentrou-se na enzima prohormona convertase 1/3, que corta pró-hormônios em sequências específicas de aminoácidos e já foi associada à obesidade humana. Para acelerar a busca, os cientistas criaram um algoritmo chamado Peptide Predictor, que analisou os cerca de 20 mil genes que codificam proteínas humanas em busca de sequências prováveis de corte.
Filtros reduziram o universo a 373 pró-hormônios, dos quais o programa estimou a produção de 2.683 peptídeos distintos. Desse conjunto, os pesquisadores testaram 100 peptídeos em células nervosas cultivadas em laboratório.
O GLP-1 elevou a atividade neuronal ao triplo do observado em células de controle. Um peptídeo até então desconhecido, formado por apenas 12 aminoácidos, produziu resposta dez vezes superior. Os cientistas o nomearam BRP, em referência à proteína maior da qual se origina, a BRINP2. “O algoritmo foi absolutamente fundamental para nossas descobertas”, afirmou Svensson.
A equipe testou a BRP em camundongos magros e em miniporcos, cujo metabolismo e padrões alimentares se aproximam mais dos humanos. Antes da alimentação, os animais receberam injeção intramuscular da molécula. Na hora seguinte, consumiram até 50% menos comida do que o esperado.
Em seguida, camundongos obesos receberam injeções diárias de BRP por 14 dias. Ao fim do período, perderam em média 3 gramas, enquanto os animais de controle ganharam cerca de 3 gramas. Quase todo o peso perdido veio de gordura corporal, e não de músculo. Os animais tratados também apresentaram melhora na tolerância à glicose e à insulina.
Os pesquisadores monitoraram comportamento e respostas físicas dos animais e não encontraram diferenças relevantes em movimentação, consumo de água, comportamento ansioso ou produção fecal em relação ao grupo de controle. A ausência de alteração na produção fecal chamou atenção porque a constipação é efeito conhecido do Ozempic.
Os experimentos também não indicaram perda substancial de massa muscular, outro problema associado a alguns tratamentos de emagrecimento. Náusea é outra queixa frequente com medicamentos GLP-1, mas experimentos animais não permitem estabelecer se a BRP evitaria esse sintoma em pessoas.
A BRP segue em estágio inicial de desenvolvimento. Os cientistas precisam identificar os receptores de superfície celular que reconhecem a molécula, o que ajudaria a explicar seus efeitos sobre fome e metabolismo. Outra prioridade é prolongar a atividade da substância no organismo, já que peptídeos podem ser degradados rapidamente e exigir injeções frequentes.
O passo decisivo será verificar se as vantagens observadas em animais se confirmam em pacientes. Ensaios clínicos precisarão avaliar segurança, eficácia, dosagem adequada e efeitos adversos antes de a molécula se tornar um tratamento viável. “A falta de medicamentos eficazes para tratar a obesidade em humanos é um problema há décadas”, disse Svensson. “Nada que testamos antes se comparou à capacidade da semaglutida de reduzir apetite e peso corporal. Estamos muito ansiosos para saber se é seguro e eficaz em humanos.”
A pesquisa teve participação de cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley, da Universidade de Minnesota e da Universidade da Colúmbia Britânica. O financiamento veio de instituições como os National Institutes of Health, o programa SPARK de Stanford, a Stanford Bio-X, a American Heart Association e a Carlsberg Foundation. Svensson e a pesquisadora Laetitia Coassolo, que liderou o estudo, figuram como inventoras em patentes sobre o uso de peptídeos BRP para tratar distúrbios metabólicos. Svensson também é cofundadora da Merrifield Therapeutics.
*Conteúdo produzido com auxílio de IA sob a supervisão de um profissional do CartaLab.
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