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PF lança 2º inquérito sobre Flávio Bolsonaro, sobre suspeita de lavagem de dinheiro

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 19 de outubro de 2026 às 19:22
Via Exame
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PF abre 2º inquérito sobre Flávio Bolsonaro, sobre suspeita de lavagem de dinheiro Ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator do caso no STF Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em ato de campanha em 18 de outubro (Charles Vieira/Campanha de Flávio Bolsonaro)

Ivan Martínez-Vargas Repórter especial em Brasília

Publicado em 19 de outubro de 2026 às 16h10 .

Priorizar nos meus resultados Google A Polícia Federal (PF) instaurou um segundo inquérito sobre o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (RJ), desta vez para apurar seu suposto envolvimento em suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, seu amigo. Tomaz diz que não teve acesso ao inquérito.

Procurada, a campanha de Flávio Bolsonaro não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

O inquérito chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de outubro, foi autorizado, e o relator sorteado para o caso foi o ministro Alexandre de Moraes. A abertura da investigação foi noticiada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela EXAME.

O senador já é alvo de uma outra investigação da PF, sobre os valores multimilionários destinados por Daniel Vorcaro supostamente usados para financiar o filme Dark Horse, biografia de Jair Bolsonaro.

Na novo caso, os agentes da PF investigam se o advogado Willer Tomaz controla uma casa de apostas, a Rede Loto, primeira bet que obteve autorização estadual do governo do Rio de Janeiro para operar. A investigação surgiu a partir de um inquérito da PF no Rio Grande do Sul que apura a relação entre fintechs e bets.

Os agentes obtiveram a quebra de sigilo telemático de Tomaz e, ao analisar os dados, encontraram vínculos de proximidade com o senador. Por isso, a investigação precisou ser levada ao STF. Há menção a pagamentos de viagem do senador efetuados pelo advogado.

Como a EXAME mostrou, Willer é um dos proprietários de um jato particular do qual Daniel Vorcaro foi cotista. O avião é o mesmo usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e que chegou a ter uma cota oferecida como pagamento ao escritório Barci de Moraes, da esposa do ministro.

Em nota, o advogado afirma que tomou conhecimento do inquérito pela imprensa. "A defesa já requereu acesso aos autos e prestará todos os esclarecimentos às autoridades", disse em nota.

"Todas as empresas e participações do advogado são lícitas, identificadas em registros públicos e informadas em sua declaração de imposto de renda. Não há sócios ocultos, contas não declaradas nem patrimônio escondido. A Rede Loto, integralmente detida pela Cathedral, nunca lançou operação de apostas. O senador Flávio Bolsonaro jamais teve acesso ou poderes sobre conta de qualquer empresa do advogado. A relação entre os dois é de amizade entre famílias, e amizade não é crime", afirma Willer Tomaz.

O advogado afirma, ainda, que "causa estranheza" que documentos sigilosos e desconhecidos pela própria defesa "sejam divulgadas de forma seletiva a seis dias do segundo turno".

"A defesa confia que a investigação, conduzida com acesso aos autos e contraditório, demonstrará a regularidade de todas as operações", conclui o documento.

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