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Região: Justiça manda prender secretário de Salvador por retenção de ônibus no 2º turno

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 25 de outubro de 2026 às 17:15
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Região: Justiça manda prender secretário de Salvador por retenção de ônibus no 2º turno
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Justiça manda prender secretário de Salvador por retenção de ônibus no 2º turno Decisão determina circulação de 100% da frota e prevê multa de R$ 1 milhão por hora caso a ordem não seja cumprida Pablo Souza, secretário de Mobilidade de Salvador, teve prisão determinada pelo TRE-BA.

Estela Marconi e Ivan Martínez-Vargas Publicado em 25 de outubro de 2026 às 13h45.

Última atualização em 25 de outubro de 2026 às 13h59.

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após denúncias de retenção de ônibus durante o segundo turno das eleições de 2026. A decisão, assinada às 13h15 deste domingo, 25, também ordena a liberação de 100% da frota e prevê multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento. O documento não confirma se a prisão já foi executada.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Mauricio Kertzman Szporer, determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após d enúncias de retenção de ônibus nas garagens durante o segundo turno das eleições de 2026, neste domingo, 25.

A decisão, assinada às 13h15, também determina que a Prefeitura de Salvador e as concessionárias liberem imediatamente 100% da frota de transporte coletivo, com frequência e itinerários equivalentes aos dias úteis e gratuidade até o encerramento da votação e o retorno dos eleitores.

O tribunal estabeleceu prazo de uma hora, contado a partir da notificação, para comprovar o cumprimento da ordem. Caso a determinação seja descumprida, está prevista multa de R$ 1 milhão por hora, aplicada solidariamente ao município, ao secretário e às empresas concessionárias.

A decisão tem força de mandado de prisão, mas o documento não informa se Pablo Souza já foi preso.

A decisão atende a um pedido da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que denunciou a redução do transporte público durante a votação.

Segundo a federação, a quantidade de ônibus em circulação era mais de 50% inferior à oferta habitual dos dias úteis. A entidade também apresentou vídeos e fotografias de veículos parados em garagens.

O presidente do TRE-BA citou uma vistoria realizada pelo juiz auxiliar Antônio Marcelo Oliveira Libonati na sede do BRT, na Avenida Barros Reis.

De acordo com o documento, o supervisor do local informou que a frota em circulação era inferior à dos dias úteis e que a redução seguia orientação da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob).

Após ser informado da obrigação de disponibilizar os ônibus, o supervisor afirmou que mobilizaria motoristas para colocar os veículos em circulação. Segundo a decisão, isso ainda não havia ocorrido.

O desembargador considerou haver evidências de infrações aos artigos 297, 304 e 347 do Código Eleitoral e determinou a prisão em flagrante do secretário.

A decisão determina que a Polícia Federal fiscalize o cumprimento da ordem nas garagens identificadas no processo e garanta a saída dos ônibus.

O tribunal também autorizou a adoção das providências policiais necessárias, inclusive a prisão em flagrante de quem impedir ou dificultar o cumprimento da determinação judicial.

Uma cópia integral do processo deverá ser encaminhada à Procuradoria Regional Eleitoral para análise de possíveis medidas nas esferas criminal e eleitoral.

Ao menos 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens de Salvador na manhã deste domingo, segundo informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Mobilidade conforme apuração dos redatores da Empire Cidades.

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) atribuiu parte do problema a um impasse envolvendo adesivos com o número 13, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

Segundo o prefeito, sindicalistas queriam que os veículos circulassem com os adesivos, o que ele classificou como crime eleitoral. Bruno Reis afirmou que os ônibus de um dos consórcios só saíram após a retirada do material.

O Procon-BA também fiscalizou garagens e informou ter encontrado 55 ônibus parados, embora estivessem aptos a circular, no pátio da OT Trans. A empresa foi autuada.

A Defensoria Pública da Bahia relatou reclamações de eleitores sobre a baixa oferta de transporte e cobrou providências para garantir o deslocamento até os locais de votação.

A ordem judicial estabelece o restabelecimento integral do transporte coletivo, com circulação gratuita e frequência compatível com a dos dias úteis.

A decisão cita entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que obriga o poder público a oferecer transporte coletivo gratuito e com frequência compatível com a dos dias úteis durante as eleições.

A apuração do segundo turno das eleições de 2026 poderá ser acompanhada em tempo real pela EXAME.

A EXAME também transmite uma live especial de cobertura do segundo turno no YouTube, com informações sobre a apuração e os desdobramentos da eleição presidencial.

O TRE-BA determinou a prisão em flagrante de Pablo Souza neste domingo, 25. A decisão judicial não confirma se a prisão já foi executada.

A decisão foi tomada após denúncias de redução da frota de ônibus durante o segundo turno. Uma vistoria judicial registrou que a circulação estava abaixo da oferta habitual e que a redução seguia orientação da Semob.

O TRE-BA estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora caso a ordem de restabelecimento integral da frota não seja cumprida no prazo de uma hora após a notificação.

A Prefeitura de Salvador atribuiu parte do problema a um impasse envolvendo adesivos com o número 13, de Lula, nos veículos. O prefeito Bruno Reis afirmou que ônibus de um dos consórcios só começaram a circular após a retirada dos adesivos.

Sim. A decisão determina transporte coletivo gratuito, com frequência e itinerários compatíveis com os dias úteis, até o encerramento da votação e pelo tempo necessário para o retorno dos eleitores.

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