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Região: Greve de ônibus pegou passageiros de surpresa na zona sul de São Paulo

Funcionários Transwolff reinvidicam direitos

Por Metrópoles 19 de outubro de 2026 às 15:11
Via Metrópoles
Região: Greve de ônibus pegou passageiros de surpresa na zona sul de São Paulo
Foto: Foto: Metrópoles
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Enzo Marcus/Metrópoles São Paulo — Passageiros da zona sul de São Paulo relataram terem sido pegos de surpresa pela greve realizada por funcionários da empresa de ônibus Transwolff , que atende a região, na manhã desta segunda-feira (19/10). O Metrópoles conversou com algumas pessoas afetadas pela paralisação, no Grajaú, na zona sul.

Um trabalhador, que preferiu não se identificar, contou que ficou sabendo da greve por volta das 5h, quando já estava no ponto de ônibus esperando pelo transporte. A alternativa achada pelo rapaz foi andar por 40 minutos até o terminal Grajaú, onde só por volta das 9h30 conseguiu pegar uma opção do Paese, o Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situações de Emergência.

Na Avenida Dona Belmira Marin, ao lado do Terminal Grajaú, passageiras também relataram terem sido pegas de surpresa. Uma mulher, que trabalha numa empresa de cosméticos e também não quis se identificar, contou que saiu cedo de casa, mas só descobriu sobre a greve na rua.

“Não vejo televisão de manhã. Só descobri quando falei com uma moça no ponto”, contou. A funcionária entraria no trabalho às 8h, mas se atrasou por conta da greve.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP Um homem identificado como João, funcionário público na Vila Maria, na zona norte de São Paulo, estava voltando para casa na manhã desta segunda quando descobriu a paralisação. Apesar da surpresa com a movimentação maior de pessoas, João disse ter dado sorte porque não precisa pegar os ônibus da empresa Transwolff, mas notou que as lotações estão mais cheias do que o usual.

Segundo a SPTrans, a greve afeta cerca de 267 mil passageiros. O sistema Paese foi acionado pela Prefeitura de São Paulo logo pela manhã e atende 34 linhas dos serviços D10, com a linha azul.

Outro ponto que atrapalhou os passageiros foi a identificação das linhas. Muitas pessoas não sabiam se o ônibus passava no destino necessário e muitos passageiros tiveram que perguntar aos motoristas de cada ônibus que passava pelo ponto. Alguns coletivos usaram folhas sulfite para indicar o itinerário, mas foi a minoria.

Os trabalhadores da Transwolff reinvidicam direitos trabalhistas e melhores condições de trabalho. A empresa está sob intervenção da Prefeitura de São Paulo desde abril de 2024, quando o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou a Operação Fim da Linha, que apura a inflitração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da cidade.

A SPTrans, que administra e opera as linhas desde a decretação da caducidade do contrato com a antiga empresa Transwolff, diz que está cumprindo com todos os direitos trabalhistas dos empregados e os pagamentos de salários e benefícios estão todos em dia.

Apesar da greve dos funcionários desta segunda-feira (19/10), o rodízio de veículos foi mantido durante a manhã. A informação foi confirmada pela Companhia de Engenharia de Tráfico (CET).

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