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Região: IA pode elevar PIB dos EUA em quase 50%, afirma cofundador da Anthropic

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por CNN Brasil 19 de outubro de 2026 às 15:27
Via CNN Brasil
Região: IA pode elevar PIB dos EUA em quase 50%, afirma cofundador da Anthropic
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O rápido aprimoramento das capacidades de inteligência artificial trará mudanças muito mais rápidas em todos os setores, disse Jack Clark, cofundador da Anthropic, no sábado. Um dos modelos internos da empresa prevê que, em certas condições, a IA poderá aumentar a produção econômica dos EUA em quase 50% até 2030.

Clark falou nas reuniões anuais do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial em Bangkok. Ele disse que a cooperação internacional é necessária para estabelecer "regras incomuns e rigorosas" para a tecnologia, e que há uma janela de oportunidade cada vez menor para os formuladores de políticas agirem.

O confudador afirmou que o potencial estimado do PIB dos EUA, de US$ 44 trilhões, em comparação com o nível atual de pouco mais de US$ 30 trilhões, "soa muito extravagante, eu sei". Mas acrescentou que a IA está aumentando consideravelmente as descobertas científicas.

Impulso global de IA mostra sinais de vulnerabilidade, avalia BIS Ex-OpenAI e Anthropic acusa empresas de "apostar" com a vida humana IA avança para além dos chatbots e abre oportunidades para investidores Ele disse que a previsão pressupunha "que a tecnologia continuaria a melhorar. E se o PIB crescesse tanto, a doutrina econômica sugere que novas indústrias e invenções precisariam ter sido criadas para impulsionar uma expansão econômica tão significativa".

As declarações de Clark surgem no momento em que a empresa se prepara para uma oferta pública inicial (IPO) prevista para novembro, que poderá avaliá-la em até US$ 2 trilhões.

Clark fez um alerta aos legisladores sobre a velocidade do desenvolvimento da IA. Ele afirma que há evidências crescentes de uma "singularidade" em que o desenvolvimento da IA ​​supera o controle humano.

"Devemos esperar que, nos próximos anos, o ritmo do progresso não só da IA, mas da ciência como um todo, se acelere, o que será confuso e desorientador, trazendo consigo grande riqueza e, potencialmente, grande perigo", disse ele em uma palestra para centenas de funcionários do governo e da área financeira.

A inteligência artificial foi um tema central nas reuniões do FMI e do Banco Mundial, tanto como fonte de crescimento que compensa os altos preços da energia quanto como uma potencial ameaça à estabilidade, caso não cumpra sua promessa de revolucionar a produtividade.

As autoridades também expressaram preocupação com a possibilidade de a IA destruir certos empregos e deixar alguns países para trás.

Mas Clark, um ex-jornalista que atua como "chefe de benefícios públicos" da Anthropic, pintou um quadro de um futuro promissor, onde a IA seria um multiplicador de forças para a descoberta científica, resolvendo problemas matemáticos, de engenharia e biológicos, incluindo a descoberta de novos medicamentos. Já pesquisadores humanos seriam complementados por centenas ou milhares de assistentes de IA.

Ele afirmou que mais países podem participar da revolução da IA ​​ajudando a construir a capacidade de computação de data centers necessária para impulsionar a tecnologia.

Clark alertou que os líderes globais precisam entender o quão poderosa a IA pode se tornar e tomar decisões urgentes sobre como regulamentar a tecnologia.

"Ser capaz de usar IA para a ciência também nos expõe aos usos indevidos da ciência, como armas biológicas e cibernéticas e coisas que ainda não podemos imaginar, e temos muitas escolhas a fazer", disse ele.

A pesquisa biológica, onde a IA já criou novos vírus, é uma área "em que queremos a supervisão humana mais rigorosa e a maior transparência para manter a segurança".

Apesar de alguns incidentes recentes de grande repercussão em que sistemas de IA rebeldes escaparam de ambientes de teste e invadiram sites e bancos de dados, ele afirmou que a IA ainda está sob controle humano. Mas a janela para impor salvaguardas está diminuindo à medida que a IA se torna mais capaz e agora se resume a "um pequeno número de anos".

Clark também reconheceu que a IA estava causando perda de empregos em alguns setores com "alta exposição à IA", como call centers e atendimento ao cliente. Mas, para outros setores, como a pesquisa científica, ele afirmou que a IA estava aumentando o emprego.

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