Panorama: Sem título
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Consulte formatos e valores disponíveisA maior ilusão da culinária brasileira é pensar que encontrar um prato feito gostoso é fácil. Não, não! Isso é coisa rara. Tão raro quanto fazer um negócio vingar por 23 anos, no mesmo ponto e com a mesma família.
Tudo começou quando eu estava órfã de um bom PF perto de casa. Entrei no J. Vitor e Juliana sem nem saber o nome — não há qualquer sinalização na fachada. De cara, gostei que lá vai gente de todo tipo: designers descolados da Vila Buarque, estudantes de intercâmbio, trabalhadores das obras vizinhas.
Gabrielli Menezes Sem reformas desde que foi inaugurado, o salão simplão e sem poluição visual é um "pé-sujo" bem limpinho — mais tarde, na entrevista, isso veio a se comprovar com a informação de que o chão é lavado todos os dias com água e sabão e que a limpeza das mesas passa por várias etapas.
Nada disso seria relevante, é claro, se não fosse o arroz e feijão servidos com frango atropelado (R$ 30), que nada mais é do que uma sobrecoxa desossada passada na chapa com pedaços de alho, meio macios, meio crocantes. A receita me convenceu a voltar para provar o belo virado à paulista (R$ 32), servido só às segundas, com uma bisteca douradinha que, por sua vez, me fez retornar para testar a tilápia à milanesa (R$ 34), daquelas bem graúdas. E por aí foi. E continua indo!
Gabrielli Menezes O que me atrai em todos esses pratos é justamente a simplicidade. Tão banal e tão especial. "Só usamos alho e sal para o arroz e o feijão", conta o sócio João Pereira, de 54 anos, que montou o negócio em família.
Com a ajuda da esposa, do filho, do cunhado, da concunhada e de Zé Ilton, cozinheiro desde o dia 1, ele serve 100 refeições a cada almoço, de segunda a sábado.
Condimentos de saquinhos são evitados na cozinha, com exceção do tempero baiano, que revela a origem da turma: Chapada Diamantina. Em comum, todos têm um jeitinho calmo e presente, capaz de reparar nos clientes recorrentes, de dar um tchau quando alguém conhecido passa pela calçada e de respeitar os processos da cozinha.
Para expedir os pedidos às 11h, os preparos começam às 7h. Tudo é feito no dia, com exceção da feijoada (R$ 41), que precisa de 48 horas. "A gente ferve os ingredientes para tirar o sal. Depois, cozinhamos com feijão e guardamos na geladeira. Na manhã seguinte, montamos a feijoada. A comida não aceita que se pule etapas"
Gabrielli Menezes Essa sabedoria e paciência ajudaram a família a superar momentos de maior dificuldade. Antes de acharem o ponto na Dr. Cesário Mota Júnior, eles foram retirados de um imóvel no Paraíso para a construção de um prédio. Dessa vez, isso não vai acontecer. "Compramos aqui há três anos. Agora não é mais alugado. É nosso", diz João, orgulhoso.
Ao que tudo indica, o restaurante que foi batizado com os nomes do casal de filhos tem vida longa. João Vitor, conhecido como Vitinho, atende o público desde pequeno e quer continuar o legado dos pais e dos tios.
Fernando Moraes/UOL A segunda fase do Prêmio Nossa de Bares e Restaurantes está quase no final! Você tem até segunda-feira (2), para votar na pizzaria, hamburgueria e bar que merece o título de melhor de São Paulo. A disputa reúne representantes das cinco regiões da cidade — Centro, Norte, Sul, Leste e Oeste — e você pode ajudar a eleger os campeões. Vote nos seus preferidos:
Tati Frison Fat Buddha Criado durante a pandemia, esse lugar reúne comidas asiáticas de tudo quanto é canto e se sai bem em todas elas (ao menos em todas as que provei durante esses cinco anos de operação). Apesar de existir um endereço físico no Brooklin, eu prefiro apelar para o delivery. Questão de praticidade! As fatias de wagyu chegam num ponto bonito de ver, junto com gohan e gema curada no shoyu e no saquê (R$ 84). Igualmente deliciosos, os noodles cheios de vegetais podem acompanhar uma mistura de camarão e filé-mignon suíno (R$ 87). Pede lá: via iFood. @fatbuddhaoficial
Juliana Primon Tre Bimbi Que maravilha é ter a possibilidade de se afogar num sorvete de pote gostoso de verdade. Felizmente, parece que as marcas artesanais estão cada vez mais dispostas a competir com as opções de supermercado. Fernanda Jimenez, engenheira de alimentos que fez curso de gelato na Borgonha, na Itália, lançou sabores em embalagens de 700 mililitros. Dá para comer à vontade combinações refrescantes, como manga com maracujá (R$ 70), e receitas que mais parecem sobremesas, tipo bolo de cenoura (R$ 85) e tiramisù (R$ 98). Vai lá: Rua Tumiaru, 66, Vila Mariana. @tre.bimbi
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