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Região: Com 230 lojas, rede de cafeterias muda estratégia de expansão para chegar aos R$ 115 milhões

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 12:10
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Região: Com 230 lojas, rede de cafeterias muda estratégia de expansão para chegar aos R$ 115 milhões
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Com 230 lojas, rede de cafeterias muda estratégia de expansão para chegar aos R$ 115 milhões Fundada em Curitiba, a Go Coffee planeja até 60 inaugurações em 2026, aposta em unidades maiores e mantém modelo de franquias baseado na venda de insumos André Henning, cofundador da Go Coffee: rede aposta em franquias sem royalties para ampliar os negócios. (Go Coffee/Divulgação)

Publicado em 22 de outubro de 2026 às 09h01 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A rede curitibana de cafeterias Go Coffee prevê faturar R$ 115 milhões em 2026, alta de 15% sobre 2025, e abrir entre 50 e 60 unidades. Com 230 lojas, a empresa não cobra royalties e obtém receita com insumos próprios; após fechar cerca de 30 pontos no último ano, passou a priorizar cafeterias maiores.

A rede de cafeterias Go Coffee, de Curitiba (PR), pretende encerrar 2026 com um crescimento de 15% no faturamento, após registrar R$ 100 milhões em 2025. O crescimento será puxado por novas inaugurações - entre 50 a 60 novas lojas , projeta a empresa.

Com 230 unidades em funcionamento , a companhia aposta em um modelo de franquias que dispensa a cobrança mensal de royalties. Em vez disso, obtém receitas com a fabricação e a distribuição de produtos utilizados pelas cafeterias, como xaropes, bases para bebidas, doces e outros insumos.

O negócio foi criado pelo arquiteto André Henning e pelo sócio Elói Ferreira . Em 2019, ganhou um terceiro sócio, Caio Nardes, responsável por estruturar a expansão por franquias. Desde então, a rede avançou pelo país, mas agora passa por uma fase de reorganização, com o fechamento de unidades consideradas pouco rentáveis e uma mudança de estratégia em direção a cafeterias maiores.

"A gente está numa fase de ajeitar a casa", afirma Henning. Segundo o empresário, a prioridade é garantir a saúde financeira dos franqueados, mesmo que isso signifique reduzir o ritmo de expansão.

A história da empresa começou com a venda de cestas de café da manhã . Em 2017, Henning, recém-formado em arquitetura, e Ferreira, que estudava desenvolvimento de sistemas, buscavam uma maneira de complementar a renda . No Dia dos Namorados daquele ano, venderam 200 cestas em uma semana, utilizando o Facebook para divulgar os produtos.

Pouco depois, Henning recebeu um convite para desenvolver um espaço de cafeteria dentro de um salão de beleza em Curitiba . Sem recursos para investir, apresentou a ideia ao pai, que decidiu disponibilizar R$ 120 mil de suas economias para que o filho abrisse o negócio.

"Meu pai me ligou e falou: 'Eu tenho 120 mil reais que eu guardei para minha aposentadoria. Eu vou te dar esse dinheiro e abra esse café. Não seja mais um no mercado, faça um café diferente'", relembra.

A primeira Go Coffee foi inaugurada em outubro de 2017, em um espaço de 25 metros quadrados, com acesso independente pela rua. A proposta era reproduzir no Brasil o conceito de coffee to go , popular em mercados internacionais, com bebidas preparadas para consumo rápido ou para levar.

Na época, os fundadores dividiam as tarefas. Henning preparava os cafés durante a manhã e, ao meio-dia, entregava o atendimento a Ferreira para continuar seus projetos de arquitetura.

A marca ganhou visibilidade em Curitiba e, em 2018, já contava com três unidades. No ano seguinte, os empresários conheceram Caio Nardes, que tinha experiência em franquias e se tornou o terceiro sócio.

Sem dinheiro para contratar uma consultoria especializada, os três desenvolveram internamente os manuais operacionais, os padrões de atendimento e a estrutura necessária para franquear o negócio.

