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profissionais que temem a IA passam a se comportar mal, revela estudo — Quando o medo vira atitude

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 17:35
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profissionais que temem a IA passam a se comportar mal, revela estudo — Quando o medo vira atitude
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Quando o medo vira atitude: profissionais que temem a IA passam a se comportar mal, revela estudo Estudo da Washington State University mostra como a insegurança leva profissionais a justificar a própria má conduta IA no recrutamento (Andrey_Popov/Shutterstock)

Priorizar nos meus resultados Google Profissionais que temem ver a própria profissão desaparecer com o avanço da inteligência artificial ficam mais propensos a fazer corpo mole, chegar atrasados, prejudicar colegas e até pegar o almoço alheio.

É o que mostra um estudo de psicólogos da Washington State University (WSU), nos Estados Unidos, publicado na revista científica Occupational Health Science. O efeito é mais forte justamente nos setores em que a IA avança mais rápido.

A pesquisa acompanhou trabalhadores de 18 setores em três rodadas de questionários. A liderança é de Tahira M. Probst, professora de psicologia da WSU em Vancouver, no estado de Washington, com pesquisadores da Itália e da Bélgica.

O estudo separa dois tipos de insegurança. Perder o emprego costuma ter saída: a pessoa procura vaga parecida em outra empresa. Ver a profissão inteira ameaçada é outra história.

Probst usa o exemplo de um bartender. Se o bar fecha, ele consegue trabalho em outro bar. “Essa profissão não vai deixar de existir”, diz a pesquisadora. Com um transcritor médico, cuja codificação e transcrição já podem ser totalmente automatizadas, não há para onde migrar com o mesmo ofício.

É esse segundo tipo de medo, que os pesquisadores chamam de insegurança ocupacional, que o estudo associa ao mau comportamento.

O elo entre o medo e a conduta é a chamada desconexão moral. Os trabalhadores sabem o que é certo e o que as regras da empresa permitem, mas passam a enxergar o comportamento inadequado como aceitável, muitas vezes como forma de se proteger ou de compensar uma injustiça que sentem estar sofrendo.

“A desconexão moral é basicamente uma forma de justificar um mau comportamento”, diz Probst.

O processo lembra o de quem se desliga mentalmente de um emprego que sabe que vai deixar, ou de quem para de cuidar de um relacionamento que parece condenado.

A intensidade da relação muda conforme a exposição do setor à automação. Em finanças e seguros, entre os mais expostos à IA, a ligação entre medo, desconexão moral e mau comportamento foi mais forte. Em agricultura, silvicultura e construção, os menos expostos, foi mais fraca.

O contexto ajuda a entender a ansiedade. O apocalipse de empregos previsto pelos mais céticos com a IA ainda não se materializou, mas o temor de que a tecnologia substitua milhões de pessoas persiste.

O prejuízo não fica restrito a quem se desengaja. “Se você não aparece, isso coloca mais trabalho nos seus colegas”, diz Probst.

Por isso, os pesquisadores recomendam que as empresas avaliem se estão adotando a IA de um jeito que reduza a sensação de ameaça às profissões. Isso passa por cuidar de como a tecnologia é apresentada e implementada, manter as equipes engajadas durante a transição e falar abertamente das preocupações dos funcionários antes que faltas e desinteresse se espalhem.

O estudo descreve uma reação emocional que costuma passar despercebida por quem a vive. A desconexão moral funciona justamente porque a pessoa não se vê agindo mal: ela encontra uma boa razão para o que faz. Notar o próprio medo, nomeá-lo e escolher como responder a ele são habilidades de autoconhecimento e autogestão, dois pilares da inteligência emocional.

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A IA pode ameaçar uma profissão. A resposta a essa ameaça continua nas mãos de quem trabalha.

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