Panorama: Veja como funciona a 'mãe de todas as bombas' que os EUA querem usar no Irã
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Consulte formatos e valores disponíveisVeja como funciona a 'mãe de todas as bombas' que os EUA querem usar no Irã Explosivo pesa quase 11 toneladas e é o mais poderoso do tipo não nuclear do arsenal dos americanos Um modelo da 'mãe de todas as bombas' exposto no museu da Força Aérea dos EUA (Creative Commons/Creative Commons)
Publicado em 16 de outubro de 2026 às 14h38 .
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Os Estados Unidos consideram usar contra o Irã a GBU-43/B, a “mãe de todas as bombas”, caso o presidente Donald Trump autorize o ataque, informou a emissora CNN Internacional. Com quase 11 toneladas, o maior explosivo não nuclear do arsenal americano destrói uma área equivalente a nove quarteirões, mas não alcança instalações subterrâneas. O emprego da arma elevaria o risco de mortes de civis.
Os Estados Unidos consideram usar contra o Irã a GBU-43/B, conhecida como a 'mãe de todas as bombas', caso o presidente Donald Trump decida dar a ordem. A informação foi reportada pela CNN Internacional.
O republicano tenta achar uma resolução para a guerra contra Teerã, a menos de 20 dias das eleições legislativas dos Estados Unidos, em meio à insatisfação de muitos americanos com o conflito.
O uso da GBU-43/B, que é guiada por GPS, representaria uma escalada nos ataques americanos — até agora, suspensos. Com um peso de quase 11 toneladas, a bomba é maior do tipo não nuclear dentro do arsenal dos Estados Unidos e é capaz de destruir uma área equivalente a nove quarteirões.
Apesar do alto poder destrutivo, não é uma bomba de penetração profunda, como as chamadas 'bunker busters', capazes de perfurar o solo e destruir locais subterrâneos, como as instalações nucleares do Irã.
Há também uma preocupação sobre danos colaterais da GBU-43/B, em especial, com a eventual morte de civis por causa do amplo raio de alcance do explosivo.
Não seria a primeira vez que essa bomba seria utilizada. Em 2017, durante o primeiro mandato de Donald Trump, o presidente autorizou o uso contra posições do Estado Islâmico no Afeganistão. Há também precedentes que indicam que ela foi usada na guerra do Vietnã.
Ilustração mostra como é GBU-43B, a 'mãe de todas as bombas' (Devian Art/Creative Commons)
O doutor em Ciências Militares e o professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, Sandro Teixeira Moita, afirma que a 'mãe de todas as bombas' é feita para 'destruir um alvo que esteja em campo aberto ou exposto'. O objetivo, ainda segundo ele, é 'atacar uma concentração de tropas, uma concentração de veículos blindados ou ainda de outros materiais militares'.
Moita ainda diz que esse explosivo é capaz de usar o oxigênio para potencializar o impacto, o que 'cria um efeito secundário devastador'.
Por outro lado, GBU-43/B exige uma logística de lançamento muito específica por causa do grande peso. 'Ela só pode ser lançada a partir de determinadas aeronaves que têm muita capacidade de carga', diz Moita.
Além de escalar a guerra entre Estados Unidos e Irã, o uso da 'mãe de todas as bombas' seria muito simbólico sobre a força bélica de Washington. Sandro Teixeira Moita afirma que o explosivo mostra uma 'grande capacidade de destruição do arsenal norte-americano'. Para Teerã, o recado dos Estados Unidos é claro: é possível causar ainda mais destruição do que já foi causada até agora.
A GBU-43/B é o maior explosivo não nuclear do arsenal dos Estados Unidos. Guiada por GPS e com quase 11 toneladas, a bomba pode destruir uma área equivalente a nove quarteirões.
Os Estados Unidos consideram usar a GBU-43/B contra o Irã caso o presidente Donald Trump dê a ordem, segundo a CNN Internacional. O emprego da bomba representaria uma escalada dos ataques americanos, que estão suspensos.
A GBU-43/B não é uma bomba de penetração profunda e, portanto, não tem a mesma capacidade das chamadas “bunker busters” para perfurar o solo e atingir instalações subterrâneas. Segundo Sandro Teixeira Moita, doutor em Ciências Militares, a arma foi desenvolvida para destruir alvos em campo aberto ou expostos.
O amplo raio de alcance da GBU-43/B aumenta a preocupação com danos colaterais e a eventual morte de civis. Sandro Teixeira Moita afirma que o explosivo usa o oxigênio para potencializar o impacto, o que cria um efeito secundário devastador.
A GBU-43/B foi usada em 2017 contra posições do Estado Islâmico no Afeganistão, durante o primeiro mandato de Donald Trump. Há também precedentes que indicam o emprego da bomba na Guerra do Vietnã.
A GBU-43/B exige uma logística específica de lançamento por causa de seu peso de quase 11 toneladas. Segundo Sandro Teixeira Moita, apenas determinadas aeronaves com grande capacidade de carga podem transportar e lançar o explosivo.
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