Região: Curitiba terá mais de 2 mil apartamentos preparados para aluguel por temporada no Airbnb
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Consulte formatos e valores disponíveisApresentado por INVESPARK E BLUE Curitiba terá mais de 2 mil apartamentos preparados para aluguel por temporada no Airbnb Blue e Invespark integram ao Programa Condomínios Parceiros da plataforma; empreendimentos pensados para diferentes perfis, inclusive locação por temporada. Curitiba terá 2.300 apartamentos preparados para locação via Airbnb (INVESPARK E BLUE/Divulgação)
Publicado em 16 de outubro de 2026 às 10h25 .
Priorizar nos meus resultados Google Cinco empreendimentos em construção em Curitiba, com cerca de 2,3 mil apartamentos, foram incluídos no programa de Condomínios Parceiros do Airbnb .
Os projetos, desenvolvidos pela Blue Empreendimentos e pela Invespark , que atuam juntas desde 2021, foram pensados desde o início para permitir a locação por temporada. Isso significa que elementos como planta dos apartamentos, áreas comuns, regras do condomínio e controle de acesso foram definidos considerando também a entrada e a circulação de hóspedes. A próxima entrega está prevista para o segundo semestre de 2027.
O lançamento é reflexo das mudanças no mercado imobiliário da capital paranaense. Incorporadoras passaram a desenhar parte dos apartamentos compactos considerando, desde a planta, como esses imóveis serão usados, alugados e administrados após a entrega.
No caso dos cinco projetos das linhas AYA e CENA , nenhuma adaptação estrutural ou documental foi necessária para a entrada no programa. Luiz Augusto Brenner Rose, CEO da Invespark , destaca que os imóveis, as áreas comuns, as convenções condominiais e os regimentos internos já haviam sido estruturados para permitir a locação de curta duração.
O acordo representa a maior parceria do programa no Brasil entre incorporadoras e o Programa Condomínios Parceiros em número de unidades.
Mercado imobiliário: compactos ganham espaço em Curitiba com foco em locação de curta duração (INVESPARK E BLUE/Divulgação)
A estratégia acompanha o crescimento dos imóveis compactos na cidade. Além dos empreendimentos em andamento, Blue e Invespark possuem um pipeline de lançamentos de mais de 1000 unidades para o próximo ano. José Mário Marim Jr., CEO da Blue, afirma que esse tipo de metragem já representa mais da metade dos novos lançamentos de Curitiba. As duas empresas, segundo ele, detém em torno de 35% do segmento.
Por trás desse movimento estão mudanças na forma como parte da população mora e escolhe onde viver. As empresas apontam o crescimento de lares formados por uma única pessoa e a demanda de estudantes, idosos e profissionais que passam períodos determinados na cidade.
A localização também ganhou peso. Imóveis menores em regiões centrais podem reduzir deslocamentos e colocar trabalho e lazer mais próximos do morador.
Ao mesmo tempo, mudou o perfil de compradores desses imóveis. Segundo a Blue, mais de 70% das aquisições na planta em seus projetos são compradas por pessoas que consideram a locação uma das possibilidades de uso do imóvel.
Se parte importante desse público buscava a valorização do imóvel para revendê-lo ou alugá-lo em contratos tradicionais, hoje as incorporadoras dizem observar um comprador mais interessado em gerar renda ao disponibilizar seus espaços para a locação por temporada.
O reflexo é uma busca por apartamentos capazes de atender diferentes públicos ao longo do tempo: alguém que permanece poucos dias na cidade, uma pessoa em fase de transição que precisa de moradia por alguns meses, ou um inquilino interessado em contratos mais longos.
Os resultados comerciais são usados pelas empresas como sinal dessa demanda. O AYA Residences , por exemplo, vendeu 90% de suas 533 unidades em 40 dias, segundo a Blue.
Projetar um imóvel para esse tipo de uso exige decisões diferentes das adotadas em um residencial convencional. No AYA Carlos de Carvalho , uma das plantas foi desenvolvida para permitir que duas áreas do mesmo apartamento funcionem de forma independente. Na prática, o proprietário pode ocupar uma parte da unidade e disponibilizar a outra para locação. O desenho exigiu mudanças construtivas e regras específicas na convenção condominial.
A mesma lógica chega às áreas comuns. Grandes salões de festas, tradicionais em muitos condomínios residenciais, deram espaço a estruturas como lavanderias coletivas, coworkings e minimercados autônomos. Portaria remota e fechaduras eletrônicas integradas também entram no projeto para organizar o fluxo de pessoas e os acessos.
Novos usos: lavanderias, coworkings e minimercados ganham espaço em condomínios de apartamentos compactos (INVESPARK E BLUE/Divulgação)
Há um custo inicial maior para implantar tecnologia e preparar áreas compartilhadas para uma utilização mais intensa. Em contrapartida, a estratégia das incorporadoras é tornar o imóvel mais flexível e adequado a diferentes formas de ocupação.
A localização segue a mesma lógica. Para atender tanto estadias curtas quanto contratos mais longos, os terrenos são selecionados considerando a proximidade de hospitais, universidades, grandes empresas, shopping centers, pontos turísticos e espaços de eventos, capazes de gerar fluxo constante de pessoas.
Como parte do programa da plataforma, o empreendimento conta com o Painel do Condomínio, ferramenta que permite a consulta de informações relacionadas às estadias via Airbnb, como datas de check-in e checkout, quantidade de hóspedes e outras observações importantes que auxiliam na boa convivência entre hóspedes e condôminos. O objetivo é dar ao condomínio mais visibilidade sobre as estadias realizadas por meio da plataforma.
Luiz Augusto Brenner Rose (à esq.), CEO da Invespark, e José Mário Marim Jr. (à dir.), CEO da Blue: apartamentos compactos já representam mais da metade dos novos lançamentos de Curitiba (INVESPARK E BLUE/Divulgação)
A participação no programa indica que os empreendimentos foram estruturados para permitir a locação de curta duração e atender às necessidades do modelo. A entrada dos projetos no programa não significa que o Airbnb ou as incorporadoras assumam a administração dos edifícios. A gestão cotidiana continuará sob responsabilidade de cada condomínio depois da entrega. A participação no programa também não representa garantia de ocupação ou de retorno financeiro para cada unidade. O programa funciona para trazer mais segurança e controle para os moradores e locatários das unidades.
Blue e Invespark planejam manter os investimentos. Depois das aproximadamente 2.500 unidades lançadas nos últimos três anos, as empresas projetam sustentar uma média de cerca de R$ 700 milhões em lançamentos por ano – e já preparam terreno para os próximos projetos.
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