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Região: A avaliação de aliados do PL sobre saída de Flávio Bolsonaro do país

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 01:16
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Região: A avaliação de aliados do PL sobre saída de Flávio Bolsonaro do país
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Priorize VEJA no Google Ler Resumo A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil após a derrota eleitoral gerou forte reação negativa entre líderes do PL, comprometendo seu papel planejado como principal voz da oposição. Segundo Robson Bonin de VEJA, a decisão é vista como um abandono do projeto bolsonarista, questionando seu futuro político. Este resumo foi útil?

A decisão de Flávio Bolsonaro de deixar o Brasil após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou uma reação negativa entre dirigentes do PL e colocou em dúvida o futuro político do senador. Segundo o colunista de VEJA Robson Bonin, do Radar, caciques da legenda interpretam a saída do país como um abandono do projeto bolsonarista, que previa a consolidação de Flávio como principal liderança da oposição nos próximos anos. Em participação no programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, Bonin afirmou que a avaliação de muitos aliados é de que o episódio representa uma “tragédia pra continuidade do projeto bolsonarista no país”. (este texto é um resumo do vídeo acima)

De acordo com Bonin, Flávio havia sido escolhido por Jair Bolsonaro, em dezembro de 2025, para representar uma renovação do grupo político. A estratégia não dependia necessariamente de uma vitória na eleição presidencial. Mesmo derrotado, o senador poderia sair da campanha fortalecido para liderar a oposição ao governo Lula e se apresentar como uma referência da direita na disputa de 2030. A decisão de deixar o país poucas horas depois do resultado eleitoral, porém, contrariou esse planejamento.

Para dirigentes importantes do PL, segundo o colunista, a atitude foi interpretada como um “sinal de abandono”. Bonin destacou que o senador deixou para trás uma base de quase 60 milhões de eleitores, uma bancada expressiva de deputados e senadores conservadores e governadores alinhados ao bolsonarismo. Na avaliação desses interlocutores, Flávio deveria assumir a articulação desse grupo enquanto o pai permanece preso.

O colunista revelou que, antes de deixar o Brasil, Flávio participou de uma reunião em Brasília com integrantes de sua equipe jurídica e figuras importantes do bolsonarismo. Entre os participantes mencionados por Bonin estavam Tarcísio de Freitas e Daniella Marques. O encontro ocorreu depois que o senador foi notificado da determinação de entregar seus passaportes.

Segundo Bonin, os aliados tentaram convencer Flávio a reconhecer o resultado eleitoral e enfrentar as investigações no Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados avaliavam que as acusações apresentadas pela Polícia Federal eram frágeis e poderiam ser contestadas. O colunista relatou ainda que, na visão da defesa, parte dos argumentos já havia sido desmentida pelo Banco Santander, citado na investigação.

Apesar das orientações recebidas, Flávio teria decidido deixar o país sem comunicar seus interlocutores. De acordo com Bonin, os participantes do encontro ficaram com a impressão de que o senador entregaria os passaportes e seguiria no Brasil para enfrentar a disputa jurídica e política. Em vez disso, ele viajou e reapareceu em Miami, nos Estados Unidos.

Na avaliação relatada por Bonin, o principal prejuízo político está na interrupção de uma estratégia construída para transformar Flávio em liderança nacional. A campanha presidencial serviria para ampliar sua projeção, fortalecer sua relação com parlamentares e governadores e preparar uma candidatura futura, mesmo em caso de derrota nas urnas.

O colunista ressaltou, contudo, que a reação não é unânime dentro do campo conservador. Enquanto dirigentes consideram a saída um erro que compromete a continuidade do projeto bolsonarista, outros aliados defendem que Flávio deveria ter deixado o país por receio de uma eventual prisão e de uma perseguição judicial semelhante à que afirmam atingir Jair Bolsonaro.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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