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Região: Jovens gaúchos criam Fernet-Cola em lata para disputar com gigantes das bebidas

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 27 de outubro de 2026 às 11:55
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Região: Jovens gaúchos criam Fernet-Cola em lata para disputar com gigantes das bebidas
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Jovens gaúchos criam Fernet-Cola em lata para disputar com gigantes das bebidas Com produção terceirizada e investimento previsto de R$ 200 mil, startup gaúcha quer transformar um drinque tradicional em marca nacional Pronto para beber: drinque enlatado dispensa a mistura do licor com refrigerante de cola (Fernandito/Divulgação)

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A marca gaúcha de bebidas prontas Fernandito, criada por quatro amigos de Porto Alegre, faz nesta semana o pré-lançamento de seu Fernet-Cola em lata, com um lote de cerca de 1.200 unidades. Os fundadores projetam investir até R$ 200 mil em 2026 e superar R$ 1 milhão de faturamento em 2027, primeiro ano completo da operação.

No sul do Brasil, o ritual já é conhecido. Antes de um jogo de futebol, durante um churrasco ou em uma festa entre amigos, uma garrafa de Fernet costuma dividir espaço com outra de refrigerante de cola. A receita é simples: um pouco do licor italiano, uma dose generosa de refrigerante e gelo. Não há necessidade de coqueteleira, muito menos de habilidades de bartender. A quantidade de cada ingrediente é decidida no olho.

O hábito, importado da Argentina, encontrou terreno fértil entre os gaúchos. Mas, para quatro amigos de Porto Alegre, havia um problema evidente: apesar da facilidade de preparar o drinque, nem sempre era conveniente carregar uma garrafa de licor e outra de refrigerante para consumir apenas um ou dois copos.

Foi dessa inconveniência que nasceu a Fernandito, marca criada por João Eduardo Perin, de 22 anos, Matheus Batistela, de 30, Lorenzo Flores Luzardo, de 23, e Fernando Foresti Englert, de 22. A aposta é vender o tradicional Fernet-Cola pronto para beber, em uma lata de aproximadamente 350 mililitros, com teor alcoólico de 7,9% e vendido a R$ 15,99.

O pré-lançamento ocorre nesta semana, com um primeiro lote de 1.200 latas. Para 2027, o primeiro ano completo de operação, a ambição dos fundadores é ultrapassar R$ 1 milhão de faturamento. Antes disso, o negócio deve receber investimentos que, segundo a projeção dos sócios, podem chegar a R$ 200 mil até o final de 2026.

A ideia não surgiu de uma pesquisa encomendada ou de uma consultoria especializada em bebidas. Nasceu de uma experiência que os próprios fundadores conhecem bem: o consumo de Fernet-Cola entre amigos.

Fernando, por exemplo, lembra de uma ocasião em que voltou de uma viagem de trabalho no dia de um Gre-Nal. Ao chegar em casa, encontrou os amigos esperando para ir ao estádio. Queria tomar um Fernet-Cola, mas desistiu diante da perspectiva de carregar a garrafa inteira. Acabou levando cervejas.

"Eu não vou levar uma garrafa inteira para tomar só um pouco", recorda o empreendedor sobre a situação. Agora, a intenção é que a próxima ida ao estádio tenha uma alternativa mais prática.

A história da Fernandito começou a tomar forma em janeiro de 2026. Matheus e Fernando, que se conhecem desde a infância, passaram a estudar a possibilidade de comercializar uma versão pronta do Fernet-Cola.

"Eu conheci ele literalmente desde que ele nasceu", conta Matheus sobre a amizade com Fernando, construída pela proximidade entre as famílias.

Nos primeiros meses, a dupla se dedicou a entender o mercado de bebidas prontas, identificar possíveis concorrentes, estudar a legislação e avaliar como seria possível produzir uma bebida alcoólica própria sem construir uma fábrica.

As conversas, inicialmente exploratórias, evoluíram até a decisão de tirar o projeto do papel. Outros dois amigos de Fernando, João e Lorenzo, entraram para completar o time fundador.

A composição do grupo acabou reunindo conhecimentos de diferentes áreas. João, formado em Design Estratégico pela Unisinos e profissional da área de tecnologia, assumiu a identidade visual da marca. Fernando, formado em Gestão para Inovação e Liderança pela mesma universidade, atua profissionalmente na área de suprimentos do setor siderúrgico.

Matheus, administrador formado pela ESPM, tem experiência comercial no mercado de títulos de capitalização. Lorenzo, formado em Administração de Negócios Internacionais pela PUCRS, atua em marketing e comunicação no segmento de cervejas artesanais. Também tem experiência na criação de conteúdo para redes sociais.

Os quatro mantêm suas atividades profissionais enquanto desenvolvem a Fernandito. Na prática, isso significa trabalhar na marca à noite, nos fins de semana e nos intervalos permitidos pela rotina.

