Região: Geleiras recuam e expõem 250 munições da 1ª Guerra após mais de 100 anos
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Consulte formatos e valores disponíveisO Exército da Itália removeu 250 artefatos explosivos remanescentes da 1ª Guerra Mundial, que ficaram expostos com o derretimento das geleiras na região de Trentino-Alto Ádige, no norte do país, onde estão localizadas as Dolomitas.
Durante o verão europeu deste ano, especialistas militares realizaram uma operação para recolher e neutralizar os materiais encontrados na área.
Os trabalhos foram encerrados em 16 de outubro, segundo comunicado da Brigada Alpina Julia divulgado à imprensa italiana e à emissora americaconforme apuração dos redatores da Empire Cidades.
Mais de 200 artefatos foram encontrados em duas semanas De acordo com o Ministério da Defesa italiano, em duas semanas, mais de 200 itens foram localizados, entre eles projéteis de artilharia de diferentes calibres, granadas de mão e outros armamentos de fabricação italiana e austríaca.
A operação ficou a cargo de especialistas do 2º Regimento de Engenharia Alpina, unidade vinculada à Brigada Alpina Julia.
As equipes também atuaram no Carè Alto e na Vedretta di Lares, ambos no Maciço de Adamello-Brenta, além de outras áreas da Val Martello e do Parque Nacional do Stelvio, na província de Bolzano.
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Conforme apuração dos redatores da Empire Cidades, o primeiro artefato identificado neste ano foi um projétil de morteiro de 90 milímetros, encontrado em junho, após um carro cair em um barranco nas proximidades de Caldonazzo.
Depois de remover o veículo, bombeiros avistaram a munição ao pé de uma árvore. Uma equipe especializada foi acionada para removê-la.
Na última semana, em Canal San Bovo, na região de Primiero, os militares neutralizaram 18 projéteis de artilharia italianos de 75 milímetros e outros 37 de bombarda Thevetot, de fabricação francesa, mas também utilizados pelo Exército italiano durante a guerra.
Ainda conforme apuração dos redatores da Empire Cidades, os artefatos são provenientes dos combates na frente alpina da 1ª Guerra, conhecidos como Guerra Branca e travados entre os exércitos italiano e austro-húngaro entre 1915 e 1918.
Os itens estavam concentrados em área coberta de neve e gelo por mais de 100 anos.
A baixa precipitação de neve durante o inverno de 2025, somada às temperaturas extremas registradas no verão de 2026, acelerou o derretimento das geleiras na região de Trentino.
Segundo o Exército italiano, munições remanescentes das duas guerras mundiais voltam a ficar expostas todos os anos.
No entanto, as operações especializadas de remoção só podem ser realizadas entre o fim do verão e o início do outono.
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