Região: Flávio Bolsonaro investiu na Meta três vezes mais que Lula
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Consulte formatos e valores disponíveisEntre os candidatos à presidência do primeiro turno, 60% do valor recebido pela Meta por meio do Facebook vêm da campanha bolsonarista
A campanha do senador Flávio Bolsonaro , candidato à presidência da República pelo Partido Liberal (PL), gastou R$ 9,2 milhões com impulsionamento de conteúdo. Desse valor, R$ 7,45 milhões foram destinados ao Facebook, empresa da Meta. Esse valor é quase o triplo do que foi pago pelo presidente Lula (PT), que desembolsou R$ 2,59 milhões, segundo dados disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) .
Protagonista de polêmicas envolvendo os dois candidatos após o primeiro turno das eleições, a empresa Meta foi a que mais recebeu dinheiro das campanhas eleitorais até o momento. Só entre os recursos dos candidatos à presidência no primeiro turno, a Meta acumulou R$ 12,1 milhões por meio do Facebook. Desse valor, 60% vêm da campanha bolsonarista.
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Nenhum dos outros candidatos investiu mais de R$ 1 milhão à Meta. O psiquiatra e escritor Augusto Cury foi o terceiro que mais desembolsou em redes sociais, com R$ 690 mil; seguido por Ronaldo Caiado (R$ 546,7 mil); Romeu Zema (R$ 452 mil); Clariana Barão (R$ 178 mil); Wilson Grassi (R$ 145,5 mil); Renan Santos (R$ 90 mil); Hertz Dias (R$ 18 mil) e Samara (R$ 3 mil). Os demais candidatos não citaram a Meta em suas despesas.
Na última semana, a campanha do presidente Lula acusou a Meta, que, além do Facebook, também é dona do Instagram e do WhatsApp, de restringir o alcance de publicações, bloquear a realização de artes pela ferramenta de inteligência artificial Meta AI e aplicar uma "seletividade algorítmica" para favorecer publicações ligadas ao seu adversário, Flávio Bolsonaro.
A acusação veio após a constatação de que a inteligência artificial da Meta dentro do WhatsApp respondia "Não consegui gerar a imagem que você pediu agora" quando o usuário solicitava a produção de uma arte com a inscrição "Lula 13", mas aceitava a tarefa quando o pedido era "Flávio 22".
Entretanto, a Meta negou, em resposta enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na segunda (19), ter agido para favorecer determinada candidatura. A empresa solicitou uma reunião com a Corte para o dia seguinte e afirmou que trata as exigências da Justiça Eleitoral com “absoluta boa-fé".
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