Por dentro da aposta da Gerdau na Fórmula 1 — 'Uma vitrine mundial'
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Consulte formatos e valores disponíveis'Uma vitrine mundial': Por dentro da aposta da Gerdau na Fórmula 1 No quarto ano de parceria com o GP de São Paulo, companhia aposta em relacionamento e obras permanentes em Interlagos para apresentar atributos de seus produtos Gerdau em Interlagos: parceria com o GP de São Paulo busca associar a marca a inovação, tecnologia e ao segmento premium
Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Gerdau Saiba mais Como fazer uma matéria-prima ser percebida como tecnologia? A Gerdau encontrou na Fórmula 1 uma plataforma para trabalhar essa mudança de imagem. No quarto ano de parceria com o GP de São Paulo, a fabricante de aço usa a velocidade e a inovação da categoria para aproximar sua marca do segmento premium.
A estratégia parte de um desafio de comunicação: mostrar o conteúdo tecnológico de um material que costuma ser visto como commodity. Segundo Pedro Torres, diretor de Comunicação, Marca e Relações Institucionais da Gerdau, a categoria reúne atributos que a empresa pretende destacar em seus produtos e oferece uma conexão com o público brasileiro pela tradição do país no automobilismo.
“A Fórmula 1 talvez seja a plataforma de automobilismo que mais traga esses atributos de inovação e tecnologia”, afirma Torres, em entrevista à EXAME.
A companhia produz aços especiais para a indústria automotiva no Brasil e nos Estados Unidos. Esses materiais atendem a aplicações que exigem propriedades específicas de resistência e desempenho. A presença no GP funciona, assim, como uma oportunidade de apresentar características do negócio em um ambiente ligado à sua cadeia de clientes.
“Uma oportunidade de associar nossa marca a uma marca global, a uma marca posicionada no segmento premium”, diz o executivo sobre a escolha da plataforma.
O trabalho também envolve relacionamento e networking, possibilidades que Torres aponta como parte do interesse da Gerdau no evento. O executivo não informou o investimento na parceria nem detalhou indicadores de retorno em exposição de marca ou geração de negócios.
A parceria tem como um de seus eixos o uso do próprio aço na modernização de Interlagos. Para a edição deste ano, marcada para os dias 6, 7 e 8 de novembro, a companhia trabalha na reforma das cabines de segurança localizadas no entorno da pista.
As entregas se somam a intervenções realizadas desde o início da associação, em 2023. Entre elas estão estruturas fixas para transmissão audiovisual ao longo do circuito, mastros de bandeiras e estruturas de suporte ao sistema de largada. Na entrevista, Torres também destaca o pórtico de bandeirada inaugurado no ano passado.
Para a estratégia da Gerdau, essas intervenções permitem demonstrar aplicações do produto dentro do evento. Ao mesmo tempo, criam uma presença que se estende para além do fim de semana da corrida: segundo o executivo, as estruturas permanecem no autódromo e atendem às demais competições e aos eventos de entretenimento realizados no espaço.
“Todas essas nossas entregas têm como característica algo que fica de legado para o autódromo”, afirma.
Torres relaciona essa atuação à responsabilidade da empresa com um equipamento público da cidade de São Paulo. A permanência das melhorias é apresentada pela companhia como parte do valor da parceria, ao lado da projeção da marca.
Outro componente da presença em Interlagos é a divulgação do modelo de produção da Gerdau, que utiliza sucata metálica como matéria-prima. A empresa informa que recicla aproximadamente 10 milhões de toneladas por ano e que cerca de 70% do aço que produz vem desse material.
Segundo dados fornecidos pela companhia, sua intensidade média de emissões é de 0,86 tonelada de CO₂ equivalente por tonelada de aço produzido, considerando os escopos 1 e 2 — emissões diretas da operação e aquelas associadas à energia adquirida. O indicador se refere à produção da empresa, sem detalhamento específico do aço empregado no circuito.
Na estratégia descrita por Torres, a Fórmula 1 oferece visibilidade para essa frente do negócio e permite apresentar o aço de menor intensidade de carbono a potenciais compradores de diferentes setores.
“Uma forma também de posicionar essa nossa linha de produtos num evento que é uma vitrine mundial”, afirma.
Com a renovação, a Gerdau combina exposição, relacionamento e demonstração de produto em uma mesma plataforma. O objetivo é fazer com que os atributos associados à Fórmula 1 ajudem a contar uma história sobre o aço que vai além de sua função como matéria-prima.
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Presente na categoria desde a primeira corrida oficial, em 1950, a Shell aproveita o GP de São Paulo para se aproximar de um público mais jovem e diversificado
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