Região: Clima eleitoral faz Ibovespa recuar; Vale, bancos e Petrobras puxam perdas do dia
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Consulte formatos e valores disponíveisClima eleitoral faz Ibovespa recuar; Vale, bancos e Petrobras puxam perdas do dia Dólar tem leve alta, enquanto investidores monitoram eleição e piora do mercado externo Ibovespa: Vale e bancos pressionam o índice nesta quinta-feira. (NurPhoto/Getty Images)
Publicado em 22 de outubro de 2026 às 11h09 .
Priorizar nos meus resultados Google O Ibovespa opera em queda nesta quinta-feira, 22 de outubro, pressionado por Vale, bancos e ações ligadas à siderurgia, enquanto investidores acompanham a nova disparada do petróleo, a piora das bolsas no exterior e a reta final da eleição presidencial. Por volta das 11h (horário de Brasília), o principal índice da B3 recuava 0,72%, aos 205.001 pontos. O dólar comercial opera em leve alta, a 0,19%, cotado a R$ 5,038.
Na B3, Vale (VALE3) recua 2,11% e aparece entre os principais pesos negativos do índice. Entre os bancos, Itaú (ITUB4) cai 0,65%, Bradesco perde 1,02% nas ações preferenciais (BBDC4) e 1,09% nas ordinárias (BBDC3) em meio à espera dos investidores pelo balanço de 3° trimestre, que será divulgado após o fechamento, e Banco do Brasil (BBAS3) recua 0,33%;
A Petrobras, que chegou a abrir o pregão em alta, também recua, apesar da alta do petróleo, com a preferencial (PETR4) caindo 0,29% e a ordinária (PETR3) recuando 1,08%. A Prio (PRIO3) opera estável com ligeira alta de 0,14%, enquanto a Brava Energia (BRAV3) sobe 0,90%.
Entre as maiores baixas, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) recua 3,33%; Usiminas (USIM5) cede 3,31%; seguido por Bradespar (BRAP4), que perde 3,27%. Na ponta positiva, Marcopolo (POMO4) lidera com alta de 1,71%, acompanhado de Rede D'Or (RDOR3), que sobe 1,10% e Copasa (CSMG3), alta de 1,19%.
No cenário eleitoral, a pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira, 21, mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44%, dentro da margem de erro. O mercado também aguarda novos levantamentos na reta final para o segundo turno, marcado para domingo, 25.
Fernando Saad Benati, estrategista global da Avenue, avalia também que certa valorização do dólar frente ao real hoje está ligada ao movimento externo, em um ambiente de maior aversão ao risco, com a moeda americana chegando a R$ 5,05 mais cedo e depois recuou para a região de R$ 5,04.
"O que observamos nesta manhã é um dólar em valorização frente ao real. Parte dessa valorização reflete um movimento global do dólar, impulsionado principalmente pela alta do petróleo", afirma Benati.
No Brasil, o estrategista aponta que a curva de juros segue mais volátil, embora a maioria dos vencimentos registre fechamento das taxas. A proximidade do segundo turno aumentou o peso da volatilidade eleitoral nas avaliações dos investidores e no sentimento do mercado local.
No exterior, entram no radar a confiança do consumidor da zona do euro, que será divulgada ainda nessa quinta-feira, além do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) e dos índices de gerentes de compras (PMIs) preliminares do Japão.
Os preços do petróleo sobem forte na quinta-feira com a escalada das tensões no Oriente Médio e novas preocupações sobre a segurança da oferta global. O West Texas Intermediate ( WTI ), referência de preços americana, avança 2,77%, a US$ 99,84 por barril, enquanto o parâmetro global Brent sobe 3,23%, a US$ 112,33.
A alta ajuda a sustentar Petrobras e outras produtoras de petróleo na B3, mas também aumenta a preocupação com inflação e custos de energia no mercado global.
As bolsas de Nova York abriram em queda hoje, com nova aversão ao risco em ações de tecnologia e inteligência artificial (IA). O Dow Jones recuava 0,26%, aos 52.718 pontos. O S&P 500 caía 0,79%, enquanto o Nasdaq perdia 1,42% e o Nasdaq 100 recuava 1,62%.
O movimento reflete a volta das preocupações com os gastos elevados das empresas em inteligência artificial, ao mesmo tempo em que o avanço do petróleo aumenta o receio de novas pressões inflacionárias.
As principais bolsas europeias operam em queda na quinta-feira. O Stoxx 600 recua 0,71%, enquanto o DAX , de Frankfurt, cai 0,50%. O FTSE 10 0, de Londres, perde 0,15%, o CAC 40 , de Paris, recua 1,04% e o FTSE MIB , de Milão, cai 1,74%.
O ambiente permanece marcado pela alta do petróleo, pelos riscos fiscais na França e pela pressão sobre ações de tecnologia.
Os mercados asiáticos encerraram o pregão no vermelho na quinta-feira. No Japão, o Nikkei 225 caiu 2,65%, enquanto o Hang Seng , de Hong Kong, recuou 3,03%. Na China continental, o índice de Xangai perdeu 1,48%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 0,43%, enquanto o Nifty 50 , da Índia, recuou 0,54%.
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