Região: Ações recomendadas para atravessar a queda pós-reeleição de Lula, segundo o BTG
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Consulte formatos e valores disponíveisAções recomendadas para atravessar a queda pós-reeleição de Lula, segundo o BTG Com previsão de real mais fraco e juro alto, banco aponta exportadoras, seguradoras e empresas com mais caixa do que dívida; veja a lista BTG Pactual: O banco projeta queda de 17% do Ibovespa nas próximas semanas, para cerca de 170 mil pontos. (Germano Lüders/Exame)
Priorizar nos meus resultados Google Exportadoras, seguradoras e empresas com mais dinheiro em caixa do que dívidas formam a lista de ações que devem sofrer menos com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. A seleção é do BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME).
Em relatório divulgado nesta segunda-feira, 26, o banco projeta queda de 17% do Ibovespa nas próximas semanas, para cerca de 170 mil pontos. Também estima desvalorização de 10% a 15% do real.
O cenário desenhado pelo BTG combina juro real longo acima de 8% e um ciclo de cortes da Selic mais lento. Nesse ambiente, o banco separa as ações em três grupos: as que ganham com o dólar mais caro, as defensivas com balanço sólido e duas das maiores empresas da bolsa.
Empresas que vendem para fora recebem em dólar, mas têm boa parte dos custos em reais, estão na lista do banco. Com o câmbio mais alto, a receita convertida cresce mais do que as despesas. Na lista do BTG estão nomes de mineração, siderurgia, celulose, petróleo, agronegócio e indústria.
Os números mostram que parte das exportadoras chega à reeleição depois de um mês de queda. Vale, WEG, Suzano e Embraer recuaram enquanto o mercado apostava em uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL). No último pregão antes do segundo turno, o Ibovespa fechou em alta e o dólar ficou abaixo de R$ 5.
O fôlego financeiro também varia dentro do grupo. Pela relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), SLC Agrícola (3,6 vezes), Suzano (2,7) e 3Tentos (2,6) são as mais endividadas da seleção. PRIO, WEG e Embraer têm caixa líquido.
O segundo grupo reúne empresas de setores defensivos, com pouca dívida ou caixa líquido. O BTG cita as seguradoras Caixa Seguridade e Porto Seguro e a fabricante de bebidas Ambev.
Seguradoras costumam atravessar melhor períodos de juros altos porque aplicam as reservas que mantêm para pagar sinistros, e esse rendimento cresce com a Selic. A Caixa Seguridade sobe 36,5% no ano, e a Porto Seguro, 12%.
Já a Ambev acumula alta de 21,2% em 2026 e tem caixa líquido, com dívida líquida equivalente a -0,5 vez o Ebitda projetado para 2026.
Entre as maiores empresas da bolsa, o banco destaca a Petrobras pela exposição ao câmbio e ao petróleo e por ser uma forte pagadora de dividendos. A estatal subiu 18,3% em 30 dias e acumula alta de 102,5% no ano. Ainda assim, negocia a 4,8 vezes o lucro projetado para 2026.
O Itaú aparece como o grande banco mais bem posicionado para atravessar o período, segundo o BTG. As ações subiram 14% em 30 dias e 25,8% no ano.
O BTG também listou as empresas menos alavancadas de sua cobertura, que tendem a sofrer menos com a Selic elevada por longo tempo. Todas têm dívida líquida negativa. As líderes são VTEX (-5,8 vezes o Ebitda), XP (-3,8), Bradsaude (-3,1), Locaweb (-1,9) e Bemobi (-1,3).
PRIO, Ambev, WEG e Embraer aparecem nas duas listas do banco, a de proteção contra o cenário e a de menor alavancagem.
A única empresa do setor imobiliário entre as menos endividadas é a Cury, com dívida líquida de -0,3 vez o Ebitda projetado para 2026. Na carteira recomendada de outubro, o BTG já apontava as construtoras de baixa renda entre os setores que deveriam se sair melhor em caso de reeleição de Lula.
Para o BTG, o cenário de pressão sobre juros e câmbio só muda com o anúncio de uma equipe econômica com credibilidade e sinais concretos de disciplina fiscal no quarto mandato de Lula.
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