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Consulte formatos e valores disponíveisCarro elétrico mais vendido do Brasil, o BYD Dolphin Mini ganhou uma nova geração na China - e que deve chegar no Brasil em 2028. Lançado com o nome local de Seagull, o hatch cresceu 42,5 cm, mudou o motor de lugar e parte de 65.900 yuans (cerca de R$ 49.717).
Mesmo maior e mais potente, o modelo também ficou mais barato do que a geração anterior. A mudança inesperada, porém, está na cabine: o carro não tem quadro de instrumentos atrás do volante.
Eixo traseiro passou a tracionar o carro e ainda ganhou suspensão multilink, mais confortável Imagem: Reprodução No Brasil, espera-se sua chegada por volta de 2028. A nova geração deve conviver com o Dolphin Mini montado em Camaçari (BA), em um degrau acima e de frente com o Geely EX2.
São cinco versões, com preços que vão de R$ 49.717 a R$ 75.400 na conversão direta.
O carro cresceu e ganhou nova arquitetura. O comprimento foi de 3,78 m para 4,21 m e o entre-eixos passou de 2,50 m para 2,65 m.
O motor agora é traseiro, e a potência subiu de 75 cv para 129 cv nas versões mais caras. As duas opções de entrada têm 116 cv.
Com tração traseira, a suspensão também foi incrementada , indo do eixo de torção para o sistema multilink , mais confortável.
As baterias são de 30,1 kWh e 39,2 kWh. A autonomia chega a 420 km no ciclo chinês CLTC (mais otimista que o do Inmetro).
As três versões mais caras aceitam a nova recarga ultrarrápida da BYD, chamada de Flash Charging. A bateria vai de 10% a 70% em cerca de cinco minutos, mas só nos carregadores especiais da marca.
O novo Dolphin Mini não tem quadro de instrumentos. Velocidade e dados de condução aparecem no lado esquerdo da central multimídia. É ponto criticado em modelos que adotam a mesma solução, como o Volvo EX30.
Velocímetro e outros dados são exibidos no canto da central multimídia Imagem: Reprodução A solução simplifica o painel, mas obriga o motorista a desviar o olhar da via para conferir a velocidade . A tela giratória, marca registrada da BYD, também saiu de cena.
Com o motor atrás, sobrou espaço para um porta-malas dianteiro de 94 litros sob o capô. Nas versões superiores, os bancos dianteiros têm aquecimento e ventilação, e o do motorista faz massagem. Só a mais cara traz LiDAR no teto e o pacote de assistência à condução DiPilot 300.
O novo Mini chega em um momento delicado para a BYD na China. No primeiro semestre, a receita da montadora no mercado chinês caiu 31%, e o lucro recuou 20,5%, segundo o balanço da empresa. A concorrência no país é dura: o Geely Xingyuan, vendido aqui como EX2, ganhou o posto de carro mais vendido lá.
Fora de casa, a história é outra. De janeiro a setembro, a BYD vendeu 1,34 milhão de veículos no exterior, quase o dobro do mesmo período de 2025. As vendas externas já respondem por 39% do total, e no primeiro semestre renderam mais da metade (53%) do faturamento da empresa.
O Brasil é peça central nessa virada. O país é o maior mercado da BYD fora da China. A fábrica de Camaçari segue a estratégia de produzir perto do cliente para driblar barreiras comerciais, como na Hungria.
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