por que Turquia e Austrália vão dividir a liderança da conferência? — COP31
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Consulte formatos e valores disponíveisUm conteúdo Esfera Brasil COP31: por que Turquia e Austrália vão dividir a liderança da conferência? O acordo foi firmado ainda em 2025, após os dois países disputarem o direito de sediar o encontro A Pré-COP, que aconteceu na primeira semana de outubro, reuniu líderes em Tuvalu e Fiji (AFP)
Priorizar nos meus resultados Google A 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), que será realizada entre 9 e 20 de novembro, em Antália, na Turquia, terá um modelo inédito de liderança. Pela primeira vez, dois países dividirão formalmente as responsabilidades pela condução do encontro: enquanto a Turquia exercerá a presidência oficial, a Austrália ficará encarregada das negociações climáticas.
O acordo foi firmado após os dois países disputarem o direito de sediar a conferência. A solução permitiu superar o impasse sobre a escolha do anfitrião e garantir a participação de ambos na organização da COP31, embora com atribuições distintas.
A Turquia será responsável pela infraestrutura, pela logística e pela organização da Cúpula de Líderes Mundiais, prevista para os dias 11 e 12 de novembro. O ministro turco Murat Kurum exercerá a presidência da conferência.
Já o ministro australiano Chris Bowen ocupará o cargo de presidente das negociações, com autoridade para coordenar as discussões formais entre os países. Entre suas atribuições estão a preparação dos textos de decisão, a escolha de facilitadores ministeriais e a interlocução com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).
Na prática, a divisão separa a organização política e operacional da conferência da condução técnica das negociações, que deverão resultar em compromissos internacionais de enfrentamento das mudanças climáticas.
As negociações da COP31 estarão concentradas em quatro eixos: mitigação das emissões de gases de efeito estufa, adaptação aos impactos climáticos, financiamento para países em desenvolvimento e transição justa para trabalhadores e comunidades afetados pelas mudanças na matriz energética.
O encontro também ocorrerá em um cenário de preocupações econômicas e geopolíticas. A volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis, a segurança energética e a competitividade industrial ampliaram a importância das discussões sobre o custo da transição para fontes de energia menos poluentes.
Outro destaque será a Agenda de Ação Climática, iniciativa complementar às negociações oficiais que reúne empresas, governos locais e organizações da sociedade civil. Entre as prioridades estão a eletrificação de setores produtivos, a segurança alimentar, a saúde e a preparação das cidades para eventos climáticos extremos.
O Brasil terá um pavilhão na Zona Azul da COP31, organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), pela Presidência da COP30 e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
O espaço contará com dois auditórios. O Auditório Belém apresentará políticas públicas e experiências brasileiras de implementação da agenda climática, enquanto o Auditório Mutirão Global receberá debates sobre soluções internacionais e iniciativas desenvolvidas a partir da COP30, realizada em Belém, em 2025.
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