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por que o partido da Casa Branca quase sempre sai perdendo? — A "Maldição das midterms"

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 1 de novembro de 2026 às 11:10
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por que o partido da Casa Branca quase sempre sai perdendo? — A "Maldição das midterms"
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A "Maldição das midterms": por que o partido da Casa Branca quase sempre sai perdendo? Donald Trump enfrenta o desafio de evitar que os republicanos percam cadeiras no Congresso nas eleições de meio de mandato de 2026, um padrão histórico da política americana Eleições nos EUA: votação midterms são fundamentais para o presidente dos EUA (Lucy Nicholson/Reuters)

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Os americanos vão às urnas na terça-feira, 3 de novembro, nas eleições de meio de mandato de 2026, que renovam toda a Câmara dos Representantes, parte do Senado e 36 governos estaduais. O presidente Donald Trump tenta evitar a “maldição das midterms”, mas chega à votação com baixa aprovação e vantagem democrata na intenção de voto para o Congresso.

Existe uma regra não escrita na política dos Estados Unidos: quem chega à Casa Branca costuma perder força no Congresso dois anos depois. O padrão ganhou até apelido, a "maldição das midterms", como são chamadas as eleições de meio de mandato.

Os números ajudam a entender o tamanho dessa maldição. Desde 1946, foram 20 eleições desse tipo e, em 18 delas, o partido do presidente perdeu cadeiras na Câmara dos Representantes,. O número corresponde a 90% dos casos.

Agora é a vez de Donald Trump e do Partido Republicano tentarem escapar do padrão. Na terça-feira, 3, os americanos voltam às urnas para renovar toda a Câmara e parte do Senado.

O presidente chega à reta final da campanha com índices baixos de aprovação. Em pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 26 de outubro, 32% dos americanos aprovavam o desempenho de Trump, um ponto percentual acima do recorde negativo registrado na semana anterior.

Na mesma sondagem, 47% dos eleitores registrados disseram que votariam em democratas para o Congresso, contra 36% em republicanos.

As midterms acontecem a cada dois anos, no meio do mandato presidencial, sempre na terça-feira seguinte à primeira segunda-feira de novembro. A regra está na lei federal americana.

Representantes para 35 disputas por vagas no Senado, incluindo eleições regulares e especiais. Os mandatos dos senadores duram seis anos;

Atualmente, os republicanos controlam as duas Casas, por margens estreitas. Na Câmara, segundo a Galeria de Imprensa da Câmara dos EUA. Para conquistar a maioria, os democratas precisam eleger pelo menos 218 representantes. Considerando a composição atual, isso exige um saldo de quatro cadeiras em relação à bancada democrata.

A maioria plena é de 218 cadeiras, o que significa que os democratas precisam de quatro a mais do que têm hoje.

No Senado, os republicanos têm 53 cadeiras, os democratas têm 45 e há dois independentes que votam com a bancada democrata, de acordo com o Serviço de Pesquisa do Congresso.

Para assumir o controle, os democratas precisam conquistar um saldo de quatro cadeiras, chegando a 51 senadores alinhados à bancada. A disputa é mais complexa porque apenas parte das vagas é renovada a cada eleição, e o resultado depende dos estados em que os assentos estão em jogo.

O padrão é antigo e atinge presidentes dos dois partidos. Considerando as eleições de meio de mandato desde 1938, o partido do presidente perdeu cadeiras na Câmara em 20 de 22 disputas.

2002: os republicanos de George W. Bush ampliaram sua bancada após os atentados de 11 de setembro de 2001, em um cenário de união nacional em torno do presidente, cuja aprovação estava em 63%.

Nos dois casos, os presidentes tinham índices elevados de aprovação, e os ganhos de cadeiras foram relativamente modestos.

As eleições de meio de mandato funcionam como um termômetro da popularidade do governo. Ao contrário da disputa presidencial, em que os candidatos concentram a atenção dos eleitores, as midterms permitem que a população manifeste insatisfação com as decisões do presidente sem precisar escolher um novo ocupante para a Casa Branca.

O partido de oposição também costuma se beneficiar da mobilização de eleitores descontentes com o governo, enquanto a legenda do presidente enfrenta o desafio de manter engajada a própria base. O resultado é uma disputa em que o partido que controla a Casa Branca frequentemente perde espaço no Congresso, mesmo quando venceu a eleição presidencial dois anos antes.