A experiência de criar um negócio próprio também trouxe uma descoberta: colocar Fernet e refrigerante em uma lata é muito mais complicado do que parece.

João Eduardo Perin, Matheus Batistela, Lorenzo Flores Luzardo e Fernando Foresti Englert, fundadores da Fernandito: amigos de Porto Alegre querem transformar o Fernet-Cola em um negócio milionário (Fernandito/Divulgação)

O Fernet é um licor de origem italiana, conhecido pelo sabor amargo e pela combinação de ervas aromáticas. Embora tenha nascido na Europa, ganhou uma identidade própria na Argentina, onde a mistura com refrigerante de cola se transformou em um hábito de consumo.

O Fernet-Cola mais conhecido é preparado com Fernet-Branca e Coca-Cola ou Pepsi. Para criar a Fernandito, entretanto, os sócios decidiram desenvolver uma formulação própria, em vez de simplesmente reproduzir a mistura com as marcas tradicionais.

O caminho escolhido foi trabalhar com parceiros especializados.

O licor utilizado na receita é produzido pela Casa Bucco, fornecedora da Serra Gaúcha. Os empreendedores experimentaram diferentes opções disponíveis no mercado antes de decidir desenvolver a bebida em conjunto com a empresa.

A primeira versão apresentada pela Casa Bucco se aproximou do sabor desejado, mas ainda precisava de ajustes. Durante meses, novas amostras foram produzidas, degustadas e modificadas de acordo com as observações dos fundadores.

A experiência dos quatro como consumidores de Fernet-Cola serviu como referência sensorial. Eles também contrataram uma responsável técnica para auxiliar no desenvolvimento da fórmula.

O resultado é uma bebida com características próximas às do drinque tradicional, mas com um toque mais mentolado e uma proposta de sabor um pouco mais suave. A intenção é agradar tanto quem já conhece a categoria quanto consumidores que ainda não desenvolveram o gosto pelo amargor característico do Fernet.

A fabricação e o envase ficam por conta da Al Capone, empresa terceirizada responsável por misturar o licor ao preparado de cola, envasar e rotular as latas. Os insumos são adquiridos pelos fundadores, enquanto a estrutura industrial permite que a marca comece a operar sem os investimentos necessários para construir uma fábrica.

Mesmo com parceiros experientes, o processo foi marcado por imprevistos.

Em uma das etapas, os empreendedores descobriram, somente no dia do envase, que haviam recebido latas diferentes das especificadas. Houve também problemas com as dimensões dos rótulos e prazos de entrega de fornecedores. O lançamento acabou sofrendo um atraso de aproximadamente uma semana.

O primeiro lote também servirá para testar aspectos técnicos da bebida, como a carbonatação. Os sócios pretendem utilizar as impressões dos consumidores para refinar a fórmula antes de ampliar a distribuição.

O produto será comercializado inicialmente em uma única versão, com 7,9% de álcool. Por enquanto, não há planos de lançar novos sabores.

Segundo os fundadores, o processo de aprender a gostar de Fernet lembra, de maneira simbólica, a doma de um cavalo. O sabor intenso da bebida nem sempre conquista o consumidor na primeira experiência. Com o tempo, porém, pode se transformar em uma preferência tão marcante que passa a fazer parte dos hábitos e da identidade de quem a consome.

Essa relação entre bebida, costumes e pertencimento sustenta a estratégia de marketing da empresa.

Mais do que vender um coquetel enlatado, os empreendedores querem criar uma marca que seja reconhecida nas festas, nos churrascos e nas arquibancadas.

A referência de negócio é a mineira Xeque Mate, que ganhou espaço no mercado brasileiro de drinques prontos ao combinar produto, identidade visual e comunicação voltada ao estilo de vida de seus consumidores.

Para tentar construir uma presença semelhante, a Fernandito contratou uma agência especializada em comunicação para o setor de alimentos e bebidas. A estratégia inicial dá importância às redes sociais e à circulação espontânea do produto entre consumidores.

Os primeiros resultados animaram os fundadores. Antes mesmo de iniciar as vendas, o perfil da empresa no Instagram alcançou mais de 1.200 seguidores, dos quais mil chegaram na primeira semana. O crescimento ocorre sem investimentos em mídia paga.

Em cerca de três semanas de presença mais ativa nas redes, a empresa também recebeu seis currículos espontâneos de pessoas interessadas em trabalhar na operação.

Por enquanto, são sinais de interesse, não de demanda consolidada. Os fundadores sabem que transformar repercussão digital em vendas recorrentes será um dos principais testes da marca.

O primeiro movimento comercial da Fernandito será pequeno e concentrado no consumidor final.

Nesta semana, a marca inicia a pré-venda pela internet, a partir de seu perfil no Instagram. A operação terá uma edição inicial de 150 kits especiais, acompanhados de um copo personalizado.

A estratégia busca criar uma experiência de lançamento e aproximar os primeiros compradores da construção da marca. Parte das latas também será destinada a ações de divulgação e apresentação do produto.

