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Região: Dono de granja usada como casa de acolhida na PB diz que se ‘espantou’ com número de internos

(Foto: Zuila David / TV Cabo Branco) O proprietário de uma granja em Santa Rita, na Grande João Pessoa, afirmou ter se surpreendido com a quantidade de pessoas

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 16:30
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Região: Dono de granja usada como casa de acolhida na PB diz que se ‘espantou’ com número de internos
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Mais de 100 pessoas deixaram a casa de acolhimento na quinta-feira (22), após uma agressão física envolvendo uma pessoa que foi ao local buscar um familiar. Depois de saírem do imóvel, parte do grupo passou a noite em um posto de combustíveis às margens da BR-230. A pessoa agredida registrou um boletim de ocorrência.

Em entrevista à TV Cabo Branco, Dorgivan explicou que o imóvel estava disponível para locação e foi alugado por um homem identificado como Gláucio Amaral, que pretendia instalar uma filial da casa de recuperação que funcionava em Goiana, em Pernambuco.

O proprietário contou que as pessoas começaram a chegar na quarta-feira (21). Ao perceber a quantidade de acolhidos, ele procurou o responsável pelo grupo e alertou que o espaço não teria capacidade para receber todos.

“O nosso espaço estava disponível para locação, então fomos procurados para eles abrirem uma filial da clínica. Eu realmente fiquei meio espantado com o número de pessoas para o ambiente, em média 160 pessoas. Eu procurei ele e disse que aqui não ia comportar essa quantidade de pessoas”, relatou.

Dorgivan afirmou que soube do ocorrido por meio da pessoa que registrou o boletim de ocorrência. Quando chegou à granja, parte dos acolhidos e a liderança responsável pelo grupo já haviam deixado o local.

"Eu tomei conhecimento através da pessoa que fez o BO. Quando eu vim para cá, para o local, o pessoal já tinha se evadido, a liderança que estava aqui tomando conta do pessoal e muita gente se evadiu também. A gente foi trazendo de volta aqueles que quiseram voltar, acolhemos os que ficaram para dar assistência e reconduzi-los aos seus familiares", disse.

Os acolhidos relataram à TV Cabo Branco que a instituição alegou não ter condições de mantê-los e denunciaram ter sofrido maus-tratos.

Dorgivan afirmou que não pretende continuar com o contrato de aluguel da granja e que a intenção é encontrar os familiares das pessoas para que elas possam voltar para casa.

#Recife#João Pessoa#Belém
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