Região: Campanha de Lula diz que mudança de tom sobre redução da maioridade atende a nova realidade
Leia mais (10/16/2026 - 23h00)
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Consulte formatos e valores disponíveisEditado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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Aumentar fonte Fábio Zanini Gabriela Echenique São Paulo e Brasília Integrantes da campanha de Lula dizem que a reviravolta na posição do presidente sobre a redução da maioridade penal vinha sendo planejada há algum tempo e atende a uma estratégia realista.
Pesquisas internas da campanha dizem que mesmo entre apoiadores do presidente o apoio à redução para 16 anos é de cerca de 60%, contra 80% na população em geral.
Embora haja um sentimento no PT de frustração com a posição de Lula, externada em entrevista à TV Globo, existe também uma avaliação pragmática de que o presidente precisava esvaziar uma bandeira de Flávio Bolsonaro (PL).
Outro argumento no mesmo sentido é que a proposta de reduzir a maioridade para crimes hediondos vai ter efeito real pequeno, já que a grande maioria é cometida por maiores de 18 anos.
Coordenador do programa de segurança de Lula na eleição de 2022, o sociólogo Benedito Mariano diz que a posição do presidente "é de natureza política, para não deixar a narrativa para o adversário numa disputa eleitoral acirrada".
"Sou contra a diminuição da maioridade penal, porque penso que fere cláusula pétrea da Constituição", diz. "Mas o senso comum da população é a favor da diminuição, que não mudará em nada a realidade da segurança pública", acrescenta.
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