Panorama: Presidente do TCE-MT é preso por suspeita de irregularidades em contratos públicos
(Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT) Operação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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Consulte formatos e valores disponíveisA Polícia Federal ( PF ) prendeu, nesta quinta-feira (29), o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, por suspeita de irregularidades em contratos públicos e pagamentos a servidores da instituição. A operação, batizada de Tomada de Contas, foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A PF também apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão, além de determinações para quebra de sigilos e bloqueio de bens. As diligências ocorreram em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Segundo a PF, há indícios de que a suspensão de contratos administrativos tenha sido utilizada como instrumento de pressão sobre fornecedores e de favorecimento na liberação de recursos públicos.
Os investigadores também apuram divergências nos pagamentos realizados a empresas, movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo servidores públicos e saques frequentes em dinheiro. As suspeitas incluem possíveis conexões entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências do tribunal.
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A investigação busca esclarecer se essas práticas foram utilizadas para desviar recursos públicos e ocultar a origem de valores. Os fatos apurados podem configurar crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O advogado Fernando Márcio Vareiro, que representa Sérgio Ricardo de Almeida, afirmou que ainda não havia tido acesso aos autos da investigação, que tramita sob sigilo.
“Nós não temos informação porque é um processo sigiloso, não tem acesso ao inquérito ainda, então a orientação é que ele fique em silêncio, até que nós tenhamos conhecimento do que está acontecendo”, declarou o advogado à Folha de S.Paulo.
A defesa também representa outros dois investigados presos na operação: Roseli Loss, secretária-executiva do TCE-MT, e Adriangelo Barros Antunes, servidor vinculado à Assembleia Legislativa de Mato Grosso e cedido ao tribunal.
Até a publicação das informações consultadas, não havia manifestação oficial do TCE-MT sobre a operação.
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