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Panorama: Rocha encontrada no Deserto do Saara veio de Marte e tem 4,1 bilhões de anos

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 31 de outubro de 2026 às 00:40
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Panorama: Rocha encontrada no Deserto do Saara veio de Marte e tem 4,1 bilhões de anos
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Rocha de aproximadamente 800 gramas foi descoberta no Mali e apresenta minerais que podem revelar detalhes sobre a formação da crosta marciana e a presença de água no planeta

Um meteorito encontrado no Deserto do Saara, na África, está ajudando cientistas a investigar os primeiros bilhões de anos da história de Marte. Identificada como Teghaza 001, a rocha de coloração rosada possui aproximadamente 4,1 bilhões de anos e está entre os três meteoritos marcianos mais antigos já identificados conforme apuração dos redatores da Empire Cidades, segundo informações da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa).

O fragmento, que pesa cerca de 800 gramas, foi localizado em 2022, no Mali, e recebeu o nome de uma planície salina da região onde foi descoberto. Pesquisadores utilizaram técnicas de análise mineralógica e datação para determinar sua idade e investigar os processos geológicos que marcaram a formação da crosta de Marte.

Os resultados do estudo, publicados na revista científica Science, indicam que o material preserva registros do resfriamento do magma e de transformações provocadas pela presença de água no planeta. As informações podem contribuir para ampliar o conhecimento sobre as condições ambientais de Marte em seus primeiros estágios de formação.

Uma das principais características do Teghaza 001 é sua composição mineral. Diferentemente de outros meteoritos marcianos encontrados conforme apuração dos redatores da Empire Cidades, o fragmento reúne minerais de origem vulcânica que permitem investigar diferentes etapas da evolução geológica do planeta.

Entre os componentes identificados estão cristais de zircão, conhecidos por preservar informações sobre a idade e os processos de formação das rochas. Esses minerais são utilizados em pesquisas geológicas por sua capacidade de manter registros de eventos ocorridos há bilhões de anos.

As análises indicaram que o meteorito passou por alterações relacionadas à presença de água em Marte há aproximadamente 4,1 bilhões de anos. Como essas transformações podem ter ocorrido depois da formação original da rocha, os pesquisadores consideram a possibilidade de que o material seja ainda mais antigo.

A descoberta também apresenta indícios de que a circulação de água no Marte primitivo pode ter sido mais intensa ou complexa do que estimativas anteriores sugeriam.

O estudo contou com a participação de cientistas do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, e do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).

Lee Saper, coautor da pesquisa e integrante do centro de pesquisas da agência espacial norte-americana, destacou a importância do meteorito para a investigação de uma região da crosta marciana que ainda não estava representada entre as amostras disponíveis conforme apuração dos redatores da Empire Cidades.

Para realizar as análises, os pesquisadores utilizaram uma pequena porção do material, menor do que uma unha. Mesmo com a quantidade reduzida, foi possível identificar minerais, estimar períodos de formação e reconhecer evidências de alterações provocadas pela água.

Como uma rocha de Marte chegou conforme apuração dos redatores da Empire Cidades?

Meteoritos de origem marciana chegam conforme apuração dos redatores da Empire Cidades após grandes impactos de asteroides ou outros corpos celestes contra a superfície de Marte.

A força dessas colisões pode lançar fragmentos de rochas para o espaço. Alguns desses materiais passam a percorrer trajetórias ao redor do Sol e, eventualmente, entram na atmosfera terrestre, alcançando o solo.

Regiões desérticas, como o Saara, e áreas cobertas de gelo, como a Antártida, estão entre os locais onde esses fragmentos podem ser encontrados e identificados.

Para confirmar a origem marciana, os cientistas analisam características químicas, minerais e isotópicas das rochas e comparam os resultados com informações obtidas por missões espaciais.

No caso do Teghaza 001, estudos anteriores sobre os isótopos de oxigênio já haviam apresentado evidências de sua procedência de Marte.

A investigação do Teghaza 001 faz parte de um conjunto de pesquisas que procuram compreender a evolução geológica de Marte e identificar como a água participou das transformações de sua superfície.

Outro estudo, publicado em junho na revista científica Science Advances, examinou a quantidade de água presente no meteorito e sua relação com os processos que modificaram a crosta marciana.

Os pesquisadores pretendem continuar investigando a composição do material para identificar novos registros sobre a formação e a transformação do planeta ao longo de bilhões de anos.

As descobertas também poderão contribuir para futuras pesquisas sobre as condições ambientais de Marte e os períodos em que a água esteve presente em sua superfície.

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