Voltar para a página inicial

Região: Britânico passa por cirurgia de 16 horas em Londres e descobre que médicos deixaram parte de seu crânio cair no chão da sala de operação

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 31 de outubro de 2026 às 00:06
92.139 visualizações
Região: Britânico passa por cirurgia de 16 horas em Londres e descobre que médicos deixaram parte de seu crânio cair no chão da sala de operação
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

O britânico Tom Park-Paul, de 34 anos, passou por uma complexa cirurgia neurológica de 16 horas no hospital King's College, em Londres, durante a qual a equipe médica deixou cair no chão o fragmento de seu crânio retirado para o procedimento.

O caso ocorreu após o paciente sofrer um acidente vascular cerebral provocado pelo rompimento de uma malformação arteriovenosa no cérebro enquanto treinava em uma academia. O incidente com a estrutura óssea foi comunicado ao parceiro do paciente logo após a intervenção, enquanto o homem permanecia em coma induzido.

Na ocasião do atendimento inicial no hospital St. Thomas, a equipe médica atribuiu os sintomas a uma contusão na coluna, liberando o paciente. Dias depois, uma tomografia solicitada pelo parceiro da vítima, que atuava como enfermeiro de UTI, identificou a hemorragia cerebral maciça. O diagnóstico correto impediu a administração de anticoagulantes prescritos anteriormente, medicação que poderia ter sido fatal devido ao sangramento interno.

"Quilos Mortais": veja como está Michael, que tinha 276 kg e agorafobia "Suicide by cop": entenda termo ligado a confrontos provocados de propósito Homem encontra planta crescendo dentro de seu olho após acidente com galho durante viagem de verão O procedimento e a falha operacional A operação de alta complexidade demandou a atuação de três neurocirurgiões, além de anestesistas e enfermeiros, para a retirada de aproximadamente 100 metros de vasos sanguíneos emaranhados. O tumor vascular apresentava grau 4 de 6 no sistema de classificação de Spetzler-Martin, sendo considerado de elevado risco para intervenção cirúrgica. Diante do quadro e da idade do paciente, a equipe optou por realizar o procedimento para evitar novos sangramentos graves.

Ao término da intervenção, a peça óssea removida caiu no chão da sala de cirurgia. Diante do risco de infecção, os especialistas cogitaram a produção de uma prótese em impressora 3D para implantação posterior, mas decidiram higienizar o fragmento original, reposicioná-lo na cabeça do paciente e prescrever doses reforçadas de antibióticos.

O paciente tomou conhecimento do ocorrido dias após a operação, durante o período de alta medicação e reabilitação. O processo de recuperação envolveu o aprendizado do caminhar, períodos prolongados de exaustão e a perda permanente da propriocepção no pé esquerdo, condição que o impede de conduzir veículos com câmbio manual.

O caso passou a ser utilizado pelo neurocirurgião responsável como demonstração científica de que malformações arteriovenosas de grande porte e complexidade podem ser extraídas com sucesso.

#Polícia#Saúde
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas