Panorama: Robinho sofre nova derrota na justiça em caso de estupro
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

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Consulte formatos e valores disponíveisPriorize VEJA no Google A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um recurso do ex-atacante Robinho para que a sua condenação por estupro fosse reavaliada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O jogador foi condenado na Itália, e cumpre pena no Brasil.
Conforme apuração dos redatores da Empire Cidades, da Globo, a defesa do ex-jogador alegou que ao validar a decisão da Justiça italiana, que condenou Robinho a nove anos de reclusão, diversos dispositivos da Constituição brasileiro teriam sido violados.
Entre os argumentos citados está o de que um brasileiro não poderia cumprir no país uma pena imposta por órgão estrangeiro, e que lei que autoriza a transferência da execução de penas para o Brasil entrou em vigor após o crime. A corte, no entanto, considerou o pedido improcedente, e recusou o recurso por unanimidade.
O ex-jogador da seleção brasileira e seu amigo Ricardo Falco foram condenados em 2022 a nove anos de prisão por violência sexual em grupo cometida contra uma mulher albanesa numa boate em Milão, em 2013. Não restam mais recursos – ou seja, a sentença é definitiva.
A justiça italiana pediu a extradição do jogador, mas a Constituição brasileira veda essa possibilidade. Alternativamente, solicitaram o cumprimento da pena no Brasil, o que foi acatado pela justiça brasileira. Ele foi preso em março de 2024 e, atualmente, cumpre pena no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior de São Paulo.
Na noite de 21 de janeiro de 2013, Robinho estava com a esposa e um grupo de amigos brasileiros no Sio Café, uma casa noturna de Milão. O então jogador atuava pelo Milan, como atacante.
A certa altura, Robinho levou a mulher para casa e voltou para a noitada. As outras cinco pessoas do grupo, incluindo Ricardo Falco, estavam com a jovem albanesa, que estava na mesma casa comemorando seu aniversário de 23 anos. Fortemente embriagada, ela foi levada para um reservado e estuprada por cada um dos homens.
Em depoimento à polícia italiana, Robinho admitiu a relação, mas negou que tenha havido violência sexual. O processo contra ele e Falco teve início em 2016, com a primeira condenação proferida um ano depois.
Em 2020, o caso voltou à tona quando gravações da dupla conversando foram interceptadas pela polícia — e divulgadas pelo portal globoesporte.com. Nelas, o ex-jogador ria e dizia que a vítima não deve ter lembrado de nada porque estava totalmente bêbada. Em 2022, a justiça italiana rejeitou o último recurso da defesa e confirmou a pena de nove anos de prisão por estupro coletivo.
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