Região: Brasil cria 121 mil empregos formais em setembro, pior resultado desde 2020
O resultado representa uma desaceleração do mercado de trabalho formal.

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Consulte formatos e valores disponíveisLogo compartilhamento facebook Logo compartilhamento linkedin Logo compartilhamento whatsapp Logo compartilhamento telegram Logo Compartilhar E-mail O Brasil registrou a criação de aproximadamente 121,3 mil empregos com carteira assinada em setembro de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado representa uma desaceleração do mercado de trabalho formal. Em comparação com agosto, quando foram abertas cerca de 161 mil vagas, a geração de empregos recuou aproximadamente 24,7%.
Na comparação com setembro de 2025, a queda foi ainda mais expressiva, de 43,5%. Naquele mês, o país havia criado 214,6 mil postos de trabalho, considerando os dados ajustados.
O desempenho de setembro foi o mais fraco para o mês desde 2020, quando começou a atual série estatística do Caged.
A perda de ritmo na geração de empregos ocorre em um cenário de juros elevados e menor dinamismo da atividade econômica.
O saldo registrado pelo Caged corresponde à diferença entre o número de trabalhadores contratados e desligados pelas empresas durante o período.
Apesar de permanecer positivo, o resultado mostra que a capacidade de abertura de novas vagas diminuiu em relação ao ano anterior.
A comparação histórica exige cautela porque a metodologia do levantamento foi modificada em 2020, impedindo uma análise direta com os resultados anteriores à mudança.
Entre janeiro e setembro, o país criou 1.248.914 empregos formais.
No mesmo intervalo de 2025, haviam sido registrados 1.731.398 novos postos de trabalho.
A diferença representa uma redução de 27,9% na geração acumulada de empregos com carteira assinada.
Os números consideram ajustes realizados pelo Ministério do Trabalho, incluindo informações enviadas pelas empresas fora do prazo e correções de declarações anteriores.
Mesmo com a desaceleração, o saldo acumulado permanece positivo, indicando que o número de contratações superou o de demissões ao longo dos nove primeiros meses do ano.
Quatro dos cinco grandes setores econômicos pesquisados encerraram setembro com saldo positivo de empregos.
O setor de serviços apresentou o melhor desempenho, com a abertura de 81.241 vagas formais.
A indústria ficou em segundo lugar, com 19.285 postos, seguida pelo comércio, que criou 15.697 empregos.
A construção civil registrou saldo positivo de 9.468 trabalhadores.
A agropecuária foi o único setor com mais demissões do que admissões, encerrando o mês com perda de 4.381 vagas.
O resultado negativo no campo está relacionado à sazonalidade das atividades agrícolas, enquanto a indústria costuma ampliar a produção no período que antecede as festas de fim de ano.
Dentro do setor de serviços, as atividades administrativas e os serviços complementares foram responsáveis pela criação de aproximadamente 18,3 mil empregos.
O segmento de saúde humana e serviços sociais também apresentou desempenho relevante, com 15,4 mil novos postos.
Já as atividades de transporte, armazenagem e correio registraram a abertura de 13,2 mil vagas.
Na indústria, a fabricação de produtos alimentícios apareceu entre os destaques, com aproximadamente 17 mil empregos.
A produção de veículos automotores contribuiu com cerca de 2,1 mil postos, enquanto as atividades relacionadas à coleta e ao tratamento de resíduos acrescentaram 1,48 mil vagas.
No comércio, o varejo liderou as contratações, com 9,43 mil empregos, seguido pelo atacado, com aproximadamente 3,87 mil.
Na construção civil, as obras de infraestrutura geraram 4,66 mil vagas, enquanto os serviços especializados de construção abriram cerca de 3,9 mil postos.
Todas as cinco regiões do país registraram saldo positivo de empregos formais em setembro.
O Nordeste apresentou o melhor resultado, com 49.142 vagas abertas.
O Sudeste ficou em segundo lugar, com 39.404 postos, seguido pelo Norte, com 14.748 empregos.
A Região Sul criou 9.949 vagas, enquanto o Centro-Oeste registrou saldo positivo de 7.894 trabalhadores.
Os resultados mostram que, apesar da desaceleração nacional, a geração de empregos permaneceu distribuída pelas diferentes regiões brasileiras.
Na divisão por unidades da Federação, 26 estados e o Distrito Federal, considerados em conjunto, tiveram apenas uma unidade com saldo negativo: o Rio Grande do Sul.
São Paulo liderou a criação de empregos, com aproximadamente 19,3 mil novos postos.
Pernambuco apareceu em seguida, com 13,3 mil vagas, enquanto Alagoas registrou 11,1 mil contratações líquidas.
O Rio Grande do Sul perdeu aproximadamente 2,9 mil empregos formais.
O desempenho negativo do estado foi associado ao encerramento da safra de fumo e à retração das atividades do comércio varejista.
Entre as unidades com menores saldos positivos ficaram Acre, com 235 vagas, Goiás, com 307, e Maranhão, com 654.
O salário médio real de admissão em setembro foi de R$ 2.429,41.
O valor representa uma pequena redução de R$ 1,10, equivalente a 0,05%, em comparação com agosto, quando a remuneração média dos novos contratados estava em R$ 2.430,51.
Na comparação com setembro de 2025, entretanto, houve aumento real de R$ 44,90, ou 1,88%.
Naquele período, o salário médio de admissão era de R$ 2.384,51.
Os dados indicam que, embora o ritmo de contratação tenha diminuído, a remuneração média dos trabalhadores admitidos permaneceu acima do nível observado um ano antes.
Com o saldo positivo de setembro, o estoque de empregos formais no Brasil alcançou 48,35 milhões de vínculos ativos.
O total representa crescimento de 0,25% em relação a agosto e avanço de 1,65% na comparação com setembro do ano passado.
O indicador mostra que o país continua ampliando o número de trabalhadores com carteira assinada, embora em ritmo inferior ao observado anteriormente.
Os próximos resultados do Caged serão importantes para avaliar se as contratações típicas do fim do ano conseguirão compensar a desaceleração registrada ao longo de 2026.
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