Panorama: Reeleição de Alcolumbre é ‘fundamental’ para abafar escândalo do Master, diz senador
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisPriorize VEJA no Google O senador Alessandro Vieira anunciou, nesta quinta-feira que não vai apoiar a reeleição do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por entender que a permanência do parlamentar no comando do Legislativo seria “peça fundamental” do que Vieira chama de “mega-acordão” em Brasília para abafar o escândalo do Banco Master.
“O evento mais importante para o futuro do Brasil segue em organização célere e discreta: o mega-acordão para abafar simultaneamente todos os escândalos que atingem poderosos nos três poderes. A peça fundamental neste acordo é a reeleição de Davi Alcolumbre, com o compromisso de não instalação de CPIs ou processos de impeachment”, diz Vieira.
Como presidente do Senado, Davi Alcolumbre impediu a abertura de investigação sobre o escândalo envolvendo Daniel Vorcaro e adotou medidas para dificultar o acesso de parlamentares a elementos do caso. Alcolumbre também barrou processo de impeachment contra ministros do Supremo, algo citado por Vieira no texto:
“Será interessante ver como os senadores vão se comportar na eleição de 01/02/27, especialmente aqueles eleitos com compromissos efusivos de combate à corrupção e investigação de ministros do STF. A minha posição é pública e foi comunicada serenamente ao próprio Davi: não conte com o meu voto”, disse o senador.
“Concordo que o Brasil precisa de urgente pacificação, mas ela não pode ser construída com base em impunidade e cinismo, ignorando a vontade amplamente manifestada pela sociedade brasileira, que não suporta mais tanta desconexão entre suas necessidades reais e as vontades de uma elite corrompida”, segue Vieira.
O senador afirma que vai se unir ao grupo que tenta construir uma candidatura que derrote Alcolumbre — também citado nas mensagens de Daniel Vorcaro — e abra caminho para que as investigações de escândalos sejam, de fato, realizadas sem interferência.
“Vou me integrar aos esforços para construir uma candidatura capaz de conquistar a presidência do Senado, partindo de premissas claras: 1) a eleição no Senado não representa um terceiro turno. As eleições presidenciais acabaram e Lula venceu; 2) transparência e combate à impunidade devem ser eixos centrais; 3) o Senado deve formular urgentemente soluções legislativas estruturais que garantam estabilidade fiscal, eleições mais baratas e justas, combate ao crime organizado e resgate da credibilidade da Justiça. Já existem diversos bons projetos que caminham nessa direção, o que falta é liderança e vontade política. A mudança que tantos desejam não vai cair do céu ou chegar pelas mãos de um salvador da Pátria. Vai chegar pelo trabalho de muita gente, começando agora”, diz o senador.
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Entenda: Dia Nacional do Livro convida reflexões sobre o incentivo à leitura
Baixar áudio Por Priscila Mendes Uma viagem filosófica pelo espaço, que reflete sobre o apego material como “princípio do fim”.
Em destaque: França deve mobilizar 70 mil policiais para o Halloween
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Entenda: Lula promete pronunciamento à nação e live com Janones
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.