A popularidade do presidente também influencia o desempenho do partido nas eleições de meio de mandato.

Dados históricos da Gallup, compilados em 2018 e referentes a eleições realizadas desde 1946, mostram que presidentes com aprovação inferior a 50% registraram uma perda média de 37 cadeiras na Câmara dos Representantes.

Quando a aprovação superava esse patamar, a perda média caía para 14 assentos. O histórico também mostra que presidentes desde Harry Truman que tinham aprovação abaixo de 50% no mês anterior à votação viram seu partido perder cadeiras no Congresso.

O número de cadeiras perdidas varia a cada eleição. Em 2010, o Partido Democrata, do então presidente Barack Obama, perdeu 63 assentos na Câmara dos Representantes, a maior queda registrada no pós-guerra.

Oito anos depois, em 2018, os republicanos de Donald Trump perderam 41 cadeiras na Casa. Já em 2022, durante o governo de Joe Biden, os democratas perderam nove assentos, o suficiente para os republicanos retomarem o controle da Câmara.

Das 20 eleições de meio de mandato realizadas desde 1946, sete tiveram uma mudança de mais de 40 cadeiras na Câmara, em movimentos conhecidos como "ondas eleitorais". Em todas elas, pelo menos cinco cadeiras trocaram de partido.

No Senado, o padrão é menos rígido. O partido do presidente perdeu cadeiras em cerca de dois terços das vezes.

Uma derrota republicana pode dificultar a agenda de Trump nos dois últimos anos de mandato. Se os democratas conquistarem a maioria em uma das Casas, o presidente terá mais obstáculos para aprovar projetos de lei e implementar suas prioridades políticas.

O controle da Câmara também daria aos democratas mais poder para liderar comissões parlamentares, ampliar investigações sobre a administração federal e convocar autoridades para prestar esclarecimentos.

No Senado, a oposição poderia influenciar a tramitação de propostas e a análise de indicações para cargos que dependem da aprovação dos parlamentares.

Uma vitória democrata, portanto, não encerraria o mandato presidencial de Trump, mas poderia reduzir sua capacidade de avançar com as prioridades do governo até 2028.

Em 2026, o presidente enfrenta o desafio de evitar que a insatisfação com sua gestão se transforme em perda de poder no Congresso.

A baixa aprovação e a vantagem democrata na intenção de voto nacional indicam um cenário desfavorável aos republicanos, embora as pesquisas nacionais não determinem, por si só, o resultado das disputas em cada distrito e estado.

Os americanos vão eleger os ocupantes das 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, representantes para 35 disputas por vagas no Senado e governadores de 36 estados. A Presidência dos Estados Unidos não está em jogo.

A “maldição das midterms” é o padrão histórico de perda de cadeiras pelo partido do presidente nas eleições de meio de mandato. Desde 1946, isso ocorreu em 18 das 20 disputas para a Câmara dos Representantes, o equivalente a 90% dos casos.

Na Câmara, os democratas precisam alcançar pelo menos 218 representantes, o que exige um saldo de quatro cadeiras em relação à bancada atual. No Senado, de acordo com o Serviço de Pesquisa do Congresso, o partido também precisa de um saldo de quatro cadeiras para chegar a 51 senadores alinhados à bancada democrata.

Donald Trump tinha 32% de aprovação em pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 26 de outubro, um ponto percentual acima do recorde negativo da semana anterior. Na mesma sondagem, 47% dos eleitores registrados disseram que votariam em democratas para o Congresso, ante 36% em republicanos.

Presidentes com aprovação inferior a 50% tiveram perda média de 37 cadeiras na Câmara, segundo dados históricos da Gallup compilados em 2018 e referentes às eleições desde 1946. Quando a aprovação superava 50%, a perda média caía para 14 assentos.

Uma maioria democrata em uma das Casas criaria mais obstáculos para Donald Trump aprovar projetos e executar suas prioridades até 2028. O controle da Câmara também permitiria aos democratas liderar comissões e ampliar investigações, enquanto uma maioria no Senado aumentaria a influência da oposição sobre propostas e indicações presidenciais.

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