Por que Cruzeiro ainda não superou clássicos com Artur Jorge?
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Consulte formatos e valores disponíveisFavorite o Lance! no Google Artur Jorge contra o Atlético-MG na Arena MRV Artur Jorge busca, nesta quinta-feira (29), sua primeira vitória no Cruzeiro em clássicos. Apesar de ter 69.44% de aproveitamento na Raposa, o técnico ainda não conseguiu vencer o duelo e tem outra chance na Arena MRV pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Nas três ocasiões que enfrentou a equipe alvinegra, o comandante empatou duas no Mineirão e perdeu o duelo realizado na casa do adversário. Mas por que esses resultados aconteceram? O Lance! relembra o que aconteceu nos duelos para que os resultados não fossem positivos para o Cabuloso.
Em duas ocasiões, as expulsões complicaram muito a partida do Cruzeiro. No duelo pelo Brasileirão, Arroyo e Kaiki foram expulsos. Enquanto isso, pelo jogo de volta da Copa do Brasil, a saída de Villalba foi decisiva para os rumos do jogo.
Nas três ocasiões, a Raposa também teve problemas criativos e pouca pontaria. Além disso, em momentos da partida, deu espaço para Renan Lodi e Fred, destaques do rival.
Em seu primeiro clássico, em 2 de maio, Artur Jorge vivia um momento de alta na equipe, 100% no Brasileirão e chegando de uma vitória contra o Boca Juniors pela Libertadores. Na ocasião, o Cruzeiro teve seu pior aproveitamento de finalizações até então com o treinador, acertando apenas duas de 14 tentativas.
No Mineirão, a Raposa ainda não teve uma noite inspirada de seus atacantes, com Arroyo errando as quatro finalizações que tentou. Enquanto isso, sobrou pontaria para o rival. A equipe teve menos da metade das finalizações celestes, mas todas as seis dentro da área. O time de Eduardo Domínguez ainda conseguiu explorar muito bem a velocidade. Na reta final, a situação ficou ainda mais complicada quando Arroyo e Kaiki foram expulsos.
A verdade é que tivemos duas transições do adversário. A segunda nasce de uma arremesso lateral nosso, todo campo para fazer a transição. A outra um passe em profundidade explorando nossa linha defensiva. Nós, sendo uma equipe de iniciativa, que esteja mais vezes no meio campo ofensivo, temos que controlar o espaço em nossas costas. Por um detalhe de não fazer uma falta que poderia acabar a jogada – analisou Artur Jorge na ocasião.
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O duelo pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil tinha um peso extra para a equipe. O Cruzeiro vinha de uma eliminação dura contra o Flamengo e com uma atuação decepcionante no primeiro tempo.
Neste clássico, o time comandado por Artur Jorge teve uma noite pouco criativa. Diferente do que costumeiramente se cobra após um resultado ruim em clássico, a equipe celeste foi muito combativa, vencendo 60% dos duelos pelo chão.
Mas em síntese, faltou ao Cruzeiro naquele jogo encontrar o caminho para entrar na área do adversário, com apenas quatro finalizações dentro da área, metade do que teve o Atlético-MG naquele jogo. A dificuldade foi admitida pelo treinador em resposta à pergunta do Lance! na coletiva.
Foi uma falta de encontrar esse caminho. Sabíamos que viriam com uma linha de cinco jogadores, com três zagueiros e laterais. Sabíamos que faziam do lado direito, com o Cuello, fechar a linha. Sabíamos que poderia acontecer, que teriam um bloco médio e baixo. Empurramos a equipe para trás, mas faltou capacidade para encontrar o caminho para a baliza. Menos finalizações, agressividade ofensiva, isso que temos que corrigir para o segundo jogo. Isso parece que nos faltou do que qualquer outro tipo de situação – avaliou.
Além disso, nesta partida, o gol sofrido também teve algumas falhas. Gerson apenas cercou Bernard, que inverteu o jogo para Cuello. O camisa 28 enfiou bola para Renan Lodi, que passou entre Fagner e Fabrício Bruno. Mas a grande falha no lance foi de Otávio, que deixou espaço entre ele e a trave.
No duelo mais traumático da temporada do Cruzeiro, alguns fatores pesaram para a eliminação, mas dois foram preponderantes para o resultado: a expulsão de Villalba e as substituições de Artur Jorge. Este, inclusive, foi a atuação do técnico mais questionada pela torcida em seu trabalho.
No entanto, na época, a equipe vivia uma grande crise criativa. Na ocasião, fez seu sétimo jogo consecutivo criando menos gols esperados (xG) que o adversário.
Além disso, teve metade do número de finalizações (12 contra 28) e metade dos chutes ao gol (4 contra 8). Em um jogo no qual assistiu o adversário pressionar, o Cruzeiro trocou apenas 334 passes, o terceiro jogo com menos passes sob o comando de Artur Jorge, e abusou dos cruzamentos.
Mesmo sendo pior em campo, a Raposa abriu o placar com um gol de pênalti de Kaio Jorge. Mas na segunda etapa, Villalba, que já estava amarelado no primeiro tempo e sendo muito explorado pelo adversário, fez mais uma falta e foi expulso aos 15 minutos.
Neste momento veio a decisão mais questionada de Artur Jorge no comando do Cruzeiro: saíram, de uma vez, Gerson, Kaio Jorge e Matheus Pereira. A partir deste momento, o Cabuloso passou a ser pressionado com intensidade altíssima e não tinha saída para contra-ataque, uma vez que Neyser, que entrou para isso, não teve uma boa noite.
Quando nós sofremos a expulsão, tínhamos apenas mais uma mudança, faltavam 30 minutos. O Gerson pediu para sair por um desconforto. Tínhamos que agir rápido. Nossa ideia foi trocar o lateral porque precisávamos. Trocar o Gerson pelo Matheusinho e ter o Kenji para fazer o corredor esquerdo. Ter uma linha de cinco quando o adversário chegasse. Ter um time com transições rápidas, vencer nas costas da defesa, ter verticalidade. Pudemos dessa forma olhar para o time num 5-3-1. Tendo o momento que tínhamos apenas uma substituição. Tinha que tomar uma decisão para tentar manter a equipe viva no jogo – explicou Artur Jorge.
Em pouco mais de 15 minutos, Vitor Hugo empatou e dez minutos depois, a dois do fim, Fred virou o placar e garantiu a classificação do Alvinegro.
Principal contratação atleticana na temporada, Fred teve liberdade e foi o jogador que mais participou da partida pela equipe, com 88 ações com a bola e 49 passes corretos no campo adversário. Além disso, realizou 149 metros em condução distribuídos em 20 avanços.
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