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Região: Autoexílio de Flávio Bolsonaro cria oportunidade para a “direita limpinha”

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 1 de novembro de 2026 às 23:30
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Região: Autoexílio de Flávio Bolsonaro cria oportunidade para a “direita limpinha”
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Priorize VEJA no Google Após conquistar a Presidência da República em 2018, Jair Bolsonaro se tornou o líder da direta no Brasil. Desde então, o capitão e seus filhos cobram uma fidelidade canina dos aliados e não toleram qualquer suspeita de traição. A regra é clara: as ordens do grupo têm de ser seguidas sem contestação.

Foi por isso que poucas vozes se levantaram contra a decisão do ex-presidente de indicar seu rebento mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, para disputar com Lula a eleição deste ano. Preferido do Centrão e de setores do mercado para concorrer ao Palácio do Planalto, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, não só aceitou a escolha do padrinho político como ajudou na campanha do Zero Um.

Como se sabe, Flávio Bolsonaro venceu o primeiro turno com uma vantagem de 2,2 milhões de voto para Lula, que, no segundo turno, protagonizou uma virada história e conseguiu se reeleger. Apesar da derrota, o senador amealhou quase 60 milhões de votos. Credenciou-se, assim, para liderar a oposição — em nome dele, dos irmãos dele e do pai dele.

Mesmo com o revés, o clã tinha condições de preservar a sua posição de liderança. Agora, a situação mudou. Ao trocar o Brasil pelos Estados Unidos, como fez seu irmão Eduardo Bolsonaro, o Zero Um na prática abriu mão de comandar a oposição. Ele até alega que cumprirá a missão lá do exterior, mas faltam interessados em ser liderados à distância por ele, especialmente depois de sua saída do país às escondidas e da carta de teor golpista que divulgou.

Nela, Flávio Bolsonaro afirma que houve fraude na votação e, no auge da sandice, se declara presidente eleito do Brasil. Em outra versão da carta, ele mudou a redação e afirmou ser líder do Brasil. Como não há vácuo no reino do poder, o próprio Tarcísio de Freitas, que pagou sua dívida de lealdade com Jair Bolsonaro ao apoiar o primogênito dele este ano, anunciou que pode disputar a Presidência em 2030.

O governador reconheceu o resultado das urnas e se apresentou para chefiar a oposição num vídeo em que diz: “A eleição passou, o Brasil continua”. Outros aliados do ex-presidente também admitiram a derrota e a lisura do processo eleitoral. Flávio Bolsonaro está cada vez mais isolado. Seu pai continua preso. Enquanto isso, setores menos radicalizados começam a se reorganizar.

A eleição presidencial mostrou que o antibolsonarismo supera o antipetismo. A fuga de Flávio Bolsonaro, logo em seguida à votação, abriu uma oportunidade de ouro para que a direita mais democrática — tachada jocosamente de “limpinha” pelo senador eleito Carlos Bolsonaro — ganhe vida própria e volte ao centro do tablado. A disputa na oposição está só começando, mas será renhida.

#Brasil#Belém#Política
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