O lote inaugural, de 1.200 unidades, foi dimensionado para permitir que os fundadores testem a aceitação do drinque e coletem sugestões antes de elevar a produção.

A próxima etapa será ampliar o volume industrial. Os empreendedores trabalham com um segundo lote de pouco mais de mil litros e, posteriormente, pretendem alcançar cerca de 3 mil litros em uma terceira produção.

A estratégia comercial também mudará conforme a operação ganhar escala.

No primeiro momento, o modelo será de venda direta ao consumidor, conhecido como B2C. Depois, a intenção é entrar em pontos de venda físicos, especialmente supermercados, bares, festas e festivais.

A escolha desses canais tem relação direta com a proposta do produto: oferecer praticidade em situações nas quais preparar o Fernet-Cola tradicional seria inconveniente.

Os sócios já mantêm conversas preliminares com estabelecimentos comerciais, organizadores de eventos e representantes de vendas. O interesse inclui oportunidades fora do Rio Grande do Sul, mas ainda não representa contratos fechados de distribuição.

A prioridade é consolidar a presença em Porto Alegre e, posteriormente, ampliar a atuação no mercado gaúcho.

Somente depois disso a empresa pretende acelerar a expansão nacional. São Paulo, Rio de Janeiro e regiões com forte presença de comunidades de origem gaúcha aparecem no horizonte comercial.

A aposta é que a identidade regional funcione inicialmente como diferencial e, mais adiante, como ponto de partida para apresentar o drinque a consumidores de outras partes do Brasil.

A Fernandito estreia em um segmento no qual a conveniência ganhou espaço nas prateleiras.

Coquetéis antes associados a bares e restaurantes passaram a aparecer em versões industrializadas, como Negroni, Aperol Spritz e Moscow Mule. Para os fundadores, esse movimento mostra que existe espaço para bebidas que preservem uma identidade própria, mas dispensem o preparo.

O desafio é entrar em um mercado de bebidas dominado por companhias com escala industrial, grandes redes de distribuição e orçamentos de marketing muito superiores aos de uma empresa nascente.

A Fernandito tenta compensar essa diferença com uma operação enxuta, produção terceirizada e uma identidade de marca fortemente associada à cultura de seu público inicial.

O modelo permite começar com volumes menores, mas também exige administrar fornecedores, custos industriais, logística, regulamentação e capital de giro.

Em sete meses de desenvolvimento mais intenso, os quatro sócios precisaram aprender sobre processos que iam muito além da mistura de ingredientes. A empresa, ainda em fase inicial, já precisou trocar de contador e reorganizar etapas do lançamento diante de dificuldades operacionais.

Os investimentos também começaram a crescer. A projeção é que os aportes realizados pelos próprios fundadores cheguem a aproximadamente R$ 200 mil até o fim de 2026.

Para 2027, os sócios estabeleceram a meta de superar R$ 1 milhão de faturamento. O objetivo depende de aumentar a produção, construir uma rede de distribuição e transformar o interesse inicial dos consumidores em uma operação comercial recorrente.

Os empreendedores consideram a possibilidade de ampliar os investimentos à medida que o produto ganhe mercado. A busca por mais recursos, contudo, deverá acompanhar a validação da operação, em vez de antecipar uma expansão ainda incerta.

A Fernandito é uma marca criada por João Eduardo Perin, Matheus Batistela, Lorenzo Flores Luzardo e Fernando Foresti Englert para vender Fernet-Cola pronto em lata. A bebida tem cerca de 350 mililitros, teor alcoólico de 7,9% e preço aproximado de R$ 14.

Os fundadores da Fernandito pretendem superar R$ 1 milhão de faturamento em 2027, primeiro ano completo de operação. A meta depende do aumento da produção, da criação de uma rede de distribuição e da conversão do interesse inicial em vendas recorrentes.

O licor da receita é produzido pela fornecedora gaúcha Casa Bucco, enquanto a empresa Al Capone mistura os ingredientes, envasa e rotula as latas. A fórmula própria foi desenvolvida com uma responsável técnica e tem sabor mais suave e mentolado que o drinque tradicional.

A Fernandito inicia a pré-venda pela internet com 150 kits especiais acompanhados de um copo personalizado. Depois, os fundadores pretendem entrar em supermercados, bares, festas e festivais, primeiro no Rio Grande do Sul e, mais adiante, em outros estados.

Segundo a projeção dos sócios, os investimentos com recursos próprios podem chegar a aproximadamente R$ 200 mil até o fim de 2026. A produção terceirizada permite iniciar a operação sem construir uma fábrica.

A Fernandito quer associar o produto a festas, churrascos e arquibancadas, ocasiões nas quais o Fernet-Cola já é consumido no Rio Grande do Sul. A embalagem usa verde inspirado nos campos do Pampa e a figura de um cavalo tordilho para reforçar essa identidade.

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