Região: Acusado de matar ex-companheira a facadas vai a júri popular nesta quinta-feira (22), em Santana
O réu, Delson Júnior Cardoso, é acusado de matar a ex-companheira com diversos golpes de faca, em um crime que chocou pela violência e […]

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Consulte formatos e valores disponíveisO assassinato de Rivone Pereira dos Santos, ocorrido no primeiro dia de 2026, será levado a julgamento nesta quinta-feira (22), no Tribunal do Júri de Santana, na Região Metropolitana de Macapá. O réu, Delson Júnior Cardoso, é acusado de matar a ex-companheira com diversos golpes de faca, em um crime que chocou pela violência e pelas circunstâncias em que aconteceu.
A sessão está marcada para menos de dez meses após o assassinato. O julgamento representa uma etapa decisiva do processo criminal, quando os jurados terão a oportunidade de analisar as provas reunidas durante a investigação, ouvir os argumentos da acusação e da defesa e decidir sobre a responsabilidade penal do acusado.
Na preparação para o júri, a Justiça autorizou a permanência de laudos periciais considerados importantes para esclarecer as circunstâncias da morte. A decisão foi assinada nesta terça-feira (20) pelo juiz Fábio Silveira Gurgel do Amaral, da 2ª Vara Criminal e Tribunal do Júri de Santana.
Laudos periciais vão ajudar na análise do caso
Entre os documentos mantidos no processo estão o laudo necroscópico, que apresenta informações técnicas sobre as lesões e as causas da morte, e o exame pericial realizado no local onde ocorreu o crime.
De acordo com a decisão judicial, os dois documentos foram apresentados dentro do prazo e são relevantes para a análise dos fatos pelos jurados. Os registros técnicos poderão contribuir para a compreensão das circunstâncias do assassinato, complementando os depoimentos e os demais elementos reunidos durante a investigação.
A presença desses documentos no processo é importante porque permite que a análise do caso seja fundamentada em elementos técnicos, além das declarações das testemunhas e dos argumentos apresentados pelas partes.
Por outro lado, o magistrado determinou a retirada de cinco mídias que não apresentavam relação direta com o crime investigado. Entre os materiais estavam vídeos de uma série de ficção e gravações com diálogos genéricos sobre estratégias de defesa.
Na avaliação do juiz, a exibição desses conteúdos poderia confundir os jurados e estimular interpretações sem ligação com as provas do processo. Por esse motivo, o material foi excluído da sessão de julgamento.
A decisão busca garantir que a análise dos jurados se concentre nos elementos relacionados diretamente ao assassinato de Rivone.
Segundo as investigações policiais e a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP), o crime aconteceu em 1º de janeiro de 2026, no bairro Hospitalidade, em Santana.
Conforme a acusação, Delson teria atacado a ex-companheira com diversos golpes de faca. Rivone sofreu ferimentos graves e não resistiu.
As investigações apontam que o assassinato teria sido motivado por ciúmes e sentimento de posse, mesmo depois do término do relacionamento. O caso expõe um contexto de violência doméstica que, segundo relatos reunidos durante a apuração, já fazia parte da história do casal.
Um dos aspectos mais graves do episódio é que o ataque teria ocorrido na presença da filha dos dois, uma adolescente de 17 anos. Segundo as informações da investigação, ela presenciou a violência e relatou os acontecimentos às autoridades.
O depoimento da adolescente integra o contexto apurado pela polícia e poderá ser considerado conforme as provas admitidas e os procedimentos adotados durante o julgamento.
Durante depoimento às autoridades, Delson confessou ter cometido o assassinato e afirmou que “perdeu o controle” depois de uma discussão com a ex-companheira.
Testemunhas também relataram que o relacionamento era marcado por conflitos e por um histórico de violência doméstica. Esses relatos fazem parte dos elementos que ajudam a contextualizar a relação entre o acusado e a vítima antes do crime.
A confissão atribuída ao réu e os demais elementos da investigação serão analisados no processo, respeitando o direito de defesa e as regras do Tribunal do Júri.
Delson foi preso em flagrante no dia do assassinato e permanece preso enquanto aguarda a sessão. Caberá aos jurados avaliar as provas apresentadas em plenário e decidir sobre a responsabilidade criminal do acusado.
Conselho de Sentença decidirá sobre a responsabilidade do acusado
Durante o julgamento, os representantes da acusação e da defesa poderão apresentar suas versões dos fatos, questionar os elementos admitidos no processo e sustentar seus argumentos diante do Conselho de Sentença.
Os jurados deverão analisar o conjunto probatório e responder aos quesitos formulados conforme as regras do Tribunal do Júri. A decisão será determinante para o desfecho do processo criminal.
O julgamento também deverá esclarecer os pontos que ainda precisem ser examinados em plenário, dentro dos limites da denúncia e das provas legalmente admitidas.
A inclusão dos laudos periciais e a retirada de materiais considerados sem relação com o caso fazem parte dos preparativos para que a sessão ocorra com base em elementos pertinentes ao assassinato.
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