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Região: BNDES dobra teto de financiamento para infraestrutura ferroviária

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 30 de outubro de 2026 às 09:10
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Região: BNDES dobra teto de financiamento para infraestrutura ferroviária
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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BNDES dobra teto de financiamento para infraestrutura ferroviária Banco de fomento deve encerrar o ciclo iniciado em 2023 com mais de R$ 300 bilhões em aprovações de financiamento para infraestrutura Felipe Borim: 'Fazemos operações muito relevantes, muito grandes, trazemos o mercado junto' (Stephen Simpson/Getty Images)

André Martins e Letícia Cassiano Publicado em 30 de outubro de 2026 às 06h00.

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dobrou de R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão o limite anual de financiamento por grupo econômico para fabricação e aquisição de trens, vagões e locomotivas. A mudança foi revelada à EXAME pelo superintendente de Infraestrutura do banco, Felipe Borim, e busca ampliar os investimentos no setor ferroviário por meio de recursos do Fundo Clima. A medida integra uma estratégia de expansão do financiamento à infraestrutura, que deve superar R$ 300 bilhões em aprovações desde 2023, segundo o executivo.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dobrou o limite de financiamento para aquisição e fabricação de trens, vagões e locomotivas. Segundo Felipe Borim, superintendente de Infraestrutura do banco, o teto anual por grupo econômico passou de R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão, em uma mudança aprovada há cerca de 15 dias e anunciada pela primeira vez em entrevista ao EXAME Infra.

"Esperamos fazer financiamentos relevantes ainda neste ano com esse recurso e, com isso, trazer mais investimento ao setor", disse Borim.

A ampliação ocorre após a inclusão do material rodante nas linhas de financiamento do Fundo Clima, no início de 2026. A medida permite financiar tanto a fabricação de trens quanto a compra de equipamentos pelas empresas de transporte ferroviário. Segundo Borim, a mudança atende a uma demanda do setor e pode estimular investimentos na indústria nacional, além de contribuir para a descarbonização do transporte.

A medida faz parte de um movimento mais amplo de mudanças na atuação do BNDES no financiamento da infraestrutura. Desde 2023, o banco tem buscado ampliar o uso de instrumentos de mercado de capitais e desenvolver novas estruturas de crédito para viabilizar investimentos, em um cenário no qual o financiamento privado ganhou participação.

De acordo com Borim, o BNDES deve encerrar o ciclo iniciado em 2023 com mais de R$ 300 bilhões em aprovações de financiamento para infraestrutura. Aproximadamente 80% dos recursos, segundo ele, são concedidos sem subsídios.

O executivo atribui parte dessa transformação ao uso crescente de debêntures, que permite ao banco dividir operações com investidores e instituições financeiras. O instrumento também possibilita que o BNDES venda títulos no mercado secundário e recicle seu balanço para apoiar novos projetos. "Foram mudanças estruturantes na maneira que o BNDES opera infraestrutura. A maioria dessas aprovações são com debêntures incentivadas", afirmou Borim.

Borim afirma que, em 2010 e 2011, cerca de 90% do financiamento de projetos de infraestrutura dependia do BNDES. Hoje, segundo sua estimativa, o banco responde por aproximadamente 30% dos investimentos do setor, enquanto o mercado de capitais participa com cerca de 60%. "Com essa atuação, fazemos operações muito relevantes, muito grandes, trazemos o mercado junto, os bancos, até os investidores, pessoa física", disse.

Outra frente de atuação envolve estruturas de financiamento de longo prazo, especialmente para projetos que enfrentam dificuldades com os juros elevados. O banco desenvolveu mecanismos que permitem fechar antecipadamente o financiamento de um empreendimento e estabelecer períodos futuros para que a empresa amplie sua alavancagem.

Borim citou como exemplo o financiamento do Bloco SP-MS-PA-MG, que inclui o aeroporto de Congonhas, em uma operação de R$ 5,7 bilhões estruturada com emissão de debêntures em conjunto com o Santander. Nesse caso, de 60% a 70% dos recursos ainda poderão ser alavancados entre 2030 e 2032.

O BNDES ampliou de R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão o limite anual de financiamento por grupo econômico para fabricação e aquisição de trens, vagões e locomotivas. A mudança foi aprovada em outubro de 2026, segundo o superintendente de Infraestrutura do banco, Felipe Borim.

As linhas de financiamento contemplam a fabricação e a aquisição de material rodante, incluindo trens, vagões e locomotivas. Os recursos podem financiar tanto a produção dos equipamentos quanto sua compra por empresas de transporte ferroviário.

O material rodante passou a integrar as linhas de financiamento do Fundo Clima no início de 2026. Segundo o BNDES, a medida busca ampliar os investimentos na indústria ferroviária nacional e contribuir para a descarbonização do transporte.

Segundo Felipe Borim, o BNDES deve encerrar o ciclo iniciado em 2023 com mais de R$ 300 bilhões em aprovações de financiamento para infraestrutura. De acordo com o executivo, aproximadamente 80% desses recursos são concedidos sem subsídios.

De acordo com estimativas apresentadas por Felipe Borim, o BNDES responde atualmente por cerca de 30% dos investimentos em infraestrutura, enquanto o mercado de capitais participa com aproximadamente 60%. Segundo ele, em 2010 e 2011, cerca de 90% do financiamento dos projetos dependia do banco público.

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos. O BNDES utiliza esse instrumento para compartilhar o financiamento de projetos com bancos e investidores. O banco também pode vender títulos no mercado secundário, liberando capacidade financeira para apoiar novos empreendimentos.

O BNDES estruturou, em conjunto com o Santander, uma operação de R$ 5,7 bilhões com emissão de debêntures para o Bloco SP-MS-PA-MG, que inclui o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Segundo Felipe Borim, a estrutura permite que entre 60% e 70% dos recursos ainda possam ser alavancados entre 2030 e 2032.

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