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Panorama: Por que a pele das mulheres cicatriza mais rápido? Cientistas investigam

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 21 de outubro de 2026 às 09:30
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Panorama: Por que a pele das mulheres cicatriza mais rápido? Cientistas investigam
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Por que a pele das mulheres cicatriza mais rápido? Cientistas investigam Experimentos com camundongos revelaram que células-tronco das fêmeas agem de forma mais coordenada e respondem mais rapidamente após lesões Cicatrização: estudo com camundongos identificou diferenças na forma como células-tronco respondem durante o reparo de feridas (Freepik)

Publicado em 21 de outubro de 2026 às 06h01 .

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Curiosidades Saiba mais A pele de homens e mulheres pode apresentar diferenças importantes na forma como se renova e cicatriza . Cientistas descobriram que, em camundongos, as células-tronco da pele das fêmeas trabalham de maneira mais coordenada, enquanto as dos machos apresentam um comportamento mais independente. Essa diferença ajuda a explicar por que as feridas cicatrizam mais rapidamente nas fêmeas, sobretudo nos primeiros dias após uma lesão.

O estudo foi publicado na revista científica Nature . Para entender como ocorre a renovação da pele , pesquisadores da Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, em colaboração com a Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e outras instituições, acompanharam células individuais da pele de camundongos vivos durante cinco meses.

Os resultados indicam que hormônios como a testosterona e o estrogênio influenciam o funcionamento das células-tronco, responsáveis pela produção de novas células da pele.

A camada mais externa da pele, chamada epiderme , passa por um processo contínuo de renovação . Células-tronco localizadas em sua base se dividem e dão origem a novas células, que amadurecem e substituem aquelas eliminadas naturalmente.

Ao acompanhar esse processo, os cientistas descobriram que as células recém-formadas não se tornam imediatamente maduras. Antes disso, passam por uma etapa intermediária, na qual ainda conseguem se multiplicar algumas vezes. A principal surpresa, porém, foi a diferença entre os sexos.

Nos camundongos fêmeas , duas células originadas da divisão de uma mesma célula frequentemente seguem caminhos semelhantes ao mesmo tempo. Elas podem voltar a se dividir ou iniciar juntas o processo de amadurecimento.

Nos machos , essas células apresentam uma sincronização menor e tendem a seguir caminhos mais independentes. Segundo os pesquisadores, essa coordenação pode tornar a renovação e a reparação da pele mais eficientes em determinadas situações.

Para descobrir o que provocava essas diferenças, a equipe investigou a influência dos hormônios sexuais. Quando os pesquisadores reduziram a produção de testosterona nos camundongos machos, as células da pele passaram a apresentar um comportamento mais parecido com o observado nas fêmeas.

A administração de diidrotestosterona (DHT) , uma forma ativa da testosterona, fez com que as células voltassem ao padrão masculino.

Nas fêmeas, a retirada dos ovários reduziu a multiplicação das células-tronco e praticamente eliminou a sincronização entre as células recém-formadas. O tratamento com estradiol , um tipo de estrogênio , recuperou a atividade de multiplicação dessas células.

Os cientistas também testaram a ação da DHT em pele humana reconstruída em laboratório. O hormônio acelerou o amadurecimento das células , sugerindo que parte desse mecanismo pode ocorrer em humanos.

A equipe também analisou como a pele dos camundongos reagia a ferimentos . Os experimentos mostraram que as feridas das fêmeas se fechavam mais rapidamente, principalmente nos primeiros dias após a lesão.

Essa diferença estava relacionada à ativação mais rápida das células responsáveis pela reparação da pele e ao comportamento mais coordenado dessas células.

Nos primeiros dois dias, os pesquisadores observaram uma atividade de multiplicação celular mais intensa nas fêmeas. Com o avanço da cicatrização , a diferença entre os sexos diminuiu.

Os pesquisadores acreditam que compreender essas diferenças pode contribuir para o desenvolvimento de tratamentos mais personalizados para feridas e doenças de pele .

Entre as possíveis aplicações futuras estão a recuperação de queimaduras, a cicatrização após cirurgias e o tratamento de feridas crônicas , como aquelas que podem surgir em pessoas com diabetes .

A descoberta também pode ajudar a investigar por que determinados tipos de câncer de pele e doenças inflamatórias apresentam diferenças entre homens e mulheres.

No entanto, a cicatrização mais rápida foi demonstrada em camundongos, e não em pacientes humanos. Embora os testes com pele humana em laboratório tenham identificado efeitos da testosterona sobre as células, ainda são necessárias pesquisas para determinar se os mesmos mecanismos influenciam a recuperação de feridas em pessoas.

O estudo amplia o conhecimento sobre a renovação da pele e destaca a importância de considerar as diferenças biológicas entre os sexos nas pesquisas sobre cicatrização e doenças dermatológicas.

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