Região: Israel ordena fechamento da Cisjordânia após ataque deixar cinco feridos
O governo também ordenou que as Forças Armadas se preparem para ampliar as restrições a todo o território palestino.

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Consulte formatos e valores disponíveisO ataque ocorreu nas proximidades de um posto de controle militar, em um cruzamento ao norte de Hebron. Segundo as autoridades israelenses, dois homens armados abriram fogo contra um grupo de pessoas na região e foram mortos durante o confronto com soldados.
A ocorrência provocou uma operação de segurança, com bloqueios de vias, buscas por possíveis envolvidos e restrições à circulação de moradores. A decisão foi anunciada em meio ao aumento das tensões na Cisjordânia e a poucos dias das eleições legislativas de Israel, marcadas para 27 de outubro.
De acordo com o serviço israelense de emergência Magen David Adom, cinco pessoas ficaram feridas durante o ataque, sendo duas em estado grave.
As vítimas foram encaminhadas para hospitais em Israel. As autoridades informaram que os feridos são israelenses na faixa dos 20 anos, mas não esclareceram se todos pertencem às forças de segurança.
Relatos divulgados após o confronto indicam que os dois suspeitos estavam armados com um fuzil e uma pistola. A identidade dos mortos não havia sido oficialmente divulgada.
O Exército israelense informou que estabeleceu um perímetro de segurança e iniciou operações em imóveis associados aos suspeitos, além de realizar buscas em outras áreas da Cisjordânia.
Até a divulgação das primeiras informações, nenhum grupo havia assumido formalmente a autoria do ataque.
Após o episódio, Netanyahu ordenou o isolamento imediato de Hebron e solicitou que as forças militares se preparassem para um fechamento mais amplo da Cisjordânia.
O primeiro-ministro afirmou que a ação das forças de segurança impediu um atentado de maiores proporções.
A medida também afetou a agenda política israelense. Netanyahu orientou seu partido, o Likud, a cancelar os eventos de campanha previstos para esta sexta-feira.
O país se prepara para uma eleição legislativa que definirá a composição do Parlamento e influenciará a formação do próximo governo. A segurança nacional e o conflito com os palestinos estão entre os temas centrais da disputa.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, compareceu à região do ataque e defendeu medidas ainda mais rígidas contra a administração palestina.
Ben-Gvir pediu o desmantelamento da Autoridade Palestina, instituição responsável pela administração de partes da Cisjordânia, e defendeu novas limitações à circulação de palestinos pelas estradas do território.
As declarações ampliaram o debate sobre a resposta do governo israelense ao episódio e os possíveis efeitos das restrições sobre a população civil.
O Hamas, por sua vez, classificou o ataque como uma ação de resistência, mas não reivindicou sua autoria.
O confronto acontece em um período de agravamento da violência na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967.
Nas últimas semanas, comunidades palestinas denunciaram ataques de colonos israelenses contra moradores, propriedades e áreas agrícolas, especialmente durante a temporada de colheita de azeitonas.
A situação também provocou preocupação internacional diante dos relatos de agressões contra agricultores, jornalistas e representantes diplomáticos.
Hebron é uma das cidades mais sensíveis da região. Parte de seu território está sob administração palestina, enquanto outra área permanece sob controle militar israelense e abriga assentamentos.
As novas medidas de segurança podem ampliar as dificuldades de deslocamento dos moradores e aumentar a tensão entre israelenses e palestinos.
Até o momento, as autoridades israelenses não informaram por quanto tempo os bloqueios permanecerão em vigor.
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