Região: Após cinco quedas seguidas, Selic pode ficar parada em novembro; chance já passa de 60%
Após cinco cortes consecutivos na taxa Selic, o mercado passou a enxergar uma pausa no ciclo de afrouxamento monetário como o cenário mais provável para a próxi

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Consulte formatos e valores disponíveisAs apostas dos participantes do mercado financeiro para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mudaram de rumo. Após cinco cortes consecutivos na taxa Selic, o mercado passou a enxergar uma pausa no ciclo de afrouxamento monetário como o cenário mais provável para a próxima semana.
As Opções de Copom negociadas na B3 apontavam, até 27 de outubro, uma probabilidade de 60,90% de manutenção da taxa básica de juros em 13,75% ao ano na reunião marcada para os dias 3 e 4 de novembro.
Trata-se de uma inversão significativa em relação a visão dos agentes financeiros para a taxa Selic até sexta-feira (23), antes do resultado da eleição presidencial.
Naquele momento, a maior probabilidade (76%) era de um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.), levando os juros para 13,5% ao ano. Agora, o corte de 0,25 p.p. aparece como o segundo cenário mais provável, concentrando 36% das apostas.
Já uma redução mais intensa, de 0,5 p.p., levando a taxa para 13,25% ao ano, aparecia com probabilidade de 0,55%. Agora, um aumento de mesma magnitude ganhou espaço, chegando a uma probabilidade de 1,57%.
Os percentuais não representam uma projeção oficial da B3 para a Selic nem o resultado de uma pesquisa com economistas. As probabilidades são calculadas a partir dos preços das Opções de Copom, derivativos que permitem aos investidores negociarem cenários específicos para o que acreditam que será o resultado da decisão sobre juros do Banco Central.
Dessa forma, os números refletem o posicionamento dos participantes do mercado naquele momento e podem mudar conforme novos dados da economia, como inflação, atividade econômica e cenário fiscal, sejam incorporados aos preços.
Outro detalhe relevante é a defasagem entre a data de negociação dos ativos, 27 de outubro, e a divulgação dos números pela B3, em 29 de outubro.
Os participantes do mercado também estão de olho na decisão sobre a taxa Selic de dezembro.
Prevista para acontecer entre os dias 8 e 9 de dezembro, a última reunião do Copom do ano aparece com um cenário muito mais aberto nas Opções da B3.
Os participantes do mercado se dividem entre projeções de corte de 0,25 p.p., 0,5 p.p. e 0,75 p.p.. As projeções de aumento também se dividem nas mesmas magnitudes.
Entretanto, até o dia 27, era a manutenção que saía a frente, com 47,5% das apostas.
Nesta semana, o boletim Focus, que reúne a opinião de uma série de economistas em um relatório semanal para o Banco Central, apontava para a taxa Selic fechando o ano em 13,25%.
Dado o patamar dos juros atuais, em 13,75% ao ano, isso implicaria em mais dois cortes de 0,25 p.p. ou um corte maior, de 0,50 p.p..
Entretanto, a coleta das opiniões foi realizada antes do desfecho eleitoral, de modo que o próximo relatório, previsto para 3 de novembro, pode trazer um cenário diferente para a projeção de juros terminal de 2026.
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