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Região: Lula encurta distância para Flávio; 6×1 e ausentes ajudam a redesenhar o 2º turno

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por InfoMoney 19 de outubro de 2026 às 10:40
Via InfoMoney
Região: Lula encurta distância para Flávio; 6×1 e ausentes ajudam a redesenhar o 2º turno
Foto: Foto: InfoMoney
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A nova rodada da AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta segunda-feira (20), mostra uma disputa mais apertada no segundo turno e ajuda a identificar de onde pode estar vindo parte da aproximação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O senador Flávio Bolsonaro (PL) continua numericamente à frente, com 49,8% das intenções de voto, contra 47,6% do presidente, mas a diferença caiu de 5,4 para 2,2 pontos percentuais em uma semana, segundo o instituto.

O movimento ocorreu principalmente pelo avanço de Lula. O petista tinha 45,7% na pesquisa encerrada em 8 de outubro e ganhou 1,9 ponto. Flávio, no mesmo período, oscilou de 51,1% para 49,8%, queda de 1,3 ponto. Brancos, nulos e entrevistados que não souberam responder passaram de 3,2% para 2,6%.

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Os cruzamentos da pesquisa mostram que os candidatos encontram votos adicionais em lugares diferentes. Flávio absorve parcelas maiores do eleitorado de algumas candidaturas eliminadas no primeiro turno. Lula, por outro lado, aparece numericamente à frente entre quem não compareceu às urnas — grupo que a campanha governista tenta mobilizar para a votação decisiva.

Entre os eleitores que não votaram no primeiro turno, 55,7% dizem agora escolher Lula, contra 40,2% que declaram voto em Flávio. Outros 4,2% continuam entre branco, nulo ou sem resposta.

Esse contingente é particularmente relevante porque, diferentemente da transferência entre candidatos, depende também de convencer o eleitor a comparecer às urnas no segundo turno.

A vantagem de Flávio é mais expressiva entre alguns eleitores que escolheram outras candidaturas em 4 de outubro.

Dos que votaram em Ronaldo Caiado (PSD), 69,8% afirmam agora optar por Flávio e 24,5%, por Lula. Entre aqueles que escolheram outros candidatos menores, são 61,3% para Flávio e 30,7% para o presidente.

O eleitorado de Augusto Cury (Avante) apresenta movimento diferente: 52,1% migram para Lula, enquanto 42,4% escolhem Flávio.

Já os eleitores de Renan Santos (Missão) permanecem bastante divididos. Flávio recebe 33,5%, Lula, 31,9%, e outros 34,6% ainda ficam entre branco, nulo ou sem uma escolha definida.

Entre quem votou branco ou nulo no primeiro turno, a disputa permanece ainda mais aberta: 38,7% dizem agora votar em Flávio e 21,1%, em Lula, enquanto 40,2% continuam sem escolher nenhum dos dois.

A aproximação registrada pela Atlas também coincide com uma mudança na agenda política. A pesquisa foi realizada entre 13 e 18 de outubro, período em que o Congresso aprovou e promulgou o fim da escala 6×1, uma das principais bandeiras exploradas por Lula no segundo turno.

A proposta recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário no Senado. Flávio também votou a favor, embora tenha defendido posteriormente mudanças em pontos da medida.

Na própria AtlasIntel, o fim da 6×1 apresenta saldo positivo. A medida é considerada ótima por 51% dos entrevistados e boa por outros 3%. Na outra ponta, 33% a classificam como péssima e 6%, como ruim.

A pauta não veio sozinha. O governo e seus aliados levaram ao Congresso, na mesma fase da campanha, propostas envolvendo microempreendedores e segurança pública, numa tentativa de ocupar a reta final com medidas de apelo direto ao eleitor.

A Atlas registra ainda uma pequena melhora dos indicadores do governo no mesmo período. A desaprovação recuou um ponto percentual, enquanto a aprovação avançou um ponto.

A variação é pequena, mas segue a mesma direção da intenção de voto de Lula. Para a campanha de Flávio, a avaliação negativa do governo continua sendo uma das principais linhas de contraste, especialmente em temas como custo de vida, endividamento e situação fiscal.

Esses assuntos apareceram com força no primeiro debate do segundo turno, no qual Lula destacou indicadores econômicos e políticas de renda, enquanto Flávio centrou suas críticas no custo de vida, nas dívidas das famílias e no quadro fiscal.

O debate, porém, ficou fora da pesquisa. A coleta terminou antes do confronto e, portanto, a AtlasIntel não mede qualquer eventual efeito do embate.

A fotografia do levantamento é anterior a esse novo capítulo. Ela mostra Flávio ainda numericamente à frente, mas com uma vantagem menor, Lula recuperando terreno e uma disputa que passou a depender não apenas da migração dos votos de Caiado, Cury e Renan, mas também da capacidade de cada campanha de levar às urnas eleitores que ficaram de fora no primeiro turno.

A AtlasIntel/Bloomberg ouviu 4.998 pessoas entre 13 e 18 de outubro por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-02418/2026.

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