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PF pede a Mendonça prorrogação do inquérito por 90 dias — Caso Dark Horse

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por CNN Brasil 16 de outubro de 2026 às 22:29
Via CNN Brasil
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A PF (Polícia Federal) pediu ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a prorrogação do inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse por 90 dias. A solicitação ao magistrado foi registrada nessa quinta-feira (15).

O inquérito foi instaurado no fim de julho deste ano e teve prazo de tramitação com vencimento em 10 de outubro deste ano. Segundo a corporação, no período, foram colhidas informações da Ancine (Agência Nacional do Cinema) e da produtora Go Up, responsável por executar o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A PF também ressalta sobre a obtenção de novos dados obtidos pelo depoimento do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. A investigação analisa se a Entre Investimentos e Participações, que pertence a Freixo, seria utilizada para repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de “Dark Horse”.

Vorcaro pede ao STF que investigue vazamento de dados de seu celular Lula deve aceitar indicação de Daniel Perez para embaixada dos EUA Caso Dark Horse: PF pede a Mendonça prorrogação do inquérito por 90 dias Ao solicitar a prorrogação, a Polícia Federal aponta que estão, entre outras questões, uma realização de perícia contábil-financeira, análise de dados telemáticos, um pedido de cooperação jurídica internacional para obtenção de registros financeiros de entidades estrangeiras e requisições complementares.

O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior prestou esclarecimentos como testemunha colaborado no inquérito sobre o "Dark Horse". Ele confirmou que a Entre Investimentos realizou sete remessas ao fundo Havengate Development Fund LP, fundo americano que administrava o dinheiro para o filme e encaminhava os recursos para a Go Up Entertainment, totalizando US$ 12,3 milhões. Os repasses teriam ocorrido a pedido de Fabiano Zettel e confirmados por Daniel Vorcaro.

Segundo Freixo, a operação foi apresentada a ele como voltada para um fundo imobiliário norte-americano associado a Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e que não teriam informado que os recursos se destinariam a um filme.

A PF indica que o empresário ainda declarou ter tomado conhecimento da destinação do dinheiro para a obra audiovisual pela imprensa. Depois disso, teria então solicitado o resgate dos valores, sem resposta. Negou, ainda, contato com os agentes políticos e com os demais envolvidos na produção da obra.

O homem ligado ao ex-dono do banco Master apresentou documentos ao prestar o depoimento. Análise preliminar da PF indica que os ofícios confirmam o número de remessas, os valores, as instituições envolvidas e o destinatário final. No entanto, haveria divergências em comparação com o depoimento, o que merece uma apuração mais detalhada por parte da corporação.

As investigações do caso “Dark Horse” apuram se houve irregularidades no financiamento do filme e se todo o dinheiro repassado por Vorcaro foi direcionado para a produção. Uma das suspeita é que parte dos recursos possam ter sido direcionados para Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado. O ex-deputado nega ter recebido repasses.

As parcelas pagas por Vorcaro para a produção do "Dark Horse" foram negociada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência.

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