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Região: Microsoft lucra US$ 36,6 bi e investe quase metade da receita em data centers

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 20:40
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Região: Microsoft lucra US$ 36,6 bi e investe quase metade da receita em data centers
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Microsoft lucra US$ 36,6 bi e investe quase metade da receita em data centers Nuvem acelera, carteira de contratos chega a US$ 677 bilhões e big tech amplia aposta em inteligência artificial Microsoft: lucro acima da expectativa

Priorizar nos meus resultados Google A Microsoft abriu o ano fiscal de 2027 com números acima do que Wall Street esperava. A empresa lucrou US$ 36,6 bilhões no trimestre encerrado em setembro, 32% a mais que no mesmo período de 2025. O lucro por ação ajustado ficou em US$ 4,89, contra consenso de US$ 4,71 compilado pela FactSet. A receita chegou a US$ 92,3 bilhões, alta de 19% e cerca de US$ 1,7 bilhão acima dos US$ 90,6 bilhões projetados pelos analistas.

A alta de 32% no lucro é "inflada" por uma base de comparação fraca. Há um ano, a Microsoft registrou perdas de US$ 3,1 bilhões com seus investimentos na OpenAI, dona do ChatGPT. Agora, a participação gerou ganho de US$ 207 milhões. Excluído esse efeito, como a própria empresa faz no indicador ajustado, o lucro foi de US$ 36,4 bilhões, com crescimento de 18%.

O Azure, plataforma que aluga capacidade de computação para empresas treinarem e rodarem modelos de inteligência artificial, faturou US$ 33,2 bilhões, alta de 48%. É o ritmo mais forte da série de cinco trimestres divulgada pela empresa e supera os 44,3% esperados pelos analistas, segundo a FactSet. Sozinho, o Azure já responde por mais de um terço da receita total da Microsoft.

Somado ao Microsoft 365 e a outros serviços corporativos, o negócio de nuvem movimentou US$ 63,9 bilhões, com crescimento de 30%, acima dos 27% registrados no trimestre anterior. Na versão corporativa do pacote de escritório, a receita subiu 17%, puxada pela migração de clientes para planos mais caros, incluindo o assistente de IA Copilot. O número de licenças corporativas cresceu 5%.

A demanda contratada dá a dimensão do que ainda está por vir. A carteira de contratos comerciais a reconhecer chegou a US$ 677 bilhões, alta de 73%. Cerca de 30% desse valor, algo próximo de US$ 200 bilhões, deve virar receita nos próximos 12 meses. Já o valor dos novos contratos assinados com empresas caíram 12% no trimestre, porque a base de comparação inclui um grande contrato do Azure fechado há um ano.

Com isso, o segmento Agents and Infra, que reúne nuvem e softwares corporativos, faturou US$ 76,8 bilhões (alta de 25%) e teve lucro operacional de US$ 40,6 bilhões (alta de 24%).

Para atender essa demanda, a Microsoft segue ampliando data centers, em linha com a aposta bilionária das big techs em infraestrutura de inteligência artificial. Esses investimentos, incluindo arrendamentos, somaram US$ 45,2 bilhões no trimestre, 30% a mais que um ano antes e o equivalente a quase metade da receita do período. Cerca de três quartos foram para ativos de vida curta, principalmente processadores e chips gráficos (GPUs), usados em serviços de IA.

O efeito aparece no caixa. A geração de caixa operacional cresceu 29%, para US$ 58 bilhões, mas os pagamentos por equipamentos e instalações dobraram, para US$ 39,4 bilhões. O fluxo de caixa livre, assim, caiu 27%, para US$ 18,6 bilhões. A empresa devolveu US$ 10,2 bilhões aos acionistas, sendo US$ 7,3 bilhões em dividendos e US$ 2,9 bilhões em recompra de ações.

O crescimento acelerado também pesa na lucratividade da nuvem. De cada US$ 100 que a Microsoft fatura com o negócio, o que sobra depois dos custos diretos para entregar o serviço caiu de US$ 68 para US$ 66. Isso acontece porque o Azure, que é o produto que mais cresce, dá menos lucro que outros produtos da área. Ainda assim, a empresa como um todo ficou mais rentável, com a margem operacional passando de 49% para 50%.

A Microsoft também segurou os gastos. As despesas operacionais subiram só 6%, e o número de funcionários caiu 2% em um ano.

Nos negócios ligados a PCs, games e buscas, o desempenho foi mais fraco. A divisão Devices and Consumer faturou US$ 15,5 bilhões, queda de 3%. As vendas de licenças do Windows para fabricantes de computadores e de dispositivos próprios recuaram 22%, diante de uma base inflada pelo fim do suporte ao Windows 10 no ano passado, da redução de estoques por fabricantes e de um mercado de PCs mais fraco.

Após a divulgação do resultado, a ação da companhia, que havia fechado o pregão de hoje em queda, subia 4,4%.

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