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quais são os riscos de inalar fumaça? — Queimadas no Amazonas

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por CNN Brasil 18 de outubro de 2026 às 18:43
Via CNN Brasil
quais são os riscos de inalar fumaça? — Queimadas no Amazonas
Foto: Foto: CNN Brasil
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Desde o início de outubro, uma intensa onda de fumaça, proveniente de incêndios florestais, se instalou sobre o Amazonas. Em Manaus, a capital do estado, o índice de qualidade do ar chegou a acalnçar 693 pontos , nível considerado “perigoso” pela plataforma internacional IQAir. O tema reacendeu o alerta sobre os impactos da poluição na saúde respiratória.

Apesar das queimadas serem atribuídas aos municípios vizinhos, a queima da vegetação contém material particulado e poluentes que são transportados por correntes de vento. Isso explica a presença da fumaça no Amazonas.

Essas partículas são capazes de penetrar no sistema respiratório, causando estragos e aumento de infecções. Dados da Semsa (Secretaria Municipal de Saúde de Manaus) já haviam apontado o aumento de 10,5% nos atendimentos por doenças respiratórias na rede municipal de saúde entre agosto e setembro.

Apenas nos 17 primeiros dias de outubro, o Amazonas registrou 1.892 focos de incêndio , segundo o Painel do Fogo, do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), órgão ligado ao Ministério da Defesa. A iniciativa monitora queimadas e incêndios florestais.

Com ar "péssimo", Manaus fica coberta por fumaça pelo 5º dia seguido Cidades da Grande Manaus registram qualidade do ar "péssima" neste domingo Manaus atinge nível péssimo de qualidade do ar após queimadas na Amazônia Poluição pode levar à morte Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a fumaça expõe a população a elevados níveis de poluentes atmosféricos , que podem causar irritações nas vias respiratórias, tosse, falta de ar e agravamento de doenças como asma e bronquite, que podem levar ao óbito. Cerca de 7 milhões de mortes prematuras são registradas devido à poluição.

Em 2021, o órgão atualizou as novas diretrizes sobre a qualidade do ar. Os índices apontam que até mesmo concentrações relativamente baixas de poluentes podem provocar danos à saúde.

No Brasil, o Ministério da Saúde, em conjunto com a Secretaria de Vigilância em Saúde , lançou um relatório sobre a relação causa-efeito do ar e problemas de saúde. Segundo o documento publicado em junho deste ano, crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos da poluição atmosférica.

A exposição contínua ou até mesmo a de curto prazo aos poluentes aumenta o risco de:

O agravamento dessas doenças pode levar à morte. O Ministério da Saúde e stima que a poluição do ar cause o óbito prematuro de mais de 50 mil pessoas por ano no Brasil. Além disso, o relatório a ssocia os casos de baixo peso ao nascer, malformações congênitas, morte intrauterina e alterações nas funções reprodutivas, endócrinas e metabólicas à poluição.

Segundo o Ministério da Saúde , a exposição diária a degradação do ar gera pico de busca por consultas médicas , pronto-socorros e episódios decorrentes de complicações cardiorrespiratórias (como asma, bronquite, infarto e AVC).

Essa alta nos atendimentos gera grande pressão sobre o orçamento do SUS (Sistema Único de Saúde) devido aos gastos acumulados com internações, medicamentos e equipamentos hospitalares.

Dados do DataSUS indicam que as doenças respiratórias estão entre as principais causas de internação no Brasil.

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