As primeiras franquias foram comercializadas em 2019. Uma das inaugurações ocorreu em março de 2020, na semana em que começaram as restrições da pandemia. O formato de atendimento para viagem ajudou a empresa a manter operações durante parte daquele período e atraiu interessados em investir em negócios de menor porte.

A Go Coffee construiu sua expansão sobre uma estrutura diferente daquela adotada por muitas redes de franquias. Em vez de receber mensalmente um percentual do faturamento dos franqueados a título de royalties, a empresa concentra sua remuneração recorrente no fornecimento de produtos para as lojas .

As bases para bebidas, os xaropes, os muffins, os cookies e outros itens do cardápio são desenvolvidos pela companhia, que centraliza a pesquisa, a fabricação e o controle de qualidade na região de Curitiba.

Segundo Henning, a estrutura permite eliminar intermediários na distribuição e reduzir o custo de aquisição de insumos para os operadores.

"A gente sabe que, numa cadeia de franquias igual cafeteria , o faturamento tem um teto. Ele não é extremamente alto, porque o tíquete médio não é tão alto também", afirma.

A decisão de não cobrar royalties surgiu justamente da preocupação com as margens dos franqueados. Com a produção própria, a empresa consegue obter receitas sobre o fornecimento dos produtos sem exigir o pagamento de uma mensalidade adicional sobre as vendas.

"Eu vendo direto da fábrica para o franqueado, corto o intermediário que teria uma margem, fazendo com que eu ganhe mais e o franqueado compre mais barato", explica.

Atualmente, o investimento inicial para abrir uma unidade parte de aproximadamente R$ 190 mil a R$ 200 mil e pode superar R$ 300 mil , dependendo do tamanho e da configuração do estabelecimento. Os valores apresentados pelo executivo não incluem as obras.

O prazo estimado para recuperar o investimento varia de 18 a 30 meses, conforme o desempenho da unidade, embora Henning relate casos de retorno em aproximadamente 12 meses.

As operações mais compactas podem funcionar com dois empregados. Na maioria das lojas, o quadro varia de dois a quatro funcionários, enquanto unidades de shopping com jornadas mais extensas podem empregar de oito a dez pessoas.

Apesar do crescimento acumulado desde a fundação, a Go Coffee reduziu o ritmo de expansão em 2026. A expectativa é inaugurar entre 50 e 60 unidades no ano , enquanto a companhia revisa contratos e pontos comerciais.

Segundo Henning, aproximadamente 30 lojas foram fechadas no último ano , parte de um processo de reorganização da rede. Em outros casos, a empresa optou por transferir a operação para novos franqueados, em vez de encerrar as atividades.

"A gente abriu, mas fechou também", diz o empresário. Ele afirma que algumas lojas conseguiram recuperar entre 30% e 40% do faturamento após a troca de operador.

Além da revisão dos pontos, a empresa está mudando o perfil das novas unidades. Se inicialmente o crescimento era sustentado por cafeterias compactas, voltadas ao consumo rápido, agora a preferência recai sobre estabelecimentos com mais espaço para permanência dos clientes.

A rede trabalha com três formatos principais: lojas pequenas, unidades híbridas com alguns lugares para sentar e cafeterias maiores, com salão. Algumas chegam a 200 metros quadrados e capacidade para aproximadamente 70 pessoas.

A mudança acompanha, segundo Henning, a procura por espaços que possam ser utilizados para trabalhar, realizar reuniões ou permanecer por mais tempo. A empresa também vem ampliando o cardápio de alimentos, com opções voltadas ao consumo no próprio estabelecimento, como brunches.

"A gente percebe que o to go continua super em alta, mas voltou a ter uma procura muito grande por estações de trabalho, coworkings e áreas maiores", afirma.

A expansão está concentrada principalmente no Sul e no Sudeste, regiões consideradas mais favoráveis para a logística de distribuição dos produtos fabricados pela empresa. Entre os mercados com novas unidades previstas estão Santa Catarina, São Paulo, Salvador e Belo Horizonte.

A companhia também enxerga oportunidades em cidades do interior, inclusive municípios com populações entre 30 mil e 60 mil habitantes. Nesses locais, as cafeterias podem funcionar como pontos de encontro e convivência, ampliando as ocasiões de consumo.

