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Panorama: Sastre, dono de Porsche, pega 17 anos por homicício com dolo eventual

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 30 de outubro de 2026 às 04:26
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Panorama: Sastre, dono de Porsche, pega 17 anos por homicício com dolo eventual
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O empresário Fernando Sastre, foi condenado, nesta quinta-feira (29/10), pelo Tribunal de Justiça de São Paulo ( TJSP ), por homicídio com dolo eventual (quando o réu assume o risco de matar pela atitude tomada) com pena de 14 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, na noite de 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, no bariro do Tatuapé, zona leste da capital, além de mais 2 anos e 5 meses e 10 dias por lesão corporal gravíssima por lesão corporal gravíssima a Marcus Vinicius Machado Rocha, amigo do réu que estava com ele na Porsche no momento da batida e ficou gravemente ferido. Assim, a pena total é de 17 anos, um mês e 10 dias de reclusão.

O veredicto ocorreu no segundo dia de julgamento, realizado no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. A namorada do empresário, Giovanna Pinheiro, foi multada em 10 salários mínimos por mau comportamento no julgamento e ainda por não ter se apresentado em juízo.

Os jurados se reuniram já no final da noite de quinta. Ao retornar para o plenário, Fernando Sastre já havia trocado as roupas pessoas por um uniforme de presidiário. O réu ouviu a sentença em silêncio. Os familiares de Sastre pareciam surpresos e decepcionados pela pena anunciada. O filho mais velho da vítima, Lucas Morais da Silva, em entrevista coletiva aos jornalistas que acompanhavam o júri, considerou o resultado do julgamento como uma vitória. “A justiça foi feita”.

O Ministério Público do estado ( MPSP ) pediu a condenação por homicídio qualificado por dolo eventual e lesão corporal por dolo eventual Além disso, pediu que majoração da pena por considerar que Sastre tem histórico de infrações no trânsito, já que teve a carteira suspensa por racha na Avenida Paulista.

A defesa de Sastre concordou com o crime consumado de homicídio, mas discordou que houve intenção de matar. Na argumentação, o advogado Eugênio Malavasi considerou que o réu foi “imprudente” ao dirigir em alta velocidade alcoolizado, mas que “jamais teve a intenção de matar Ornaldo ou ferir o melhor amigo Marcus”.

No depoimento prestado, horas antes, Sastre confessou, pela primeira vez, ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir Porsche que matou o motorista de app.

Antes de começar a narrar a sequência cronológica dos fatos, Sastre afirmou que se arrepende de ter bebido um drink no restaurante, antes de ir para uma jogatina de poker com os amigos.

“Eu sofri muito e ainda sofro todos os dias. Tenho muita vergonha e arrependimento. Eu nunca saí de casa para causar um acidente. Ninguém precisava passar por isso”, declara Sastre.

O promotor de Justiça questionou se Sastre também bebeu na casa de jogos. O réu negou e explicou ter ciência que não poderia dirigir em alta velocidade alcoolizado.

No primeiro dia de julgamento, Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava de carona no Porsche 911 de Fernando Sastre quando ele causou um acidente que matou Ornaldo, contou que foi intimidado e abandonado pelos amigos após dizer o que acredita ser a verdade sobre aquela noite. O estudante fraturou quatro costelas e perdeu o baço em razão do acidente causado por Sastre, que dirigia bêbado.

Ele declarou que amigos de Sastre o pediram para mentir ou aliviar para o empresário. No entanto, Marcus recusou e foi chamado de traidor, antes de ser esquecido pelos amigos. Na versão do sobrevivente, Sastre e a então namorada Giovanna brigaram pelo fato dele querer dirigir embriagado.

A acusação questionou Sastre sobre o bullying sofrido pelo amigo por contar que o réu dirigiu embriagado. O empresário prontamente respondeu: “Eu não tenho o controle sobre o bullying que as outras pessoas fizeram, mas eu sempre reprovei isso e isso eu sempre falei para a minha família.”

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Redatores da Empire Cidadeshá 34 minutos