Região: Justiça condena delegado a pagar R$ 2,7 milhões para condomínio do DF
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Consulte formatos e valores disponíveisLara Abreu/Arte Metrópoles A Justiça do Distrito Federal condenou o delegado da Polícia Civil ( PCDF ) e ex-síndico do Condomínio Residencial RK, Laércio de Carvalho Alves, a pagar cerca de R$ 2,7 milhões por irregularidades na prestação de contas durante sua gestão no residencial de Sobradinho (DF), entre setembro de 2008 e setembro de 2010. A sentença foi publicada na segunda-feira (26/10) e ainda é passível recurso.
A disputa judicial começou em 2013, quando o RK e os condôminos entraram com uma ação para obrigar o ex-síndico a apresentar os documentos referentes à gestão. Isso porque as contas prestadas enquanto Laércio era síndico foram rejeitadas pelo Conselho Fiscal e pela Assembleia Geral Ordinária do condomínio.
Segundo o processo, inicialmente, uma auditoria contratada pelo condomínio apontou R$ 4,4 milhões em despesas sem comprovação ou valores cuja utilização não pôde ser identificada. Com a correção monetária à época, a cobrança apresentada pelo RK chegou a R$ 10,1 milhões.
Contudo, após perícia judicial realizada, um novo levantamento chegou a um valor inferior. Na ocasião, foi identificado R$ 538 mil em saídas financeiras sem identificação e R$ 909,4 mil em despesas com pendências de comprovação, totalizando R$ 1,4 milhão em valores irregulares.
O perito também identificou inconsistências na organização contábil da administração. De acordo com a sentença, as receitas apresentadas nos balancetes do condomínio somaram quase R$ 9,4 milhões, enquanto as despesas chegaram a R$ 9,5 milhões. No entanto, os cadernos de despesas registravam R$ 8,9 milhões.
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