Região: Após 12 horas de cárcere, mulher consegue fugir ao dizer que precisava trabalhar e homem é preso em Joinville
A prisão foi realizada nessa terça-feira (27) e os crimes ocorreram na casa onde os dois moravam, no bairro Vila Cubatão.

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Consulte formatos e valores disponíveisUm homem foi preso em Joinville, no Norte catarinense, acusado de torturar, ameaçar a sua ex-companheira e deixá-la em cárcere privado durante 12 horas. A prisão foi realizada nessa terça-feira (27) e os crimes ocorreram na casa onde os dois moravam, no bairro Vila Cubatão.
A vítima só conseguiu fugir pela manhã, quando alegou que teria que ir trabalhar, assim conseguiu pedir socorro. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Joinville (DEAM) após uma denúncia do Ministério Público de Santa Catarina.
A violência começou após uma discussão em que o homem expulsou o enteado de casa, em Joinville A mulher foi agredida, ameaçada com uma espingarda e mantida em cárcere privado por cerca de 12 horas Na manhã seguinte, a vítima conseguiu fugir ao dizer que precisava trabalhar e procurou ajuda. Imagem ilustrativa Após as investigações, o homem foi preso preventivamente nessa terça-feira (27), acusado de tortura, ameaças e cárcere privado Investigações revelaram uma noite de violência e crueldade De acordo com inquérito policial e a denúncia formalizada pelo MPSC, o caso veio à tona após uma madrugada de terror vivida pela vítima, companheira do investigado há cerca de sete anos. Os episódios investigados ocorreram entre os dias 8 e 9 de julho de 2026.
Conforme apurado a violência teve início após uma discussão em que o homem expulsou de casa o enteado de 22 anos. Em seguida, a mulher passou a ser alvo de agressões físicas como socos, tapas e apertões e foi mantida trancada por aproximadamente doze horas. Ela foi privada de sua liberdade e impedida de usar o celular ou buscar ajuda.
Naquela madrugada de inverno, após ser agredida, a mulher ainda foi obrigada a tomar banho com água gelada e teve um ventilador ligado diretamente contra o seu corpo enquanto permanecia nua.
Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, o agressor também encostou uma espingarda na cabeça dela e ameaçou matar ela e sua família. A vítima conseguiu fugir apenas na manhã seguinte. Ela alegou ao agressor que precisava ir trabalhar. Quando conseguiu sair buscou socorro e registrou a ocorrência policial.
Durante as investigações iniciais realizadas em julho, a equipe policial apreendeu na casa duas espingardas (calibres 20 e 36) e munições intactas guardadas, sem autorização legal. Diante disso, a Justiça decretou a prisão preventiva dele e autorizou as ordens de busca apreensão, assim como a quebra do sigilo de dados digitais dele, como acesso a conversas em redes sociais, por exemplo.
A prisão foi realizada pelo Deam após a conclusão das investigações e o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público. O investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça enquanto o processo continua.
A Polícia Civil orienta que, caso você ou alguém que você conheça, sofra violência doméstica, denuncie no disque-denúncia, 181, que funciona 24 horas com sigilo absoluto ou no 180.
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