Por enquanto, a prioridade é o mercado brasileiro. A empresa não tem planos anunciados de internacionalização.

A expansão da Go Coffee acontece em um mercado disputado por redes nacionais e internacionais. Entre as concorrentes está a The Coffee, também fundada em Curitiba, em 2018, cerca de um ano depois da Go Coffee.

As duas marcas nasceram com propostas relacionadas ao consumo de café para viagem, mas adotaram estratégias diferentes de posicionamento e expansão.

Henning conta que a primeira unidade da The Coffee foi inaugurada a aproximadamente uma quadra e meia de distância da cafeteria que havia aberto com Ferreira. Desde então, as empresas cresceram e passaram a disputar consumidores em diferentes mercados.

A The Coffee foi criada pelos irmãos Carlos, Alexandre e Luis Fertonani, inspirados nas pequenas cafeterias japonesas. Seu modelo combina espaços compactos, arquitetura minimalista e tecnologia de autoatendimento. A concorrente avançou também no mercado internacional, enquanto a Go Coffee manteve a expansão concentrada no Brasil.

Segundo Henning, uma diferença está no financiamento do crescimento. A Go Coffee continua controlada pelos três sócios e não recebeu investimentos de fundos ou rodadas de capitalização. A expansão é financiada com os recursos gerados pela própria operação.

"São sempre os mesmos três sócios que estão ali gerando caixa e reinvestindo na empresa", afirma.

O empresário reconhece que redes como Starbucks , Costa Coffee, Delta e Havanna serviram de referência durante a criação do negócio, especialmente em aspectos relacionados à construção de marca, arquitetura e experiência de consumo.

A Go Coffee, porém, procurou desenvolver uma identidade própria, com bebidas coloridas, produtos sazonais e parcerias comerciais. Ao longo dos últimos anos, a marca lançou campanhas e produtos associados a personagens e marcas como Barbie, Minions, Oreo e Fini.

O objetivo é ampliar o público para além dos consumidores tradicionais de café. A empresa utiliza grãos de cafés especiais, principalmente do Sul de Minas e da Alta Mogiana, e comercializa mais de uma tonelada de café por mês, segundo seus dados.

Para 2027, quando completará 10 anos de fundação, a rede prepara novas campanhas, colaborações com marcas e o retorno de produtos que tiveram sucesso em seu cardápio.

A estratégia combina a expansão territorial com o aumento das ocasiões de consumo dentro das lojas. Depois de crescer com cafeterias pequenas, a Go Coffee quer ganhar espaço na rotina dos brasileiros com unidades maiores e uma oferta mais ampla de produtos e serviços.

A Go Coffee prevê faturamento de aproximadamente R$ 115 milhões em 2026, alta de 15% sobre os R$ 100 milhões registrados em 2025. A rede também planeja inaugurar entre 50 e 60 unidades ao longo do ano.

A Go Coffee não cobra dos franqueados um percentual mensal sobre o faturamento. A empresa obtém receita recorrente com a fabricação e o fornecimento de bases para bebidas, xaropes, doces e outros itens usados nas cafeterias.

O investimento inicial parte de cerca de R$ 190 mil a R$ 200 mil e pode superar R$ 300 mil, sem considerar as obras. Segundo André Henning, cofundador da rede, o prazo estimado para recuperar o capital varia de 18 a 30 meses, embora existam casos de retorno em aproximadamente um ano.

Segundo André Henning, os fechamentos fazem parte de uma reorganização que revisa contratos, pontos comerciais e unidades pouco rentáveis. Em alguns casos, a rede transferiu a operação para novos franqueados e recuperou de 30% a 40% do faturamento das lojas.

Segundo André Henning, aumentou a procura por cafeterias com estações de trabalho, áreas de convivência e espaço para reuniões. A rede passou a priorizar unidades com salão e ampliou o cardápio para refeições consumidas no local, como brunches.

A expansão está concentrada no Sul e no Sudeste, com unidades previstas em Santa Catarina, São Paulo, Salvador e Belo Horizonte. A Go Coffee também busca cidades do interior com 30 mil a 60 mil habitantes e, por enquanto, não anunciou planos de internacionalização.

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